last orders
( @mullenxmi!! )
O clima de comemorações dos bastardos do Underground nĂŁo o incomodava diretamente. A expressĂŁo desgostosa servia para todas as ocasiões, na realidade, era o seu semblante caracterĂstico. Mesmo quando nĂŁo estava irritado de fato, nĂŁo deveriam pensar o contrário do que sua face apresentava, dessa forma evitaria o desnecessário; somente falariam consigo se realmente valesse Ă pena ou, pelo menos, elas seriam corajosas o suficiente para falar merda. No final das contas, nada resultava em algo bom — era igualmente irrelevante para ele. Contudo, a noite havia fugido de uma derrota nĂŁo esperada. E passou por situações desagradáveis atĂ© Ă quele horário. Esperava nĂŁo presenciar a morte de ninguĂ©m ou ter que conversar com mais um dos colegas todas as coisas que nĂŁo devem ser conversadas.Â
Concluiu que batalhas de bandas não lhe valiam o estresse quando era melhor que outrem, shows em Nova York não aguçavam sua ambição. Foda-se Guns N’ Roses. Foda-se Nirvana. Achava bandas iradas, curtia um som; mas nada era palpável e, no final, merda nenhuma mudaria por conta disso.
A ponta da lĂngua umedecia o lábio inferior apĂłs dar um gole na cerveja, os olhos semicerrados e perigosos analisavam a cena a alguns metros de si onde Maeri estava a comemorar sua vitĂłria prĂłxima de outras pessoas. Com a perna dobrada, ele afundava o pĂ© no colchĂŁo do banco que estava sentado. Já tinha passado por coisas desagradáveis naquela noite, no entanto aquilo era, sem duvidas, o pior cenário. Diante todas as situações, Hyukjin conseguia controlar-se ao menos moderadamente, sua inconsequĂŞncia tinha padrões especĂficos, policiava-se porque era ele por si e mais ninguĂ©m. Mas dentro do The City Breeze, onde apresentava com a sua banda, onde todos o conheciam, ele exigia respeito. Ou medo. Fosse o que sentissem, nĂŁo importava para ele.
Gostava de ver como garotas se divertiam, o modo como dançavam com as roupas rasgadas e atĂ© os olhares libertinos em sua direção que sempre resultavam em uma Ăłtima transa em qualquer lugar disponĂvel. No entanto, quem fazia isso era Maeri com toda a sua empolgação que perdurava a noite e, infelizmente, estava sob o seu campo de visĂŁo naquele momento. TambĂ©m via aproximarem-se animados da jovem bĂŞbada e, se fosse qualquer outra ali, ele pouco se foderia para isso.
Empurrou a garrafa que deslizou rudemente sobre mesa e entĂŁo se levantou com rapidez. Cada passo tinha o destino traçado e a sua ira Ă© facilmente acionada com um simples toque do indivĂduo, um puxĂŁo, uma diálogo que o fazia ranger os dentes. Todos os sentimentos eram exclusivamente convertidos em Ăłdio, inclusive a insatisfação contĂnua de ver Maeri em um lugar como aquele. Colocou-se entre os corpos unidos como faria independentemente se Maeri quisesse ou nĂŁo aquela aproximação. Veja bem, tudo se tratava somente do que Hyukjin queria. E ele nĂŁo queria ninguĂ©m perto dela. Hyukjin nĂŁo era muito de conversas, por isso antes de empurrar o desconhecido, ele o pegou pelo colarinho, soltando a seguinte frase: — Some daqui ou eu mato vocĂŞ. — Ameaçou esse que encarava-o com olhos arregalados. Hyukjin o empurrou em seguida tĂŁo forte que o fez se chocar contra um grupo de pessoas que, por sua vez, cuidariam do infeliz. Sorte nĂŁo seria a palavra correta para descrever a situação, pois era bom demais com rostos e guardou aquele para encontrar mais tarde e culpá-lo por toda a raiva desnecessária que o fez sentir.
Não demorou a virar e segurar Maeri pelo braço, fazendo-a se aproximar de si. Olho-a com aquela adrenalina perigosa e interminável que corria pelas suas veias toda vez que era obrigado a encará-la daquela forma. — Mas que porra é essa? Você vai beber até passar mal ou só até qualquer filho da puta conseguir passar a mão em você? — Indagou com rispidez, sem intenções de soltá-la ou resolver o tumulto que causou.








