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L É A Y E L E N A B E R N A R D tem 31 anos Agente na Primera Intelligence Service Interpretada por É V E L Y N E B R O C H U
H I S T Ó R I A
Um crescendo com as sirenes da polícia se aproximando seria a última lembrança que Lena teria da sua liberdade – ao menos, era isso que os policiais que a encontraram aos pés do Riksdag acreditavam. Quando os superiores foram informados, logo perceberam que algo tinha que estar errado. A francesa de ascendência russa não tinha nada do arquétipo de inimigo público: o nome Yelena Matvienko era apenas um fantasma que vez ou outra assombrava investigações altamente secretas; ela era uma criminosa: todos sabiam e, não obstante, ninguém tinha uma prova sequer para prendê-la. Ainda assim, uma ligação anônima avisou a polícia de que um atentado ao Riksdag aconteceria – e lá estava Lena, esperando pela polícia como se tudo corresse conforme um plano seu. E só podia ser mesmo um plano, afinal, Lena provavelmente tinha muito a oferecer (nomes, localizações, tudo que eles precisavam para desmembrar esquemas internacionais das quais sequer tinham pistas da existência) e – o mais importante – aparentemente nada a ganhar.
O processo foi lento. Por que Lena teria pressa se era ela quem dava as cartas?
Quando Mitchell Grimmes se viu frente a frente com a terrorista, pediu que a polícia federal sueca esperasse do lado de fora e não escutasse a conversa. Isso era sinal de respeito. Tanto pela ausência de provas, quanto pelo fato de que era um espião inglês trancado com uma terrorista a um passo de ser expatriada, a polícia pouco se importou. Por conta disso, os detalhes do que se passou dentro daquela sala só são conhecidos pelos dois – e tudo o que os demais ficaram sabendo é que Lena saiu de lá como Léa Bernard, nova agente da Primera Intelligence Service, e a acusação de terrorismo foi formalmente esquecida. Se a mulher confessou a Grimmes suas verdadeiras intenções, o DNI nunca dividiu essa informação com ninguém. O que constava na ficha ultra secreta de Léa na Primera eram apenas algumas informações que a agente confiara ao novo chefe: Yelena era seu nome do meio, enquanto Matvienko era o sobrenome de solteira da sua mãe, uma famosa bailarina russa que supostamente havia morrido em um acidente de carro. A verdade era que Yelena Matvienko, mãe de Léa, havia sido uma grande espiã soviética que tentara reconstruir sua vida após a queda da União Soviética, vivendo anônima em território francês até que sucumbira, anos mais tarde, nas mãos de seus inimigos – deixando todo o seu dinheiro e uma filha recém-nascida aos cuidados de seu companheiro, um mero civil francês.
Consciente de que era apenas mais um peão no jogo de xadrez que ela parecia jogar contra o resto do mundo – jogo este que era impossível que um exército de uma mulher só vencesse – se ela estivesse interessada em colocar o que sabia à disposição da Primera, Mitchell sabia que poderia usá-la – e porventura pará-la tão logo as cartas finalmente estivessem na mesa. E por mais que a maioria dos outros agentes da Primera desconhecesse sua origem, era difícil encontrar qualquer um que se sentisse absolutamente confortável na presença dela. Léa sabia que não podia culpá-los. Afinal, parece inevitável para a presa sentir adrenalina quando está próxima do seu predador.
P E R S O N A L I D A D E
Léa concebe a ideia de origem como uma ilusão. Seria muito fácil pegar alguns elementos da vida dela e tentar justificar o que a mulher se tornou. Fácil demais. Léa não é um acontecimento, não é um fenômeno – nem pode nem deve ser explicada. Até hoje, ninguém fez um juízo moral que captasse os interesses dela. Sua personalidade é uma incógnita. O que ela quer ou precisa te oferecer? Simpatia? Inteligência? Frieza? Indiferença? Léa podia ser qualquer coisa – e seria, caso fosse necessário. Lena, por outro lado, era só sentimentos. Medo – a pequena Lena cresceu sabendo que sua ascendência russa era motivo o bastante para que desconfiassem dela; orgulho – afinal, cresceu sob a sombra da mulher forte que sua mãe era. Na verdade, adotar o nome da mãe durante seus anos como criminosa era ostentar o orgulho que sentia: mulher ou não, ela sempre soube que poderia ser quem quisesse. Era esse orgulho que ela sentia toda vez que assistia algum espetáculo de balé ou arriscava ela mesma alguns passos – e levava a mãe de volta aos palcos, fosse através dela, fosse através de seus olhos. Essa coragem para ser quem quisesse sempre foi o motivo pelo qual Léa sempre tentara se reinventar, fosse cursando Psicologia na Suécia, fosse trocando o balé clássico pelo estudo aplicado de diferentes artes marciais. Talvez trocar sua vida fora da lei por um cargo quase suicida na Primera fosse também uma tentativa de se reinventar, mas isso era algo que ela não confessaria a ninguém.
Positivo: Ambiciosa, analítica e prática.
Negativo: Dissimulada, orgulhosa e indiferente.
Atualmente, está I N D I S P O N Í V E L.
I V Y K E R R I E tem 27 anos Agente na Spectre Security Intelligence Interpretada por M A R G O T R O B B I E
H I S T Ó R I A
Já dizia o ditado de que para toda luz sempre existiria uma sombra; Mas a família Kerrie nunca sequer imaginara que tal provérbio seria aplicado dentro de sua amorosa e até então pacifica casa. Desde cedo Sophie e John Kerrie suspeitavam da índole da única filha – desde que nascera a jovem parecia não nutrir qualquer real vínculo afetivo para com qualquer outra pessoa, se postando independente desde que tivera idade suficiente para externar os traços que mais tarde formariam sua forte personalidade. Todavia, tal pormenor estava longe de alarmar os parentes de Ivy, uma vez que esta se postava de modo relativamente normal quando a necessidade se fazia presente; Ao mesmo tempo em que era autonômica, podia se comportar de maneira encantadora para conseguir o que queria, ou então desviar a atenção de alguma outra atitude que havia tomado instantes antes – além de evitar qualquer tipo de problema que pudesse vir a aparecer. Tivera uma infância praticamente tomada pela normalidade de uma família de classe média na capital londrina, mesmo que ainda não fosse exatamente adepta a se apoiar em redes afetivas para seguir o desenvolvimento natural; Não poderia ser considerada como uma criança anti-social, uma vez que era perfeitamente capaz de ter outros ao seu redor, mas também não deixava de seguir as próprias vontades pelo mesmo motivo.
Uma vez na adolescência, transformou-se em alguém mais difícil de controlar; Passava a maior parte de seu tempo fora de casa, em lugares que jamais se atreveria a dizer aos pais, e trancava-se em seu quarto quando era proibida de fazer o que bem entendia – chegando até mesmo a fugir algumas vezes, na ânsia de colocar suas vontades em prática sem precisar ceder às ordens dos mais velhos. Apesar a aparência suave pouco fazer jus ao espírito inquieto de Ivy, viu-se nos mais diversos tipos de problemas incontáveis vezes; Expulsa de diversas escolas e até mesmo sendo presa uma vez, nem ao menos pensava em adequar-se ao padrão de vida que os pais queriam para si, onde a diversão e as próprias vontades eram banidas até segunda ordem. Seguia com a própria vida do modo que bem queria, independente de qualquer obrigação ou laço com qualquer outro ser humano que pudesse cruzar seu caminho; Era absolutamente segura de si, de modo a conseguir na maioria das vezes moldar a situação a seu bel-prazer, fosse socialmente classificada como certa ou não.
Viveu nas ruas por escolha própria por vários anos, abandonando por completo a vida repleta de regalias que até então tinha sob os cuidados de ambos os pais, uma vez que pouco se adequava às ditas regras ditadas no lugar que nunca fora capaz de chamar de lar – uma vez, também, que acreditava que tirava muito mais conhecimento vivendo de tal modo. E não demorara muito tempo para que aprendesse a roubar para se sustentar; Dito roubar não apenas do tão clássico modo de ter a carteira alheia nas próprias mãos após uma colisão planejada, mas também por fraudes e manipulando tanto homens quanto mulheres para sustentar o estilo de vida que bem queria para si. Usava a própria aparência e uma boa dose das palavras certas para conseguir tudo o que queria – por vezes vendo-se até aproveitando-se de um estilo de vida acima do que o inicialmente programado. Contudo, jamais imaginara o quanto sua vida ia mudar ao cair nas graças de um homem que, a primeira vista, pouco tinha a oferecer além de algumas centenas de euros; Uma vez descoberta pelo menos após um deslize arrogante de sua parte, acreditava que sua tão chamada carreira havia chego ao fim. E justamente por tal motivo não pudera evitar fazer-se surpresa quando a proposta deslizou pelos lábios daquele que agora se apresentava como um antigo membro da Spectre Security Intelligence. Faria pela agencia a mesma coisa que fazia por si própria, visando conseguir informações ao invés de dinheiro e ter alvos programados ao invés de pessoas conhecidas a esmo – receberia um salário e iria ver-se livre de qualquer acusação por parte do homem que o pegara no flagra.
Não tivera mais do que algumas horas para digerir a proposta, antes de inevitavelmente ver-se aceitando a mesma – não era como ter uma grande gama de escolhas, mas também acreditava que aprenderia a gostar do trabalho para o qual seria treinada. A adrenalina ainda se faria presente no dia a dia, mesmo que o preço a pagar fosse parte de sua tão adorada independência; Mas antes ter tal possibilidade fora das grades do que permanecer por trás das mesmas após acusações de fraudes que inevitavelmente apareceriam se continuasse a viver à custa da alta sociedade londrina.
P E R S O N A L I D A D E
Escondendo o cinismo, a desconfiança e a grosseria por baixo de uma boa camada de bons modos, Ivy é capaz de adequar-se a qualquer situação à qual seja apresentada; Molda-se tanto quanto molda os outros ao seu redor, manipulando quem for preciso para alcançar seus objetivos. Vê-se incapaz de medir esforços ou se postar preguiçosa diante de uma tarefa, sendo capaz de absolutamente tudo para conseguir o que lhe é requerido pela agencia que acabou por conquistar sua total devoção. Tem em si a capacidade de mentir despudoradamente, muitas vezes sem levantar qualquer suspeita, e é tecnicamente incapaz de refrear os próprios impulsos – sendo até mesmo capaz de se munir de desculpas para justificar o próprio comportamento quando necessário, com a destreza e o talento de uma ótima atriz. Raras são as vezes que é pega demonstrando qualquer mínimo sentimento de culpa ou arrependimento por seus atos, suprindo tal falha com uma arrogante depreciação por aqueles que por ventura caem em suas armadilhas. É, também, perfeitamente capaz de dar uma explicação racional aos conceitos éticos, diferenciando com maestria o que é certo do errado, mas não obstante, incapaz de se importar com tais pormenores sentimentais – ter tal noção de certo-errado faz com que seja oportunista e dissimule suas atitudes ao sabor das circunstâncias, ou seja, diante de qualquer figura de autoridade jamais atua fora dos padrões pedidos pelo protocolo social.
Positivo: Independente, criativa e objetiva.
Negativo: Manipuladora, arrogante e impiedosa.
Atualmente, está I N D I S P O N Í V E L.
N I C O L E S C O T T W A N G tem 24 anos Cientista na Primera Intelligence Service Interpretada por C H L O E B E N N E T
H I S T Ó R I A
Oriunda da periferia da cidade de New York, Nikki nasceu com uma descendência chinesa bem distante, mas, ela sempre fez questão de aprender sobre todos os seus antepassados. Sua mãe tinha uma forte cultura enraizada em si, porém, Nikki só fala disso quando entra nesse assunto, gostando de manter esse único assunto como privado em sua vida. Quando criança, ela nunca sabia o que responder quando as pessoas perguntavam sobre a sua descendência, porque, sempre que respondia, os meninos e meninas vinham com piadas e frases sem contexto e sem nexo algum. Mesmo sendo orgulhosa de sua origem, passar da fase infantil foi uma barreira que ela teve de enfrentar. Nessa fase, Nikki descobriu seu amor por computação quando estava em uma aula de informática e perguntou alguma coisa referente a programação do mesmo, surpreendendo até mesmo a professora. A menina sabia de muitas coisas por causa de seu pai que sempre lhe explicava sobre tecnologia quando levava computadores roubados para serem consertados em sua casa.
Ainda antes da puberdade, Nikki não sabia que os computadores que o pai consertava eram roubados, por isso, se assustou quando um dia estava chegando em casa e viu uma viatura levando seu pai. Os seus olhos arregalados mostravam a surpresa da garotinha, por mais que a pobreza o tivesse levado a fazer coisas erradas, ele era um bom homem, um bom pai e um ótimo marido. Sua mãe estava até mesmo chorando na entrada de sua casa, deixando a menina ainda mais desesperada, que criança quer ver a sua mãe chorando pela prisão do marido? As coisas em sua vida iam de mal a pior, o bullying estava piorando quando descobriram a prisão do seu pai, Nikki olhava as pessoas e se perguntava como poderiam ser tão cruéis, ela era só uma garota querendo aprender e crescer como qualquer outra. Ela até mesmo era estadunidense! O que mais poderia fazer?
Durante anos seu foco passou a ser os estudos, era uma menina brilhante, todos os professores a notavam de longe. A influência de certa forma negativa do pai a fazia nunca querer fazer o que ele tinha feito, por outro lado, a influência boa sempre a fez se interessar por tecnologia mesmo não tendo tanto acesso a isso. Na escola, ela fazia de tudo para se sair bem em clubes como de xadrez, livros e até mesmo natação. Os seus resultados eram tão impressionantes que depois de se formar na escola, a primeira faculdade que foi aceita foi a MIT para fazer engenharia. Na faculdade teve seus melhores anos, fez amigos que carrega para sempre consigo, teve os melhores professores e viu que não era a única menina super inteligente, era apenas mais uma de milhares e por isso teria de se destacar.
Quando ela se formou, tinha se tornado uma hacker, apesar que nunca tinha usado a sua inteligência para o mal, usava apenas para conhecer as melhores formas e jeitos de usar os programas de decodificação. Como foi exemplar na escola e na faculdade, Nikki praticamente escolheu a empresa que iria trabalhar e mesmo sendo em Londres, não teve dificuldades para movimentar a sua mãe para outro país. Sua vida mudou da água pro vinho e conseguiu manter a simplicidade enquanto sustentava a sua mãe já muito cansada de trabalhar para sustentar a menina. Na Primera Intelligence Service, sente que pode melhorar como pessoa e fazer seu trabalho como pode e como se deve.
P E R S O N A L I D A D E
Nikki é daquelas pessoas que você não pode dar corda, a moça quando começa a falar não para mais, chegando até mesmo ser inconveniente com as suas perguntas pessoais demais. Porém, a sua perseverança sempre faz com que ela espere uma resposta sincera da pessoa, falando as coisas na cara, quase sempre perguntando da legitimidade da resposta. Nikki também pode ser uma mulher bem interessante quando quer, consegue ser sexy, elevante e bem talentosa. Na empresa, ela tenta ter um perfil profissional que por muitas vezes acaba sendo deixado em casa, ela não consegue dividir as coisas, chegando por muitas vezes misturar seus horários, se confundindo toda. A Scott quando o assunto é trabalho, o executa muito bem, trabalha com afinco e é bastante inteligente, se não fosse por isso, ela tinha certeza que estava na rua da margura só pelo seu jeito divertido e atrapalhado.
Positivo: Bondosa, criativa e astuta.
Negativo: Inconveniente, ciumenta e competitiva.
Atualmente, está I N D I S P O N Í V E L.
C H A R L E S "C H A R L I E" R A M S E Y tem 35 anos Cidadão na cidade de Londres, Inglaterra Interpretado por B E N E D I C T C U M B E R B A T C H
H I S T Ó R I A
Quando o Sr. Ramsey decidiu ir pela primeira vez ao neurologista, levou seu filho consigo. O menino já estava acostumado a acompanhar o pai em diferentes compromissos, uma vez que a família Ramsey se resumia a apenas eles dois. Nessa primeira consulta, Charlie aguardou na recepção, sem saber que por trás daquela porta aconteceria uma grande mudança na vida dos dois. Conforme os anos se passaram, no entanto, ele foi se acostumando a uma série de palavras demasiado complexas para um garoto: “indiferença por equalização” era como chamavam o fato de seu pai já não se importar mais com nada, já “síndrome do lobo frontal” era uma maneira difícil de dizer que o jeito do seu pai mudou de repente. Mas a palavra que Charlie menos gostava era “esquizofrenia” – por que as pessoas achavam que podiam resumir tantas transformações na vida dos Ramsey com apenas uma palavra?
Depois de uma adolescência com ressonâncias, encefalogramas e craniotomias, era de se esperar que ou Charlie se tornaria ele mesmo um médico, ou teria completa aversão à área de saúde. As pessoas ao redor sempre apostaram na segunda opção, mas ele mesmo já tinha escolhido a primeira desde pequeno – não imaginaria sua vida pautada em outra coisa. Durante a faculdade, cada déficit, cada síndrome fazia Charles imaginar como era a vida por trás daquelas palavras. Como era ser filho de alguém com síndrome de Tourette? Irmão de alguém com síndrome de Korsakov? Mesmo sem nunca admitir para si mesmo, o jovem Ramsey fez disso seu juramento silencioso: sempre dar vida às palavras.
O que seu pai acharia se descobrisse que o filho seguiu a Neuropsiquiatria? Charlie nunca se fez essa pergunta. Primeiro, porque seu pai só realmente acharia alguma coisa antes da doença; segundo, porque ele não conseguia mais se lembrar como era o pai antes da doença.
O seu modo de ver as coisas logo despertou a atenção no meio acadêmico, especialmente na área de Psiquiatria forense. A criminologia logo começou a ocupar boa parte da sua vida e Ramsey se viu aos poucos se tornar uma referência, sendo consultado tanto oficialmente pela polícia quanto pelas agências de espionagem. Sendo seu maior interesse as vidas em jogo – para além das disputas políticas envolvidas em cada caso – Charlie presta serviço a qualquer um que bata na sua porta. Apesar disso tudo, nunca esqueceu que clinicar sempre foi o seu plano A e mantém um pequeno consultório no centro de Londres, onde trabalha uma vez por semana e tem uma agenda sempre lotada.
P E R S O N A L I D A D E
“E o filho dele?” Sempre fizeram essa pergunta à tia de Charlie, que ajudava o menino a cuidar do pai, e ela usava sempre sua resposta padrão: “Ele é um bom menino, tudo seria mais difícil sem ele”. Mas se Charlie tivesse que responder, provavelmente não saberia o que dizer. Era inegável que a condição do seu pai trouxera consequências na personalidade do menino – Charlie precisou aprender a ser responsável desde criança, assim como teve que aprender a conviver com uma rotina de exames, consultas e remédios. Na faculdade, era um aluno modelo – não tanto por gostar de se destacar e sim pela afinidade que tinha com aquele universo médico, seja por conviver com aquilo desde criança, seja por sentir que não saberia fazer outra coisa. Dessa quase inexplicável relação obviamente nasceu um médico workaholic, até que o nome Charles Ramsey fosse o suficiente para atrair a atenção nos diferentes hospitais em que trabalhou. Enquanto a vida profissional dá orgulho, sua vida pessoal é um problema: desde que o pai morrera, poucos anos após Charlie se formar na faculdade, mesmo o contato com a tia cessou e o homem cultivava poucas amizades fora do ramo profissional.
Positivo: Perfeccionista, dedicado e racional.
Negativo: Solitário, crítico e fechado.
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R A C H E L P O R T E R tem 25 anos Agente na Primera Intelligence Service Interpretada por A M B E R H E A R D
H I S T Ó R I A
Rachel foi a segunda criança do casal Porter, vindo solidificar ainda mais o amor que mantinha aquela família em tão perfeita harmonia. Em termos de amor e estabilidade, nunca lhe faltou nada; Rachel cresceu no ambiente saudável que é desejado por vários, aquele que só se acredita ser possível em filmes… isso, principalmente, pelo facto de ela e o irmão mais velho, Hunter, darem-se bem, fugindo ao cliché das relações em que nenhum dos irmãos suporta o outro, passando a vida a discutir e a lutar pelas coisas mais banais. Apesar da diferença de 7 anos, era costume vê-los a fazerem as mais diversas actividades juntos. Hunter não se envergonhava pela companhia da irmã e Rachel admirava o irmão mais velho, como se fosse o seu herói e mentor, o qual ela queria seguir todos os passos e ser como ele. Era raro encontrar um defeito nos Porter sobre o qual os vizinhos podiam cochichar, constituindo o quadro familiar que beirava a perfeição. Apesar das apostas dos mais invejosos sobre como aquela paz acabaria, ninguém conseguiu adivinhar correctamente como os acontecimentos seriam.
E eles só aconteceram quando Rachel tinha os seus 16 anos. Na noite do aniversário de uma das suas amigas, houve uma grande festa na casa dela. Não faltam formas de entretenimento, fosse pela música, as loucuras que os mais alterados faziam ou simplesmente pela companhia, e Rachel acabou por se distrair com as horas e perder a carrona de volta a casa. A sua solução foi ligar ao irmão, pedindo-lhe para tentar arranjar forma de vir buscá-la. Mesmo estando de serviço, ele aceitou e nem tinha passado meia hora desde da chamada quando parou à porta da casa da amiga de Rachel. Na presença do irmão e na segurança do carro de policial, ela já dava a sua noite como terminada. Mas não foi isso que aconteceu. Enquanto respondia a uma chamada da central, o irmão distraiu-se da condução e uma luz forte vinda da janela do lado dele quase cegou Rachel. O resto, são apenas fragmentos na sua memória. Lembra-se de acordar e o mundo estar de pernas para o ar, o cheiro a sangue e uma dor insuportável por todo o corpo. Os bombeiros e paramédicos à sua volta, avaliando a gravidade da sua situação. E ver o irmão ao seu lado na ambulância num estado muito pior que o seu, os olhos azuis fixos em si enquanto os paramédicos tentavam desesperadamente salvá-lo e ela implorava que ele não a deixasse. E apesar de saber que ele lutou com todas as suas forças para cumprir esse pedido, no hospital, deram-lhe a notícia que ele tinha partido.
A morte do irmão foi um golpe que ela quase não suportou. No ano que se seguiu à tragédia, Rachel encontrava-se num estado deplorável. Não tinha consciência do que fazia, era impossível dormir sem ter pesadelos baseados naquela noite, mal comia, fechava-se no quarto sem fazer mais do que olhar para as paredes, só saindo para ir ao psiquiatra. Os seus pais tentaram demonstrar apoio mas nem eles aguentavam a perda que aquela família tinha sofrido; já quase não falavam, como se não tivessem mais nada a dizer um ao outro, e nos momentos de privacidade davam por si no mesmo estado que a filha. Como em todas as perdas, Rachel só pedia para o irmão voltar, desafiar as regras da impossibilidade e estar ali com ela novamente. Porém, com o tempo, acabou por perceber que tal não iria acontecer. Não havia como mudar a situação. Hunter tinha falecido e se existisse uma vida depois da morte, ele ficaria desgostoso ao vê-la naquele estado vegetativo. E apesar de ter dito várias vezes a si mesma que não podia continuar assim, só depois de um ano depois da morte do irmão é que conseguiu reunir a coragem que lhe faltava para retomar a sua vida. A sua primeira decisão é que honraria a pessoa que o irmão tinha sido. Como quando eram crianças, seguiria os seus passos. O seu objectivo principal foi tornar-se policial ou algo relacionado aquele ramo de trabalho.
Depois de 9 anos desde da morte de Hunter, Rachel pode dizer que cumpriu a sua meta com excelência. Após ter repetido o ano escolar que perdera e mais tardiamente acabar a escola, recebeu treino policial. Porém, a espionagem acabou por a atrair e decidiu especializar-se nesse ramo. Agora, agente na Primera Intelligence Service, a mulher é conhecida pela sua dedicação e paixão - ambas intensas - pelo trabalho e agência da qual faz parte.
P E R S O N A L I D A D E
Rachel sempre foi educada pelos pais a ser amável para aqueles que a rodeiam e até aos dias de hoje, esse comportamento não muda enquanto alguém não mostrar ser merecedor de um tratamento mais aguçado. A sua personalidade demonstra um grande sentimento de lealdade e carinhho para com aqueles que conseguem conquistar um lugar no seu coração. A morte do irmão e as circunstâncias do desastre deixaram-na mais independente, tanto emocionalmente como na vida diária, das pessoas, podendo ser vista como alguém que prefere estar sozinha e fazer o que precisa sem necessitar dos outros para que tal se realize.
Ao conhecê-la melhor e ao observar o seu comportamento, somos capaz de detectar outro traço na sua personalidade. Rachel consegue beirar a obsessão quando o assunto é o seu trabalho, tornando a sua dedicação ao que faz algo maior que isso. Ela sente que tem de fazer tudo com deve ser, sem dar a oportunidade de errar a si própria, e proteger os inocentes que não podem fazer isso por si mesmos, caso contrário, ela estará a trair o que se tornou a missão da sua vida e a forma de conseguir recuperar as forças para enfrentar o mundo.
Positivo: Determinada, protetora e independente.
Negativo: Obcecada, autocrítica e fechada.
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