Hoje encontrei uns amigos nossos e um amigo mais chegado perguntou: - TĂĄ solteira LĂŽ? Eu respondi que sim e parei por ali. Entre assuntos e conversas voltamos no assunto sobre ânĂłsâ, daĂ aprofundei dizendo os motivos do fim e que apesar de tudo eu te amava.
Esse amigo questionou: - Mas o que vocĂȘ amava nele? (do tipo indignado) âą EntĂŁo comecei dizendo que eu amava nosso silĂȘncio nada constrangedor, que eu amava a forma como vocĂȘ me tratava, a liberdade que me dava em sua (nossa) casa, que eu me sentia em paz e segura ao seu lado e eu amava isso, eu amava sua paciĂȘncia, amava tambĂ©m quando vocĂȘ me explicava as coisas e me ensinava outras, amava sua inteligĂȘncia, amava seu cafunĂ©, amava seus olhinhos verdes sorrindo pra mim com ternura, amava nossos momentos juntos, amava como vocĂȘ amava nossos roles sĂł nĂłs, amava como vocĂȘ me ouvia e me acalmava, amava ouvir sua singela opiniĂŁo, amava como vocĂȘ me apoiava e incentivava nas coisas, enfim comecei a chorar e entender que eu te amava, mas nem sempre o amor Ă© suficiente para a gente ficar.
Por isso, hoje vocĂȘ esta aĂ (nĂŁo sei aonde) e eu aqui, vendo que foi melhor assim. Nem sempre o fim de um relacionamento Ă© o fim do amor ou admiração de algumas coisas das quais, sinto ternura ao lembrar, enfim, foi melhor assim. Obrigada por me ensinar o que sim, o que nĂŁo e o que nunca mais devo aceitar, fazer ou receber. VocĂȘ foi lição, um caminho que precisei percorrer para hoje saber o que quero, como quero e como vai ser. Obrigada por tanto, apesar dos pesares ainda te amo.
- LB.














