Manifesto
Não nasci pra aplaudir mentira bonita.
Não fui moldada pra desfilar verdades fáceis.
Meu corpo sente e o que dói, vira fogo.
Meu estômago rejeita o teatro.
Minha alma não engole enredo pronto.
O mundo gira em looping de ilusões,
postas em vitrines como se fossem destino.
Mas eu vejo. Eu sinto.
E por isso não consigo fingir que não arde.
Já fui sugada pelo espiral.
Já me vi dançando com máscaras,
mas meu sangue grita a verdade.
Não sei permanecer onde minha essência sufoca.
Quebrada? Sim.
Exaltada? Muitas vezes.
Maníaca? Quando o mundo exige calma demais pra dor de menos.
Submissa? Nunca.
Eu me rasgo antes de me curvar.
Não estou aqui pra agradar.
Nem pra ser domesticada em feed de aprovação.
Meu sentir é selvagem.
Minha existência é indomável.
Se minha intensidade incomoda,
é porque ainda pulsa onde muitos já morreram por dentro.
Não me silencia o julgamento.
Não me convence a norma.
Eu sou o que sou.
Sem tradução, sem manual, sem desculpas.
E enquanto o mundo se edita pra caber,
eu expando. Eu transbordo.
Mesmo que isso assuste. Mesmo que isso isole.
Porque prefiro ser verdade solitária
do que eco vazio em multidão cega.
Este é o meu manifesto.
Não por rebeldia. Mas por sobrevivência.
Não por vaidade. Mas por inteireza.
Eu sou. E isso basta.
Texto autoral












