De regresso ao Museu de Lamas esteve o Basqueiral | Reportagem Fotográfica
Nos dias 16 e 17 de junho a Basqueiro – Associação Cultural e o Museu de Lamas uniram-se e proporcionaram ao público a 6ª edição do festival multicultural Basqueiral. Ao todo passaram 13 projetos musicais por Santa Maria de Lamas, vila portuguesa pertencente ao município de Santa Maria da Feira. Aos nomes consagrados da praça lusitana como são os casos dos Mão Morta, dos e Três Tristes Tigres e dos barcelenses Indignu juntaram-se projetos emergentes como Unsafe Space Garden, Cobrafuma ou Sereias. Do maior contingente internacional de sempre no )g> houve a presença dos irlandeses M(h)aol, da dupla Petbrick (composta pelo bem conhecido brasileiro Igor Cavalera e ainda o britânico Wayne Adams Basqueiral Baba Ali. Outros nomes do cartaz foram Alex Silva (músico, compositor e engenheiro de som original da Galiza), Angélica Salvi (a 0Lamas, vila portuguesa pertencente ao município de Santa Maria da Feira.
Destaques de sexta-feira
Formados em 2004 em Barcelos os Indignu são um quarteto formado por Afonso Dorido (guitarra), Graça Carvalho (violino), Ivo Correia (bateria) e Pedro Sousa (baixo). Proporcionaram um dos momentos mais surpreendentes com a sua performance na primeira noite do evento com o seu post-rock.
Graça Carvalho dos Indignu | mais fotos clicar aqui Ao vivo têm uma chama bem intensa. Eles que são uma nossas bandas nacionais favoritas e que temos acompanhado ao longo dos anos pois são mesmo incríveis. Eles que também vão tendo reconhecimento além das fronteiras nacionais: no passado mês de maio tocaram no dunk!festival em Ghent na Bélgica. Ao primeiro dia tocaram os Mão Morta. Tal como sempre, com a sua incessante e pungente forma de exteriorizar o momento, Adolfo Luxúria Canibal revela-se um mestre e maestro. Um dos míticos músicos da nossa praça musical, super bem coadjuvado pelos restantes 5 elementos da banda. Sem dúvida que é aconselhável, pelo menos uma vez, vê-los e ouvi-los ao vivo.
Adolfo Luxúria Canibal e os seus Mão Morta com a sua habitual energia contagiante | mais fotos clicar aqui Liderados por Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta são já uma “instituição” portuguesa. O projeto existe desde 1984 e a sua longevidade deve-se ao seu sentido permanente de originalidade e irreverência. Outro dos fatores é a reinvenção, os seus elementos têm-se envolvidos em diversos projetos paralelos que partem da base Mão Morta. Lançado em 2019 ‘No Fim Era o Frio’ continua a ser o motivo para os diversos concertos que vão dando. Conforme Adolfo já revelou gostam “demasiado da música para viver à custa dela”. Ali Ardekani, nativo dos EUA com raízes iranianas, forma a dupla Baba Ali com o britânico Nik Balchin. Eles usufruíram da oportunidade lusitana para a apresentação do seu segundo álbum ‘Laugh Like A Bomb’ que editaram no passado mês de abril. Um trabalho discográfico alicerçado nos estilos disco e post-punk ao qual o público lusitano dançou e desfrutou.
A dupla Baba Ali | mais fotos clicar aqui
Foto-reportagem completa de sexta-feira: Clicar Aqui
Destaques de sábado
Alexandra Saldanha e Nuno Duarte são o núcleo dos Unsafe Space Garden, banda oriunda de Guimarães. São acompanhados em palco por mais 4 bravos músicos. Felizmente o seu crescimento tem sido exponencial e agora estão num ponto de maturação, quiçá, acima do expectável.
Unsafe Space Garden com a sua habitual energia contagiante | mais fotos clicar aqui Não se levam a sério e pedem em palco para não os levarmos a sério. Aí reside um pouco a sua magia, são extrovertidos e divertidos de uma forma altamente intelectual. São igualmente impressionantes nas suas performances ao vivo sendo bastante teatrais, algo que foi apreciado no Basqueiral desta edição de 2023
Formados na década de 1990 os Três Tristes Tigres são um dos nomes marcantes do panorama musical português. Os temas lançados nessa altura como “Zap Canal”, “O Mundo a Meus Pés” ou “Espécie” perduram até aos dias de hoje. Este projeto esteve “adormecido” durante cerca de 22 anos anos tendo reaparecido em 2020 com a edição de ‘Mínima Luz’, o mais recente álbum. Desde então os Três Tristes Tigres têm em Ana Deus e Alexandre Soares o seu núcleo duro e voltaram igualmente aos concertos com banda completa.
Três Tristes Tigres de Ana Deus e Alexandre Soares | mais fotos clicar aqui Uma das revelações do Basqueiral neste 2023 foram os M(h)aol. Eles aproveitaram esta chance em Portugal para apresentação do seu primeiro álbum ‘Attachment Styles’ lançado no passado mês de fevereiro. A sua performance foi uma extraordinária surpresa, desenrolaram um som muito porreiro, bastante cru com óbvias influências punk. Uma banda feminista, dos seus 5 elementos são mulheres, liderados pela vocalista Róisín Nic Ghearailt. Os restantes elementos são Constance Keane, Jamie Hyland, Zoe Greenway and Sean Nolan todos eles naturais da República da Irlanda.
Foto-reportagem completa de sábado: Clicar Aqui
Texto: Edgar Silva e Jorge Resende Fotografia: Jorge Resende












