A minha praxe como jornalista infiltrado
Eis o segundo texto sobre as praxes, de quem viveu por dentro esse mundo e que até se fez passar por caloiro para fazer uma reportagem para a extinta revista Focus. Poucas pessoas devem ter passado por tantas praxes como eu. Um mês na UBI Em 1994, quando entrei para a universidade, fui colocado na Universidade da Beira Interior, porque não entrei em Lisboa por duas décimas. Na Covilhã, e ao longo de um mês, fui praxado praticamente todos os dias, de manhã à noite. A coisa começou logo no dia em que cheguei, um domingo ao início da noite. Fui de Comboio e cheguei à estação perto das oito da noite. A minha mãe havia dito à senhoria do quarto onde eu iria ficar que eu chegaria por volta da hora de jantar. E era isso que estava combinado, numa época em que não havia telemóveis (havia, mas praticamente ninguém os tinha) (...)
Eis o segundo texto sobre praxes pelos olhos de quem é praxado. Este tem a particulariedade de ser um jornalista caloiro, o que permite ver a reação dos “doutores” ao constatarem que o seu “desempenho” está a ser registado para um futuro artigo…
Poucas pessoas devem ter passado por tantas praxes como eu.
Em 1994, quando entrei para a universidade, fui colocado na Universidade da…