Entre os bares e as vendas, entre os terminais desta cidade, entre o policial e o mendigo, entre um cigarro e uma cerveja, por onde passava minha carne morta eu deixei todo mundo saber que eu te amei em versos rabiscados na parede com tuas iniciais pintadas. - Entre eu e você existe mais segredo do que entre o sol e a lua. - E, não é por nada, mas são todos meus os teus segredos mais obscuros. E são todos teus Os meus segredos mais obscenos. - A carne em harmonia, o beijo em sintonia, eu e você. Bêbados em completa explosão. É fato que você me embebedou com teu gozo. - A verdade é que tua essência é alucinógena e me levou ao paraÃso só de te sentir. - Te vi saindo do banheiro nua e tudo brilhava, e tudo me chamava, e tudo me excitava. - Te vi de quatro na minha frente e, porra, que sorte eu tive! Que sorte eu tive! - Te admirei engolindo minha alma em forma de orgasmo e, porra, que sorte eu tive! - [...] - Acendo um cigarro na estrada escura rumando para o centro da cidade ou para o bar mais próximo ou para a porta da tua casa. - O motor do carro velho toma o espaço que deveria ser dos teus gemidos. - Acendo mais um cigarro e mesmo que eu fumasse todos os cigarros do mundo eles não seriam capazes de me matar mais do que tua falta me mata. - Mas, veja bem, já morri de amor tantas vezes e ainda tenho a capacidade de sentir. Sou forte o bastante para ele. - Sou forte o bastante para você. [...] .
Arthur Diogo (@realismo.poetico)















