Don't mess with a girl like me.//POV.
Katrina ouviu os tiros, mas não se abalou, ela tinha uma paciente e seu pai consigo. - Me ajude. - Ordenou o homem e afastaram a estante de livros para impedir a entrada de alguém pela porta. - Me escute, quero que você e a Bailey fiquem no meu armário de arquivos, eu vou afastar a outra estante de livros, eu preciso sair daqui e procurar pela Danny, outra paciente minha que está aqui. - Ouviu Bailey esticar os bracinhos e dizer que ela não podia ir, mas Katrina precisava, ela deu um beijo no rosto da menininha, entregando seu celular a ela e ordenou novamente que fossem para o armário ao ouvir mais tiros, em seguida afastou a estante, deixando a porta imperceptÃvel. - Se eu não voltar quando isso tudo acabar, liguem para um desses dois números... Austin, ou Christian. - De seguida respirou fundo e colocou o corpo para fora da janela, juntando toda sua coragem. - Por favor Kat ainda tenha toda aquela elasticidade de quando era lÃder de torcida... - Respirou fundo, seu consultório era no segundo andar e o parapeito era largo, ela precisava chegar ao estacionamento, onde Danny provavelmente estava, a mulher tinha sÃndrome de pânico e Kat tinha um grande apego com seus pacientes.
Conseguiu alcançar a escada com certa dificuldade e se amaldiçoou por não ter tirado aqueles sapatos de salto, a pequena janela dava para as escadas de incêndio e com certa dificuldade, depois de quase cair duas vezes ela conseguiu passar o corpo e entrar ali, só não esperava que fosse fazer tanto barulho, logo ouvindo passos de um homem que estava armado com uma faca, ela tentou correr, mas acabou tropeçando e antes que caÃsse o homem a puxou pelo cabelo jogando seu corpo contra a parede. - Olá Katrina. - Ouviu a voz conhecida e seu sangue gelou no corpo, Valter, o garoto que tentara a estuprar no ensino médio, aquilo só podia ser muito azar, ele passou a faca levemente pela pele de Katrina sem cortá-la. - Eu não pretendo perder tempo com você, não se preocupe, só me dê esse cordão no seu pescoço e me obedeça que vai ficar tudo bem... Ou pode me desobedecer e experimentar o que acontece com garotinhas indefesas quando não estão perto do papai. - Falou colocando a faca no pescoço dela, foi então que a médica lembrou-se daquelas aulas de auto defesa, que na época ela havia achado ridÃculas e que agora seriam úteis, aproximou a mão do pescoço fingindo que ia tirar o cordão, mas ao invés disso conseguiu segurar em dois pontos chaves da mão do homem fazendo com que ele soltasse a faca, jogou se peso pra cima dele o empurrando escada abaixo e quase se desequilibrou rolando com ele, mas conseguiu segurar-se no corrimão, desceu as escadas e pisou no peito do homem, onde ficava o diafragma, com a parte fina do seu salto alto. - Quem é a garotinha indefesa agora? Você não mexe com uma garota de New York babaca. - Disse pisando com toda sua força, em seguida pegou a faca, que havia caÃdo um pouco mais longe e abriu a porta da escada de incêndio indo até o estacionamento, achou a cadeira do segurança e que ficava ali e torceu para que ele estivesse bem, em seguida a usou para travar a porta.
Katrina não parou para pensar, continuou focada, porque Deus sabia que se ela parasse para pensar, entraria em pânico tanto quanto várias outras pessoas ali.














