Talvez isso se torne um diário, um que nunca pude ter por medo de ser julgada, lida ou talvez o maior medo seja ser compreendida. É tão bom escrever, escrever, escrever, sem pensar, igual muitas vezes eu faço quando falo, falo e falo mais um pouco, talvez a liberdade de poder expor tudo e ao menos nada fosse o que eu estava precisando, sem botar papas na língua, sem pensar que quem ler vá me julgar. Julgue. Eu me julgo, então porque não deixar sem julgada? Não é o que fazemos todos os dias? Olha aquele sapato, cabelo, tatuagem, bolsa, bíceps e por aí vai... O senso crítico me corroí, pareço um poeta dos anos 50, sentado em sua varanda com um cigarro na boca e a máquina de escrever a frente, tudo vira poema e tudo é uma confusão, como entender o que nunca foi entendido? Eu filosofo sobre coisas que nem mesmo vivi, talvez em sonhos, talvez nunca.
sobreVIVENDO
















