E aqueles olhos?
Meu Deus aqueles olhos. Ao encarar ele eu sentia que a qualquer momento poderia ver uma faĂsca saltar de lĂĄ. Chamem os bombeiros. VocĂȘs nĂŁo enxergam que o garoto tem fogo escapulindo pela retina?. TĂŁo quente e tĂŁo sombrio mas mesmo assim eu sĂł consigo compara-lo ao pĂŽr do sol. Ăquele alaranjado que toma conta do cĂ©u quando se aproxima das 18 horas. A cor daquele olhar poderia ser vendida por aĂ. Estampada nas mais belas roupas de grife em coleçÔes de verĂŁo a inverno. Tudo nele me esquenta. Do dedinho do pĂ© ate o canto mais obscuro da minha alma corroĂda. Logo ele, tĂŁo quebrado, devastado destruĂdo. Como Ă© possĂvel?
Logo ele, tĂŁo como eu.














