"The innocence of believing that people will not hurt you does not necessarily stem from recognizing the goodness of everyone around you, but from your own inability to, under the same conditions, do any malice that could hurt them."
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"The innocence of believing that people will not hurt you does not necessarily stem from recognizing the goodness of everyone around you, but from your own inability to, under the same conditions, do any malice that could hurt them."

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SOB TEU DOMÍNIO
Eu não olharei nesses teus olhos sem brilho
Nesses teus olhos sórdidos,
Mórbidos.
Olhos amordaçados,
Ancorados nos confins do mal.
Que me envenenam em um segundo,
Sorrateiro.
E dói.
O escuro me preenche as entranhas
Quando caio no abismo,
Desses teus olhos obscuros
Toda esfolada
Me deixa e vai embora
Gosta só de me ver enganada
Manipulada
Você, dissimulado.
Eu, indefesa.
Você, caçador.
E eu a presa.
E eu caio toda vez
Toda vez...
No teu olhar perigoso
No teu piscar assassino.
Em um segundo sorrateiro
entro no teu domínio clandestino.
O país do rato e da galinha. por Julio Vicari, 2026.
Havia um país que não aparecia nos mapas, mas sangrava em todos os noticiários. Um país rico de chão, pobre de vergonha. Lá, quem mandava não era leão, nem a águia, nem sequer cachorro de guarda. Quem mandava era um rato. Um rato velho, barrigudo, criado na mais profunda imundície. Não conhecia luz, só esgoto. Aprendeu cedo que roer é mais fácil do que construir. Subiu pelos canos, fez carreira entre restos, até que um dia percebeu: o lixo dava poder e o poder, quando ninguém limpa, vira trono.
O rato, ambicioso, resolveu casar. Escolheu uma galinha de rua. Dessas que atravessam qualquer esquina, frequentam qualquer quintal e botam ovos em ninho alheio. Galinha sem dono, sem pudor, sem memória. Todos já tinham passado por ela e ainda assim fingiam surpresa ao vê-la de véu. O casamento foi televisionado, festa grande, música alta, discursos ocos. Prometeram prosperidade, moral, ordem. Enquanto falavam, os convidados disputavam as sobras da mesa. O povo assistia pela janela, com fome e esperança racionada.
Depois da lua de mel, veio o banquete de verdade. O rato roeu os cofres, a galinha ciscou os direitos e juntos evoluíram na arte fina de roubar sorrindo. Levaram o ouro, o trigo, a dignidade. Destruíram escolas, hospitais, pontes, tudo em nome do progresso que nunca chegava. Quando o povo reclamava, o rato dizia que a culpa era do passado. A galinha cacarejava que era inveja. E assim, entre desculpas e penas voando, o país foi ficando em ruínas.
As crianças cresceram aprendendo a pedir, não a sonhar. Os velhos aprenderam a calar, não a descansar. Trabalhar virou castigo, sobreviver virou sorte. E o mais triste, foi que muitos passaram a achar normal ser governado por um rato. Normal confiar em uma galinha de rua. Normal viver na miséria enquanto poucos engordam no escuro. Mas toda crônica precisa terminar com um aviso.
Ratos só mandam onde há lixo acumulado. Galinhas só fazem festa onde ninguém fecha o portão. E países só são envergonhados quando o povo esquece que pode, sim, limpar a casa. Porque, no dia em que a vassoura acordar, não sobra rato que aguente nem galinha que se sustente.
Sobre Julgamentos e Comparações
As pessoas não são iguais. Todos os seres humanos, por mais que compartilhem funções biológicas semelhantes, são diferentes em sua forma de pensar, sentir e viver. Cada um tem sua maneira de enxergar o mundo e inúmeras formas possíveis de reagir a uma mesma situação.
Eu creio nisso: não somos iguais. Mas então por que nos comparamos tanto? Por que julgamos tanto os outros e a nós mesmos? Por que nos diminuímos diante de nossas diferenças, se são justamente elas que nos tornam únicos?
Você pode até negar, mas é a verdade: todos nós, em algum momento da vida, já julgamos alguém. Julgamos características físicas, comparamos nosso próprio corpo ao de outra pessoa, condenamos a forma de pensar ou agir do outro. Mas por quê? De onde vêm essas comparações? Quem criou um padrão a ser seguido? Será que ele realmente existe?
Sim, há normas morais e éticas que regem certas atitudes e pensamentos, mas em relação ao corpo físico de alguém, o que nos dá o direito de julgar ou criticar algo que sequer nos pertence? E o que nos dá o direito de condenar o nosso próprio corpo, desejando ter o tipo físico de alguém?
Por muito tempo, eu achava meu corpo perfeito. Gostava dele. Talvez criticasse um pouco minha altura queria ser um pouco mais alta, mas no geral, eu o considerava perfeito. Até que começaram a surgir as "opiniões" não solicitadas:
— Você engordou.
— Você emagreceu.
— Deveria fazer algo com o seu rosto, tem muitas espinhas.
— Por que não faz a sobrancelha?
— Não gostei da cor do seu cabelo.
— Fecha a boca, ou vai continuar engordando.
Nenhum desses comentários foi pedido. E ainda assim, eles vieram. O que deu ao outro o direito de julgar o meu corpo? O corpo que eu tanto amava. E hoje… hoje já tenho dúvidas. Porque todos nós temos, em algum grau, inseguranças dentro de nós. E basta um comentário. Uma pequena semente. Se você ainda não se conhece profundamente, se ainda não estabeleceu seus próprios limites, a sua mente vira um terreno fértil para essa semente da dúvida crescer.
Então começam as comparações. A tristeza. A vontade de mudar algo que antes você considerava perfeito, simplesmente porque alguém plantou em você a ideia de que não era bom o bastante.
Mas será que temos o direito de nos incomodar com os comentários alheios, se nós mesmos, em algum momento, já julgamos o corpo ou a aparência de alguém? Mesmo que de forma inconsciente? Eu confesso: já fiz isso. E ainda me pego julgando, às vezes. Mas isso não me dá o direito de verbalizar tais pensamentos para ferir alguém. Reconhecer o erro é o primeiro passo. O importante é não alimentar essas atitudes.
Quando esses pensamentos ruins surgem, eu tento colocá-los numa “caixinha mental”. Ali eu guardo essas reações negativas, tranco, diminuo até que desapareçam. Porque o corpo e as atitudes do outro não são meus para controlar, nem deveriam ser. Já tenho trabalho o suficiente com minha própria mente e meu próprio corpo. Não me sobra tempo nem vontade de me ocupar com os outros dessa maneira.
Tudo o que posso fazer é continuar me policiando, para que essas sementes não floresçam dentro de mim. Porque fazem mal, só mal. A mim mesma. E, se você também pratica isso, a você também.
A dúvida corrói a mente. Faz questionar se o que você vive é certo, se você é bom o bastante. Mas eu te digo: Você é perfeito do jeito que você é. Da maneira como nasceu. E, se os outros não pensam assim… foda-se eles.
Sempre que surgirem esses pensamentos ruins, sobre algo que não é da sua conta e que não muda nada na sua vida, coloque-os na caixa. Diminua-os até que desapareçam. Creio que sua vida será muito mais leve assim.
-Minnie Lima

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Sobre a MALDADE, fica a dica...
Eu sinto falta dos assuntos intermináveis e mirabolantes que terminavam em risadas. Aquela maldade de quem espera uma brecha pra ganhar um beijo. Do silêncio, do escuro sentados no sofá. Da sua voz pretensiosa me convidando pra ir pra cama "conversar". Da timidez, da aflição ao te olhar nos olhos e não querer ir embora. Dos abraços de "despedida" , da vontade de dizer "eu amo você" pelo menos uma vez
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