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0010 Raul Ellwanger (1980)
Gaúcho que é gaúcho tem que saber cantar ao menos uma música do Raul Ellwanger: "Pialo de Sangue"! Este disco conta com a participação especialíssima de Elis Regina na música "Pequeno Exilado".
Músicas
Lado A
Pela vida afora (Raul Ellwanger)
Pequeno Exilado (Raul Ellwanger)
Teimoso e Vivo (Raul Ellwanger/Ney Duclós)
Samba do Lero (Raul Ellwanger)
Farewell (Raul Ellwanger/Pablo Neruda)
Cortejo (Raul Ellwanger/Carlos Nejar)
Lado B
Pialo de Sangue (Raul Ellwanger)
Tango dos Músicos (Raul Ellwanger)
Coração Catarina (Raul Ellwanger)
Irmãozinho de Batalha (Raul Ellwanger)
Cachaça e Mel (Raul Ellwanger)
Te Procuro Lá (Raul Ellwanger/Ferreira Gullar)
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0008 Dulce Quental - 1988
Dulce Quental despontou no grupo de rock feminino Sempre Livre e, como ela mesma diz, "sobre)viveu (a)os anos 80, e procura uma forma de se renovar sem se tornar cinza". Na minha opinião, está conseguindo! Foi neste LP que ouvi, pela primeira vez, a música "Terra de Gigantes", que até hoje é obrigatória em qualquer show do Humberto Gessinger, com ou sem os demais Engenheiros do Hawaii.
Músicas
Onde mora o amor (Roberto Frejat / Arnaldo Antunes)
Qualquer lugar do mundo (Beto Fae / Aldo Meolla)
Mulher dividida (Itamar Assumpção)
Terra de gigantes (Humberto Gessinger)
Numa praia do brasil (Arrigo Barnabé)
Quinze minutos (Cecelo)
Passional (Dino Vicente / Dulce Quental)
A inocência do prazer (George Israel / Cazuza)
Garota (Luis Dolhnikoff / João Carlos Carvalho)
Dias de amor (Dino Vicente e Dulce Quental)
O ieê (Dulce Quental)
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0005 Paranga - Chora Viola, Canta Coração
Na época em que eu era adolescente, ou ainda um jovem adulto, tenho a impressão de que era bem mais comum a gente assistir a um show e só depois comprar o disco, muitas vezes no próprio show. Entre 1971 e 1985 morei em São Paulo e a partir do final dos anos 1970 assisti de camarote à toda a efervescência da Vanguarda Paulista, especialmente nos shows que aconteciam no teatro Lira Paulistana. Um dos shows que assisti lá foi o do Paranga, grupo de São Luiz do Paraitinga que tem, entre seus componentes, a Raquel Marques, filha do dono da Papelaria Marques, seu Juvenal. A Papelaria Marques, na cidade de Guarulhos, foi o meu primeiro emprego.
O show do Paranga no Lira foi em 1982, quando comprei o LP deles. O grupo segue ativo!
Músicas:
Arauto I (Galvão Frade/Pio Filho) 3:07
Canoa (Dito Geraldo) 2:13
Dona Do Salão (Mathias da Cruz/Elpídio dos Santos) 4:24
Festas, Fogos, Para-Raio (Galvão Frade/Marco Rio Branco) 2:05
Quem Déra! (Galvão Frade) 3:31
Fulia - Cai Sereno (Mestre Luiz de Catuçaba e Mathias da Cruz/Elpídio dos Santos) 3:40
Voce Vai Gostar (La No Pé Da Serra) (Mathias da Cruz/Elpídio dos Santos) 3:11
Nholambis (Galvão Frade/Negão Santos/Pio Filho) 3:13
Saudade Danada (Elpídio dos Santos/Osnir Perdigão) 2:45
Desde Aquele Carnaval (Dito do Bem/Galvão Frade) 2:54
Bobão (Benedito de Paula/Elpídio dos Santos) 1:50
Uma Das Bandas Da Bunda (Marco Rio Branco) 4:07
Arauto II (Galvão Frade/Pio Filho) 0:29
Curiosidade: o Paranga foi formado originalmente, em 1973, pelos filhos do compositor Elpídio dos Santos.
É possível ouvir trechos das músicas do disco neste link.
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0004 Chico Buarque - Nova História da Música Popular Brasileira (1976)
Este LP, de dez polegadas, parte da coleção "Nova História da Música Popular Brasileira" da Editora Abril é o culpado por eu ter me tornado um Chicólatra! Comprei (com a semanada que ganhávamos de meu avô) quando a coleção foi relançada, em 1976, enquanto estávamos morando em São Paulo. Lembro direitinho de ter colocado o LP na vitrola que ficava no quarto que eu compartilhava com minha irmã para escutarmos muitas das músicas, para nós, pela primeira vez. Foi por causa do sensacional livreto que acompanhava este LP que acabei conhecendo muitos outros cantores e compositores da MPB e foi também, a partir daí, que resolvi aprender a tocar violão. O primeiro texto do livreto, o que apresenta o Chico Buarque, foi escrito pelo grande Ismael Silva!
Mais tarde comprei outros LPs desta coleção, mas na medida em que comprava as obras originais dos autores eu acabava presenteando meus amigos com os fascículos que eu já havia lido. Apenas o do Chico eu guardei.
Músicas
Lado A
Pedro Pedreiro (Chico Buarque) Construção (Chico Buarque) A Banda (Chico Buarque) Funeral De Um Lavrador (Chico Buarque/João Cabral de Melo Neto)
Lado B
Roda Viva (Chico Buarque) Olê, Olá (Chico Buarque) Acorda Amor (Julinho da Adelaide/Leonel Paiva) Gota D'Água (Chico Buarque)
Curiosidade: Julinho da Adelaide e Leonel Paiva foram nomes inventados por Chico para escapar da censura imposta pelo governo militar na época.
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0001 Pery Souza - 1984
No final de 1984, visitando uma loja de discos da Galeria Chaves, no centro de Porto Alegre, dei de cara com este LP do Pery Souza. Eu já conhecia o Pery dos tempos dos Almôndegas, conjunto de onde saíu a dupla Kleiton & Kledir, da qual terei mais histórias para contar.
Olhando a contracapa do disco logo vi os nomes do baixista João Baptista e do guitarrista Zé Flávio, ambos também oriundo dos Almôndegas. Não tive dúvida alguma e comprei o LP sem sequer pedir para ouvir. Aliás, ouvir o LP antes de comprar era prática muito comum naquela época.
As músicas:
Lado A
Sonho Sideral (Pery Souza/Fogaça) Sem Querer (Pery Souza/Fogaça) Para Sempre Amigo (Pery Souza/Fogaça) Clara, Clareou (Jerônimo Jardim) Moradia (Pery Souza/Luiz Coronel)
Lado B
Cigana Tirana (Pery Souza/Raul Ellwanger) Chote Chucro (Pery Souza/Jerônimo Jardim) Coração Vadio (Pery Souza/Fogaça) Estrela Guria (Pery Souza/Fogaça) Noite de São João (Pery Souza/Kledir Ramil) Encontro das Águas (Pery Souza)
Curiosidades
Toda a formação mais recente dos Almôndegas, com Pery, Zé Flávio, João Baptista, Kleiton e Kledir participam da música Noite de São João.
A música Encontro das Águas é uma homenagem de Pery ao músico Carlinhos Hartlieb, assassinado na Praia do Rosa no verão de 1984.
As músicas Estrela Guria e Moradia foram gravadas por Olivia Hime, tornando-se nacionalmente conhecidas.
No 4Shared tem este LP e o CD Milonga do Pendular Encontro, do Pery.
Pery segue na ativa e uma de suas músicas (Planeta Poft, com Ricardo Silvestrin) está no novo DVD e CD Par ou Ímpar, de Kleiton & Kledir.
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Minha coleção de discos
Estamos precisando de dinheiro aqui em casa e, hoje pela manhã, decidi que venderia minha coleção de LPs. Minha mulher dissuadiu-me da ideia e concordei, ao menos por enquanto, com ela. Ainda assim, aproveitei a pilha para fazer algo que há muito tempo eu queria fazer mas não reservava tempo para isso: catalogar minha coleção.
Tirei fotos das capas de todos os LPs e, em casos especiais, também de alguns encartes, autógrafos e outras curiosidades. Foi um exercício interessante. O LP é o ícone de um tempo onde tínhamos mais tempo. Ao menos assim me parece. Era curtir a capa, o encarte, colocar o bolachão para tocar na vitrola e acompanhar, primeiro, cada um dos lados integralmente. Depois, com o tempo, ir selecionando as preferidas, mirando a agulha no espaço entre as músicas e, nos finais de semana, grafar nas fitinhas da BASF aquelas boas para as festinhas, para presentear a namorada ou só pelo puro prazer de fazer isso mesmo.
Lembro que quando surgiu o CD eu fui meio que pioneiro em comprar um aparelho para reproduzi-los. Ainda lembro os dois primeiros CDs que comprei na Breno Rossi de Porto Alegre: a nona sinfonia de Beethoven e a Aleluia de Haendel. O som era tão melhor que o do meu velho toca-discos Gradiente que, em seguida, comprei um tangencial da Sony, com agulha elíptica, que penetrava mais nos sulcos dos LPs e produzia uma qualidade sonora maravilhosa, para mim até melhor que a dos CDs. O problema é que o novo toca-discos foi ficando velho e não encontrei mais peças de reposição para ele. As últimas agulhas que comprei vieram de uma loja da Austrália, pelo correio. Quando gastaram, acabou o toca-discos. Agora já fazem uns quatro anos que tenho LPs sem ter onde tocá-los.
Cheguei a comentar com uns amigos que eu gostaria de fazer um programa de rádio, o “Tapa no Tímpano”, cujo slogan seria algo do tipo “músicas que você só ouve aqui porque só eu tenho o disco!”. Tenho mesmo algumas raridades (e muitas banalidades) em minha coleção. Resultado de muita escavação em São Paulo, Porto Alegre e praticamente todos os lugares para onde viajei. Claro que, do final dos anos 1980 em diante, os LPs foram rareando e minha coleção começou a crescer mais em CDs, DVDs e, hoje, MP3s, FLACs e OGGs.
Tem também muita história na minha coleção de LPs e decidi que a melhor forma de catalogá-la seria publicamente, compartilhando estas histórias que começo a contar hoje. Não vou assumir nenhum compromisso com prazos de conclusão, nem de quantos álbuns catalogar por dia, mês ou semana. Colocarei aqui, um por postagem, cada um dos meus LPs. Todos terão a tag #meuslps, junto com os gêneros que considero apropriados (alguns terão mais de um), seus compositores e intérpretes, lista de músicas e, quando apropriado, uma ou outra curiosidade e links para mais informações.
Pretendo divertir-me neste processo e espero que você também se divirta. Caso contrário, é só ignorar minhas postagens com a tag meusdiscos.
Para os LPs já publicados clique aqui.