Sera el paso del tiempo, será la presente misantropía, o simplemente a medida que crezco soy menos tolerante con la gente…..
.- Pesimismo iletrado

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Sera el paso del tiempo, será la presente misantropía, o simplemente a medida que crezco soy menos tolerante con la gente…..
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Conto para concurso
O ano é 2816, depois das colônias no espaço. Em um futuro tão distante, a humanidade avançou. Nós, seres humanos, nos expandimos para além de nosso antigo planeta de origem. Um pálido ponto azul, no meio de trevas, que chamávamos de Terra.
Fomos forçados a explorar novos planetas, pois a Terra, ficou pequena demais para a humanidade. Graças a essa expansão da civilização humana, a Terra, nosso planeta de origem, foi salvo de uma crise de superpopulação.
No meio do espaço, a nave Tison viaja pelo espaço infinito. Uma nave de um pouco mais de 50 metros de comprimento, com o formato parecido com o de uma arraia do planeta Terra. Originalmente tinha uma pintura preta, azul e prata, que foi perdendo com o tempo. No lugar da pintura, manchas e sujeiras de terra, lama e areia, misturados aos restos da pintura original e ferrugem.
Seu objetivo, buscar e resgatar naves e tripulações perdidas, que caíram em planetas, luas ou asteroides desabitados. Uma vez encontrada, mesmo que sejam destroços da nave ou corpos da tripulação, deve-se fazer um relatório e informar a Central de Controle Espacial, CCE.
A tripulação da Tison mudou com o tempo. Sua tripulação atual, usando macacões azuis da CCE, consiste do cozinheiro, Pedro Brod; do navegador e piloto, Fred Sjarna; o médico e biólogo Gustavo Sawiana; o engenheiro Hugo Maskin; o imediato, Alex Spindel; e a capitã, Nicole Uggla.
Muitos anos atrás, a Capitã Nicole Uggla, era apenas uma cadete do exército do planeta Lizarb. Lá encontrou seu primeiro e único amor, Eduardo Svad, com quem se tornou noiva.
Nicole e Eduardo faziam parte do exército que lutou pelo regime antigo e totalitarista. Eles lutaram contra os grupos terroristas e revolucionários, que queriam o fim desse governo.
No período em que estavam em serviço, Nicole e Eduardo formaram um relacionamento amoroso forte. Em consequência desse relacionamento, Nicole ficou gravida de Eduardo. Por conta disso, ela foi dispensada do serviço militar, que aceitou com relutância. Entretanto, Eduardo continuou a servir, prometendo que quando terminasse casaria com ela.
Contudo, Eduardo foi morto em um atentado anti-governo. A explosão ocorreu em um espaçoporto, A explosão matou Eduardo e mais um jornalista, deixando outros 17 feridos.
A notícia da morte de Eduardo foi devastadora para Nicole, deixando-a mãe solteira aos seus 20 anos. 5 anos depois outra notícia devastadora. O governo pelo qual ela lutou, deu sua vida, seu sangue e pelo qual seu amado morreu, havia terminado.
Terminou, não através de uma guerra, não através de um golpe, mas através de protestos populares e uma eleição.
O tempo, o suor, o sangue, as lagrimas, os amigos e amor que perdeu, tudo desperdiçado. Nicole, como muitos militares, se sentiu traída e desamparada pelo governo e pelo povo.
Esses golpes em sua vida a fizeram se sentir isolada do resto das pessoas. Elas se fechou para os outros. Trancou seus sentimentos. Menos para filha. Viveu num mundo cheio de corrupção, violência, mentiras e complacências. Um mundo do qual que, parecia, que apenas ela via essa podridão.
Rodeada com essa podridão, criou sua filha sozinha, dedicando seus sentimentos apenas a ela. Trabalhando como capitã da nave Tison, para sustenta-la.
Por mais de 20 anos, ela comandou a nave na busca e recuperação de naves perdidas. Mas agora ela está prestes a se aposentar. Sua filha, da qual perdeu contanto, faz faculdade de medicina no planeta Segli. Onde, além da faculdade, ela luta pelos direitos iguais ao alienígenas, pela legalização do casamento entre espécies, e outras bobagens de um bando de “liberalóides” e ativistas. Uma vergonha para ela. Por essa divergências, estão brigadas e não se falam mais.
Seu último contato humano foi cortado, se tornou uma misantropa completa.
Ela pensava que, por conta desses “liberalóides” e ativistas, Lizarb caiu no caos e corrupção. Ela sabia que, apenas com ferro e fogo, um governo funciona. Lutar por igualdade ou liberdade não funciona. Alienígenas não são humanos, para que dar direitos a eles, ela pensava. União entre espécies não funciona, a biologia já provou que não geram descendentes, é algo biologicamente errado lutar por algo assim.
Tendo em vista que está se aposentando, ela terá que retornar a Lizarb, um planeta com um governo que ela odeia, que defende esses ideais “liberalóides”, preso num caos continuo. E o pior de tudo, não pode fazer nada a respeito.
Sua última missão, antes de se aposentar, é patrulhar e verificar os planetas do sistema de Lizarb, a procura de espaçonaves perdidas. Os únicos outros planetas, do sistema de Lizarb, que contem vida são o planeta Awilix e o planeta Skaldi.
O planeta Skaldi tem três luas, é bastante frio, cheio de gelo e neve. Já o planeta Awilix é o oposto, é bem quente e úmido, com bastante água liquida. Ambos os planetas tem vida, vegetal e animal, adaptada aos dois ambientes dos planetas. Além de vida, os dois planetas estão proibidos de terem colônias.
Devido uma a um acordo feito pela FUG (Federação da União Galáctica), séculos atrás, planetas que possuem vida, mas não inteligente, não podem servir de colônia. Uma vez que, no passado, muito planetas com vida não inteligente serviram de colônia, porém muitas formas de vida foram extintas nessas colônias. Para evitar isso, a FUG decretou essa proibição.
Lizarb, foi colonizada, séculos antes da proclamação dessa lei. Os outros dois planetas, Skaldi e Awilix, ficaram intocáveis. Sendo visitados apenas para coletas de dados e pesquisas.
Algumas vezes, espaçonaves caem nesses planetas. Eles caem por mal funcionamento, ou porque foram atingidas por meteoritos. Muitas vezes, a capitão Nicole Uggla já resgatou aeronaves desses dois planetas. Mas hoje, como muitas vezes, nada aconteceu, nenhuma aeronave caída, nenhum acidente, nada.
É bom que não ocorra acidentes, pensa a capitã. Mas é muito tedioso quando não acontece. Esperava se aposentar com um pouco mais de emoção, mas, muitas vezes, não sai como planejamos.
Quando estava prestes a concluir a patrulha na órbita de Awilix, a Tyson pega uma transmissão de socorro, vinda da superfície do planeta. A mensagem é transmitida na tela principal da aeronave. A voz estava cheia de estática e a imagem aparecia cortada, mais era possível entender e ver quem a estava transmitindo:
– S.O. S! S. O. S! .... Nave... caída... Preciso ... ajuda! ... Único sobrevivente... Eduardo Svad!
Nicole Uggla não acreditou no que ouviu. O nome do sobrevivente é Eduardo Svad. Seria possível, ela pensa, que de alguma forma, seu noivo, ainda esteja vivo, depois de todos esses anos.
A capitã tenta acalmar seus pensamentos, pois talvez sejam apenas ecos, transmissões antigas.
Ecos de transmissão, são basicamente, mensagens que percorreram o Universo durante anos. Geralmente, mensagens de centenas de anos atrás. Como as naves possuem uma velocidade de dobra, que percorre o Universo mais rápido que a velocidade da luz, muitas mensagens acabam chegando no outro extremo do Universo, séculos depois. Às vezes, a própria pessoa que mandou essa mensagem esteja morta.
Contudo, a mensagem tem de origem em Awilix, na qual estão orbitando. A mensagem é recente, não pode ser um eco de transmissão. Deve ser investigada.
Tem se início uma varredura da superfície do planeta. O sensores apontam que existem destroços de uma aeronave, na latitude -15º 46’ 47” e longitude -47 55’ 47” de Awilix. Mostrando que ainda a um sobrevivente.
– Desça a nave até a posição indicada! – ordena a capitã aos dois pilotos da ponte de comando. Alex Spindel e Fred Sjarna.
– Sim senhora! – respondeu os dois homens em uníssono.
– Atenção tripulação! – avisou a capitã pelo microfone, preso ao braço de sua cadeira de comando. – Estamos para pousar no planeta Awilix, para uma missão de resgate. Dr. Gustavo, prepare a enfermaria, temos um sobrevivente.
Os motores iônicos da Tyson são ligados, a espaçonave começa a sair de sua órbita e ser atraída para o planeta. Devido a controle de gravidade, a Tyson desce o planeta sem entrar em combustão. Descendo a apenas uma velocidade de 1000Km/h, ao invés de 25000Km/h, como acontecia com as primeiras espaçonaves.
Minutos depois, a espaçonave finalmente chega ao ponto de destino. Nas latitude e longitudes exatas. Porém, a Tyson não pousa, ela flutua no ar, acima das árvores, uma vez que não há campo aberto para se pousar.
– Mantenha essa altitude Fred! – ordena a capitã.
– Entendido! – respondeu Fred.
– Abra o compartimento de carga, vou pegar um dos transportes e fazer o resgate pessoalmente.
– Sim senhora!
– Alex! – chamou a atenção a capitã ao seu imediato. – Está no comando até eu voltar!
– Ok! – respondeu o imediato, fazendo um sinal de positivo com uma das mãos.
Uma comporta lateral na espaçonave se abre. De dentro dela sai uma aeromoto, flutuando acima das copas das árvores. As aeromotos são veículos com formato parecido com as motos antigas do planeta Terra, que ao invés de rodas, tem no lugar propulsores, que permite que as aeromotos voem pelos céus.
A capitã Nicole observava por um scanner, acoplado ao guidão de sua aeromoto, a localização da aeronave caída. Quanto mais se aproximava, mais ansiosa ela ficava. Seria mesmo verdade, seu noivo, ainda está vivo, depois de todos esses anos. Ao mesmo que, internamente, nutria esperanças do retorno de seu amado, ela tentava não se iludir com a esperança.
Depois de algum tempo, sobrevoando a mata, a capitão Nicole começa a avistar uma torre de fumaça, subindo no meio da selva. Provavelmente fumaça da aeronave caída. Ela acelera a aeromoto, em direção a torre de fumaça.
Quando se aproximava, ela percebe uma trilha, com várias árvores derrubadas, fazendo um buraco no meio da selva. No fim dessa trilha, estava um espaçonave, pequena, para duas ou três pessoas no máximo. Provavelmente um módulo de escape.
Com a aeromoto, a capitã Nicole pousa, lentamente, próxima a espaçonave caída.
– Alex, está me localizando? – perguntou a capitã, por um rádio no pulso.
– Positivo! – informou o imediato pelo rádio.
– Perfeito! Traga a Tyson para onde estou, entendido?
– Entendido!
Em solo, a capitã tira o capacete, soltando os cabelos longos e escuros, saindo de cima da aeromoto.
De repente, o som de um galho quebrando.
Rapidamente a capitã sacou sua arma laser, apontando para o barulho, no meio das árvores não derrubadas.
Um homem, de cabelos um pouco grisalhos, com um pouco mais de 40 anos, sai do meio das árvores. Está usando uma jaqueta marrom e uma calça jeans. Suas mãos estão levantadas, em sinal que está desarmado e não planeja atacar.
– Não atire, estou desarmado! – avisou o homem, com um modesto sorriso no rosto.
Apesar da voz e do rosto terem mudado com o tempo, a capitã Nicole consegue reconhecer o homem a sua frente. Ela não consegue acreditar, mas estava diante dela. Um homem que era para estar morto. Um homem com quem já serviu no passado. Um homem que já amou no passado. Eduardo Svad.
Sentimentos de felicidade e amor, enterrados no amago de Nicole, despertaram. Um misto de sentimentos começava a pular de dentro dela. Felicidade, amor, duvida, surpresa, descrença, tudo isso sentidos de uma só vez. Ela não sabia se continuava a apontar a arma para o homem a sua frente, se corria para abraçá-lo e beijá-lo, ou se sentava para tomar ar.
– Olá Nicole. – disse o homem em pé a sua frente, caminhando ao poucos em sua direção. – É bom revê-la.
– Fique onde está! – avisou a capitã com a voz intimidadora, segurando firme sua arma com as duas mãos. – Não se aproxime!
O homem com o rosto de um Eduardo mais velho continuava a falar, ainda sorrindo, com a voz mansa.
– Nicole! Sou eu, Eduardo! Abaixe essa arma e vamos conversar.
– Não, Eduardo morreu, a 20 anos. – falava Nicole, negando com a cabeça. Tentando conter os sentimentos, que durante muitos anos, ela os prendeu. Tentando não sucumbir a eles e manter a razão.
Pois em seu íntimo, ela lutou por anos em aceitar a morte de Eduardo. Agora, depois de mais de 20 anos, ele está diante dela vivo. Isso não pode ser verdade, pensa ela.
– Eu não morri! – respondeu Eduardo. – Se abaixar essa arma, para conversarmos, lhe direi porque ainda estou vivo.
Eduardo relaxou as mãos, enquanto se aproximava cada vez mais de Nicole.
– Não se aproxime ou eu atiro! – avisou Nicole confusa e assustada.
– Eu sei que não vai atirar, pois eu conheço você. Conheço muito bem a pessoa para quem eu jurei meu amor.
Nicole continuava com sua arma apontada para Eduardo, firme e com o dedo no gatilho. Mesmo assim, Eduardo continuava a se aproximar, passo a passo. Até que finalmente para de andar, ficando a 1cm de distância do cano da arma.
Seu rosto ainda mostrava serenidade. Nicole estava indecisa, não sabia se atirava ou não. Pois podia ser uma ilusão, mas se não fosse, mataria pela segunda vez o único homem que amou.
Por fim ela toma uma decisão. Ela o abraça e desaba em lagrimas. Lagrimas de felicidade, lagrimas que não foram derramadas durante 20 longos anos. Sentimentos, presos e escondidos, finalmente foram liberados.
– Shh! Shh! Shh! Está tudo bem agora. – falou Eduardo com uma voz calma e mansa, devolvendo o abraço de Nicole, sentindo as lagrimas caírem em seu ombro. – Está tudo bem. Não precisa mais chorar.
Absorvido toda essa situação, Nicole pergunta:
– Como você está vivo? – ela seca as lagrimas enquanto guarda sua arma no coldre. – Era para você estar morto.
– É uma história um pouco complicada? – respondeu Eduardo. – É melhor nos sentarmos para conversar.
Os dois caminharam em direção a espaçonave caída. Lá, eles usam dos destroços da nave como cadeiras e da asa como teto. Nicole se senta nos resto de uma turbina, enquanto Eduardo se recosta no casco, arrombado, da nave.
– Provavelmente lhe contaram que eu morri naquele incidente da bomba no espaço porto. – começou a explicar Eduardo. – Mas não é bem verdade. Os anti-governistas provocaram a explosão. Deixamos eles fazerem, para que o povo os visse como realmente são: um bando de terroristas. Como uma forma de fazer uma propaganda negativa aos anti-gorvernistas. Para adicionar mais tempero a mistura, colocaram a minha morte como um adicional.
– Então vocês deixaram aquele jornalista ser morto? – perguntou Nicole, se sentindo desacredita com o que ouvia. Sempre se ouviram especulações sobre isso, de que o governo totalitarista que servia, sabia dos atentados e não fazia nada a respeito. Mas se recusava a acreditar. Pois, em sua maior parte, tudo era especulação. Além de fazer do governo que servia, o governo que jurou proteger, um despotismo. Atrocidades que ela negava e não acreditava. Mas parece que eram verdades.
– Não chore por aquele jornalista. – continuou a explicar Eduardo. – Ele era suspeito. Tinha um jornal clandestino, que noticiava que nós, militares, torturávamos e matávamos pessoas. Incluindo civis.
– Mas nós fazíamos isso. Se a pessoa era suspeita de ser um anti-governista nós o prendíamos, torturávamos e até matávamos. Mas as vezes nós pegávamos civis. Dizíamos nós mesmo que era um sacrifício pelo planeta. Ou eram apenas vítimas pegas no fogo cruzado.
– Tínhamos que fazer isso, precisávamos proteger o governo.
– Eu pensei que tínhamos jurado proteger o povo?
– É uma questão de semântica.
– E onde você esteve depois disso tudo? – perguntou Nicole, mudando o assunto da conversa.
Eduardo começou a sorrir e se animar, cada vez mais, enquanto falava:
– Fiquei como parte de um grupo secreto, do antigo governo, que ficou na clandestinidade em outros planetas. O objetivo era, caso o governo caísse, retomá-lo a glória que era antes.
– Glória?
– Isso mesmo. Sem essa corrupção desenfreada, dos políticos, e essa complacência com os bandidos, em Lizarb. Acho que você concorda comigo. Devíamos fechar o congresso, pois não funciona. O planeta não vai mudar através de voto, de democracia, vai mudar, infelizmente, através de uma guerra civil. Fazendo o que devíamos ter feito, matado uns 30 mil. 30 mil, terroristas, liberalóides e amantes de bandidos e aliens.
– Então você vai matar nossa filha?
– O que? – pergunta Eduardo confuso.
– Nossa filha, você também vai colocar ela entre esses 30mil?
Nicole percebe que Eduardo estava confuso e desorientado. Fazendo a mesma expressão de quando ouviu sobre a verdade do atentado em que Eduardo, supostamente, tinha morrido.
Antes que Eduardo pudesse responder alguma coisa, uma sombra começou a paira acima deles. Os dois se afastam dos escombros e olham para o céu. Acima deles estava a espaçonave de Nicole, que veio para dar suporte a capitã.
– Quem são eles? – perguntou Eduardo enquanto observava a espaçonave.
– São meus homens. – respondeu Nicole. – Trabalho para equipe de recuperação de naves perdidas.
– Não é um trabalho digno de alguém como você. – respondeu Eduardo, voltando os olhos para Nicole.
– Mas é honesto.
– Nesse novo mundo que planejo, você não precisara trabalhar nesse empreguinho de merda.
– Nesse novo mundo, onde não terei que trabalhar num “empreguinho de merda”, o que acontecerá com nossa filha?
– Ela irá gostar do que faremos. – responde Eduardo sorrindo. – Se for realmente minha filha, ela irá gostar e me admirar por isso. Todos em Lizarb me admiraram por isso.
– E se nossa filha lutar contra? E se o povo de Lizarb lutar contra isso? O que você vai fazer?
Eduardo mostrou as costas para Nicole, enquanto caminhava tranquilamente em direção a floresta, ele respondia a capitã da Tyson:
– Quem se opor ao que eu vou fazer será considerado inimigo. Um criminoso. Serão todos condenados a morte. Se “nossa filha” ficar do lado dessa gente, então eu não tenho filha. E poderá morrer com toda essa gente que ela ama, enquanto eu protejo as pessoas de bem como eu.
Se escutam o som de uma arma engatilhando. Eduardo se vira e se depara com uma Nicole, apontando uma arma laser em sua direção, com um olhar bastante sério. Eduardo, por sua vez, apenas a observava com um sorriso em um olhar de pena.
– Então é assim que você quer acabar? Defendendo os interesses dos liberalóides? Não vê o quão benéfico o novo governo será para o planeta?
– Eu posso até concordar com você, sobre o nosso governo atual. Mas minha filha vem antes de minhas convicções. E se terei que ser contra minhas convicções para defende-la, eu farei isso.
Eduardo suspirou desapontado, em seguida, respondeu:
– É uma pena que tenha que acabar assim.
– Também concordo.
Um tiro foi disparado.
O planeta ficou mudo.
A capitã Nicole olha para Eduardo, ele está ileso. Ela olha para sim mesma e vê um buraco em seu peito, feito por uma arma laser, bem no lado esquerdo do peito. Ela se virou para trás e fica incrédula com o que vê. Ela se depara com seu imediato, Alex Spindel, parado em pé, com uma arma apontada para ela.
Mais outros três tiros são disparado contra Nicole, em seu dorso, e ela caí de costas no chão.
– Esqueci de lhe avisar. – explica Eduardo, se aproximando da capitã Nicole, caída no chão. – Spindel e eu somo aliados.
Cada vez mais Nicole respirava com dificuldade, tão pouco conseguindo juntar ar para falar. Enquanto observava Eduardo e seu “aliado” ficarem lado a lado, diante dela.
– Desculpe por isso capitã. – começa a falar Alex, sem demonstrar nenhum remorso. – Lamento ter que atirar em você, mas precisava fazer isso. Você estava para atirar no homem que vai nos liderar para restaurar Lizarb a sua glória no passado. Tenho que dizer que é uma péssima forma, de receber uma aposentadoria.
– Achava que você poderia ficar do nosso lado. – voltava a falar Eduardo. – Que iria se juntar a nossa causa. Mas me enganei. Esteve disposta a perder tudo isso para proteger sua filha, com quem nunca tive um contato, e que nunca intendera nossos ideais nobres.
Spindel entrega sua arma para Eduardo, que aponta para a testa de Nicole.
Um pouco afônica, com sangue escorrendo da boca, Nicole responde:
– Vai... se... ferrar!
Eduardo lhe dá um sorriso e responde:
– Que essas sejam suas últimas palavras.
Um outro tiro é dado e uma vida foi tirada.
In conclusione il mondo la entusiasmava poco, così decise di frequentarlo il meno possibile.
Lucrezia Beha
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Dicen que existe tu media naranja en algún sitio del planeta, y creo que ella era eso para mí, lo que soñaba. Me enamoraba su estilo solitario y modesto que bien podría encajar a la perfección conmigo, su aire de superioridad era miel para mis amores.
"EL CHICO DE BANQUETA" #Misántropa

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