Last Christimas - CenĂĄrio Lee Donghyuck
As lembranças do Ășltimo natal ainda estĂŁo frescas na sua memĂłria quando o seguinte chega. Talvez seja pela volta Ă quela casa localizada distante e prĂłxima Ă s montanhas, coberta por neve e nostalgia.
Respira fundo, quando estaciona o carro e pode ouvir a confusĂŁo de vozes e risadas altas. Sorri. Talvez nĂŁo fosse de todo ruim estar ali.
A tradição que vocĂȘ mantinha com o outros homens desde do começo da adultez era de sempre passarem o natal juntos. O ambiente escolhido era a casa cedida pelos pais de Jaemin, localizada nos arredores de Seul. Amava o hĂĄbito, reencontrar os amigos, mas confessa que naquele ano se sentia mais receosa, nĂŁo queria reencontrar ele, Donghyuck.
A briga na frente de todos no Ășltimo natal que pĂŽs fim ao romance que vinha desde a adolescĂȘncia, era resultado de cicatrizes que foram feitas durante todo o ano e se mantiveram abertas, sem qualquer cuidado. As palavras sarcĂĄsticas e magoadas que os dois proferiam naquele dia continuavam ali, como se tivessem sido congeladas pelo frio da Ă©poca. Isso causa um incĂŽmodo no seu peito, nĂŁo sabe como vai ficar as duas semanas restantes do ano no mesmo ambiente que ele.
Ă claro que jĂĄ se encontraram em outras ocasiĂ”es dado o cĂrculo de amigos em comum, mas era diferentes. Aquela Ă©poca nĂŁo era somente um encontro de amigos, ou as comuns atividades festivas, passou ser uma data sua e de Donghyuck, recheada de afeto e significado; os presentes carinhosos trocados, a cumplicidade em dividir os biscoitos amanteigados madrugadora a fora, enquanto alguma comĂ©dia natalina passava e os outros estavam dormindo; o primeiro beijo embaixo do visco, a separação...
Tem vontade de dar meia volta quando pensa nisso.
PorĂ©m vocĂȘ se retĂ©m, estica os lĂĄbios num sorriso e o trata educadamente quando o vĂȘ. A presença de Jaemin, Renjun, Jeno, Jisung, Mark e Chenle parecem suficientes em levantar seu astral.
Até aquele dia.
Sentados todos no tapete da sala, a pergunta inocente de Jisung a Donghyuck pesa o clima.
â EntĂŁo, cara... nĂŁo trouxe a Yeji por quĂȘ?
A menção do nome te faz torcer os låbios numa linha fina, finge não ver quando Mark belisca Jisung discretamente após a indagação, e a careta culpada que o garoto exibe.
Donghyuck responde sem parecer se importar.
â Ela ia ficar com os pais.
Sua lĂngua coça.
â Oh â Exclama, venenosa. â Eu nĂŁo sabia que podĂamos trazer alguĂ©m.
Os olhos do Lee recaiem sobre vocĂȘ, venenosos na mesma medida.
â Como se vocĂȘ tivesse alguĂ©m.
â Hmmm, eu nĂŁo afirmaria com tanta certeza... â Diz despretensiosamente, a mentira sendo elaborada no impulso. â NĂŁo Ă©, Renjun?
Abraço-o o homem ao seu lado pelos ombros. As reaçÔes surpresas são em cadeia, escuta Mark engasgar-se com o chocolate quente e os olhos do Huang te olharem inquisidores, confusos.
Mantém o sorriso, mas o encara de volta quase implorando para que ele confirme.
â Ă verdade... â Renjun segura sua mĂŁo, fita os garotos com um sorriso. â NĂłs estamos juntos hĂĄ alguns meses, mas decidimos manter em segredo, vocĂȘs sabem...
Termina, exitante. O silĂȘncio recai pesado. MantĂ©m o sorriso falso e apaixonado, mas se pudesse exibir um vitorioso ao ver a feição desacreditada de Donghyuck, seria perfeito.
Sério. Impagåvel.
â ParabĂ©ns?
Ă Jaemin quem quebra aquela bolha. Puxa vocĂȘ e Renjun para um abraço afetuoso e logo os outro se juntam, com exceção de Haechan que se levanta e se retira da sala.
Tudo parece certo, sua pequena provocação que parece tirar as palavras do Lee pelo resto da noite e o resto dos dias. PorĂ©m vocĂȘ nĂŁo deveria cantar vitĂłria antes do tempo se soubesse o que a noite do dia 25 te reservaria: ApĂłs mais uma troca de farpas em dias com Donghyuck, ser trancada num quarto sozinha com ele, apĂłs Mark dizer que os dois sĂł sairiam dali apĂłs se resolverem.
Era sĂł vocĂȘ e Donghyuck a sĂłs depois de muito tempo. NĂŁo sabia o que ia acontecer, mas sabia que se beijasse Donghyuck ali, seria feita de idiota mais uma vez.













