Pequenos raios de sol abrem caminho por entre as frestas da janela. Ao longe você ouve o farfalhar das folhas ao vento e o cantarolar de alguma espécie de pássaro que você desconhece. Hoje não há barulho de transito ou qualquer sinal da vida corrida da cidade, afinal de contas, é domingo.
Um leve espreguiçar. Acordar cedo não fazia parte do plano. O cheiro de café invade suas narinas indicando que alguém já está de pé, mas levantar parece tão complicado.
Você, então, começa a pensar no que fazer e sua cabeça se enche de planos. Cozinhar, passear, ver um filme, ler um livro. Um sentimento de leveza toma conta de você e tudo o que deseja é paz e tranquilidade.
Manhãs de domingo são doces e gentis.
O som do rádio sendo ligado, mais alguém acordou. Outro espreguiçar. Tudo está tão calmo que parece impossÃvel resistir à vontade de fechar os olhos.  Flashes de uma época distante começam a passar por sua cabeça. Pequenos fragmentos de felicidade.
O balançar suave das ondas do sono parece consumi-lo, nina-lo como uma mãe nina seu filho. Você se deixa levar. E você percebe que na verdade, o que realmente queria fazer, era não fazer nada. Afinal de contas, é apenas manhã de domingo.Â