Desculpe por ter demorado tanto pra aparecer na sua vida. Eu não te achei. Eu juro que procurei. Devo ter passado por você. Umas mil vezes naquela cidade fria. Sua beleza deve ter sido encoberta por alguma daquelas neblinas. Fico imaginando cruzar o seu caminho e ver seu sorriso se perder entre rostos desconhecidos. Quem sabe eu virei as costas enquanto você passava. Me pergunto se não teria sentido seu cheiro. Talvez eu estivesse de olhos fechados, mas eu poderia ter ouvido sua voz. Até mesmo do outro lado da rua eu acho que sentiria seu cheiro. Não. Talvez aquela cidade do interior fosse maior do que eu pensava. Talvez eu nunca tenha passado por você, talvez estivesse com medo de tanto amor que poderia me causar. Lembro de quando vi seu rosto pela primeira vez, de relance naquele mar de pessoas, foi tão atrativo pra minha alma, que não podia deixar de sorrir. Não pude deixar de me fazer presente na sua vida. Tinha que ver aqueles olhos de novo. A curva do teu sorriso me fazia viajar em um looping infinito. Eu rezei, implorei ao destino. Que você fosse o meu destino. Seria perfeito. Foi perfeito. Tropecei na visão do teu rosto. Me sentia no meio de um filme de romance, meu corpo ainda dormente com a experiência da sua presença, caminhei impaciente pra casa. O som da sua voz elogiando o meu sorriso não saía da minha memória, que Deus quisesse que um dia você soubesse que era o motivo. Quais eram as chances de te ver novamente? Não havia explicação,eu não queria uma. Eu precisava ter o seu número. Se você não fosse minha cina eu seria deusa do meu próprio destino. Nada dessa fala é sensato, mas me sentia incompleta, minha existência: indisposta. Meu peito palpitava e eu estava tão atordoada que nem sequer lembrava o seu nome, mas te amava.