Jovens também frequentam espaços coworking
Tivemos a oportunidade de conhecer um grupo de amigos que tem em seus sonhos ambiçÔes diferentes mas que compartilham da mesma ideia de que a sociedade necessita de mais incentivo para seu desenvolvimento e crescimento. Oliver sendo designer, Roberta indo atrås do sonho de ser psicóloga, Renan com seus projetos e Lucas estudando engenharia da computação.
(Cocriando): Nos conte um pouco de vocĂȘs.
(Oliver): Sou Oliver Ti tenho 30 anos, sou ecodesigner e crafter, jå trabalho e sou formado e agora sou um eterno estudante. Me apresentei passo a bola  [risos].
(Roberta): Meu nome Ă© Roberta, tenho 17 anos e nĂŁo trabalho sou estudante de psicologia e estou aqui a trabalho, hĂĄ consultoria.
(Renan): Sou o Renan, tenho 17 anos também, não tenho um nome para o que eu faço, e é isso. Faço cursos livres não é faculdade.
(Lucas): Meu nome é Lucas tenho 17 anos, sou estudante de engenharia da computação e estou aqui só pra conhecer o pessoal.
(Cocriando): VocĂȘs estĂŁo aqui a trabalho?
(Oliver): Hoje na verdade eu estou mais pra interagir, conhecer a galera e pra conhecer o Google, porque eu ainda não tinha vindo aqui no espaço. Eu jå trabalho com essa forma colaborativa porque eu trabalho pela internet, eu tenho um lab de criação digital e jå trabalho tanto em coworking como home office. Então hoje eu só vim pra conhecer a sistemåtica daqui.
 (Cocriando): O que vocĂȘs acham da democratização do espaço, do fĂĄcil acesso que Ă© proporcionado?
(Oliver): Impressionante né, por favor. à acesso pra todo mundo, a galera tem que usar mesmo.
(Renan): NĂłs estamos falando isso agora, a comunidade ela precisa ter esse incentivo de vir aqui, nĂŁo sĂł pelo coworking, mas pela comunidade que tem aqui dentro e os programas que sĂŁo oferecidos. VocĂȘ saber que tem um lugar que pode atender seus clientes, sem precisar pagar um escritĂłrio ou uma conta de ĂĄgua, luz e ainda ser incentivado pra isso e foda.
 (Cocriando): Na visĂŁo de vocĂȘs Ă© uma tendĂȘncia os espaços coworking crescerem aqui em SĂŁo Paulo e tambĂ©m no mundo, e o que vocĂȘs acham desse crescimento exponencial?
(Oliver): Ă uma tendĂȘncia com certeza. Acho que Ă© mais que uma obrigação [risos] . Por favor, por mais espaços dessa forma para as mentes criativas que existem por ai pipocando pararem de se preocupar com coisas tĂŁo chatas, no sentido de: â- A cara tenho umas ideias, mas nĂŁo sei por onde começarâ. Começar a colocar em pratica para fazer a mudança que tanto a gente quer. E esses espaços sĂŁo fundamentais para esse tipo de mudança.
 (Cocriando): Com o tempo que vocĂȘs estĂŁo aqui, vocĂȘs acham que pode ser fĂĄcil fazer uma troca de networking e que esses espaços se tornam mais fĂĄcil para esse tipo de relacionamento?
(Renan): Todos que chegam aqui jĂĄ estĂŁo com a mesma ideia de vou cuidar dos meus projetos, mesmo que vocĂȘ esteja estudando ou trabalhando, vocĂȘ veio pra isso. Â EntĂŁo quando nĂłs estamos conectados com o mesmo proposito a gente consegue compartilhar as coisas que temos ao redor.
(Oliver): Ă uma ferramenta de facilitação total, e tem aquela outra coisa que ter um lugar fĂsico que vĂĄrias ideias estĂŁo pipocando, elas vĂŁo se conectar de uma forma meio maluca. NĂŁo tem jeito.
(Roberta): E na geração de ideias todo mundo se conecta junto.
(Oliver): As possibilidades sĂŁo cada vez maiores, abre-se as conexĂ”es que a internet faz muito bem e esse espaço fĂsico sĂł complementa . VocĂȘ conhecer pessoas e interagir, de complementar, de vocĂȘ ter uma ideia de que aquela outra pessoa do nada que aparece e começa a falar, vocĂȘ começa a perceber que existe uma conexĂŁo, uma ligação. A coisa vai evoluindo e esses espaços sĂŁo incrĂveis.
 (Cocriando): O que o Campus pode contribuir com seu trabalho, seu estudo?
(Roberta): Contribui muito porque vindo aqui eu me sinto num ambiente que gera ideias, me sinto mais confortĂĄvel para desenvolver meus projetos, entĂŁo pra mim se eu tiver em casa nĂŁo vou desenvolver tĂŁo prosperamente como eu poderia desenvolver aqui ou em outro lugar.
 (Cocriando): Primeira vez de vocĂȘs aqui Ă© qual a frequĂȘncia?
(Roberta): NĂŁo. Venho uma vez na semana.
(Renan): NĂŁo. Eu dependo do que eu tenho pra fazer [risos].
(Lucas): Eu venho todo dia.
 (Cocriando): Uma pergunta sĂł pra descontrair, qual ambiente que vocĂȘs mais gostaram aqui?
(Roberta): No começo ele [Renan] não queria vir.
(Renan): Vamos deixar bem claro, e que eu vim fazer unas coisas com a Roberta aqui e eu gosto de mesa, notebook na mesa, post-it do lado, e ela queria ficar aqui [cama] deitada, mas depois de um tempo as coisas fluem melhor aqui dentro. Mas meu espaço preferido é a vaca amarela, quando eu estou sozinho, mas a vaca amarela inda é meu espaço preferido. Gosto da cor, dos moveis e das vacas.
 (Cocriando): Como vocĂȘs vieram pra cĂĄ, quem indicou ou afim, jĂĄ que vocĂȘs estĂŁo vindos frequentemente e por quĂȘ?
(Roberta): Eu vim pelo Renan porque entrou aqui e falava tanto, â- vou te cadastrarâ, e tĂĄ bom me cadastra. E comecei a vir e continue por causa das consultorias, porque eu queria conhecer e por me sentir bem aqui.
(Renan): Eu vim por causa da internet. Na verdade tem a Rafa Cappai, uma empreendedora criativa maravilhosa que publicou na Espaçonave, na fã page dela, que tinha um espaço muito foda que também tem um app de desenvolvimento de star-ups e ai eu entrei. Fiz meu cadastro bonitinho. Vim, gostei, e estou aqui.
 (Cocriando): VocĂȘs recomendam o espaço?
(Roberta, Oliver e Lucas): Sim.
(Renan): Claro, Jesus. Pra todas as pessoas do mundo inclusive. Por que acho que todos devem ter acesso a um espaço como esse, nem que vocĂȘ nĂŁo queira empreender, mas pra vocĂȘ vir aqui e sentir, conhecer coisas diferentes e aprender.
 (Cocriando): EntĂŁo o que vocĂȘs tiram e levam pra vida de vocĂȘs?
(Oliver):Â Acho que Ă© aprendizado e conexĂŁo. VocĂȘ sai daqui sempre aprendendo alguma coisa. VocĂȘ sempre sai conectado com muitas outras pessoas que tem muito possivelmente ideias parecidas com as suas e que pode potencializar o seu aprendizado. E uma coisa muito vai-e-volta. E bem legal pensar assim.