âą: your muse tells my muse that they need to break up (Natasha)
[AO SOM DE SLEEPING AT LAST -- ALREADY GONE, porque hoje eu tĂŽ triste e musical]
Aquela jĂĄ era a milĂ©sima discussĂŁo que tinham em uma semana â novamente, por um motivo tĂŁo parco que nenhum dos dois sabia dizer pelo que estavam brigando apĂłs algum tempo entre gritos, discussĂ”es mais afloradas, portas batendo e coisas do tipo. No final das contas, ele e Natasha estavam alterados a ponto de estarem em cĂŽmodos diferentes do pequeno apartamento dela no Smithâs. Aparentemente, sem que quisessem olhar um para a cara do outro.
E, bom, ali estava a gota dâĂĄgua que Friedrich precisava para dar um fim ao relacionamento que, colocando em termos de amizade, durava hĂĄ um bom tempo jĂĄ: no sentido mais estrito da coisa, enquanto um casal, fazia pouco mais de um ano que estavam juntos. Aos trancos e barrancos, mas estavam. E isso era tĂŁo cansativo, tanto para ele quanto deveria ser para ela, que este foi o motivo pelo qual ele retornou para perto de Natasha, na sala, mas jĂĄ se dispondo a pegar seu casaco, que ficava junto dos sapatos sujos de neve, logo na entrada â que serviria de saĂda, muito em breve.
âEu nĂŁo acho uma boa ideia continuarmos com isso.â Começou a falar, em um tom levemente embargado porque apesar de quase nunca chorar na frente de outras pessoas, Fritz sofria sim com o choro parado em sua garganta. A ideia de terminar algo que levara tanto tempo para construir e que precisara de tantos ajustes realmente fazia sua cabeça girar, mas parecia o certo a se fazer agora, principalmente quando olhava para o lado: ver Natasha chorando era um de seus maiores pontos fracos. Tanto porque ela era uma mulher, quanto porque era ela. âNĂŁo vai dar certo, Nat.â Acrescentou, agora respirando fundo e evitando olhĂĄ-la, enquanto fitava a parede Ă sua frente. âEu acho melhor terminarmos.âÂ
E ele conhecia bem o drama que acompanhava aquele tipo de situação, então ele apenas colocou o casaco que pegara, ajeitou-o no corpo e abriu a porta. A vontade de chorar continuava ali e ele jå imaginava que gritos viriam de trås de si, mas ele preferiu seguir em frente, pronto para sair do apartamento dele.
âEu vou para casa agora e⊠Depois eu passo aqui para resolvermos isso melhor. Eu vou trazer as suas coisas e vocĂȘ separa as minhas, ok?â Foram suas Ășltimas palavras acompanhadas de um breve olhar por cima de seu ombro. NĂŁo para olhar exatamente para a sua mais nova namorada, apenas para que ela pudesse escutĂĄ-lo melhor enquanto dizia aquelas coisas. âAtĂ©.â E, finalmente, a porta se fechou atrĂĄs de si, ao que ele passou para o outro lado e rumou em direção Ă saĂda do prĂ©dio, disposto a desaparecer do mapa pelas prĂłximas horas. E dias, talvez.