Aquilo lhe custava seu orgulho, mas ali estava, às tantas da manhã, antes de ir ao trabalho, deixando rente à porta da alfaiataria de Edward, um embrulho de porte médio. Era uma caixa imponente, com um pequeno bilhete que fora impresso, grudado no lacinho dourado que permeava a caixa azulada. Nele, haviam os seguintes dizeres:
“Não que você mereça, porque eu quero mais é que você se exploda, mas feliz aniversário. E espero que goste; é azul, como todo o resto das coisas que já te dei, porque infelizmente combina com os seus olhos.”
Ao final, uma assinatura, finalmente feita à mão, impecável, com duas letras A entrelaçadas e com uma caneta de cor azul que combinava com o conteúdo daquele presente.
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