A felicidade reside na alma.

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A felicidade reside na alma.

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AUTORETRATO.
Essa é uma das paginas do meu diário - “Destrua este diário”. Gosto muito dela por isso a “orelha” na pagina. Ela refere-se ao meu desejo de viajar e conhecer o mundo.
Quando tudo se tornou um ciclo.
Na quarta serie, conheci uma menina, de nome Gabriele. Nao, espera, antes tenho que contar da Patricia, ja, ja, chego na Gabi. Sendo assim, desde a primeira serie, uma paixãozinha me perseguia, seu nome era Patrícia, e todos nossos colegas tentavam nos juntar, ou melhor as meninas, porque nessa idade, "meninas" nao sao prioridade de muitos meninos. Depois de um tempo eu criei coragem e cheguei a pedi-la em namoro, e tchananananam -isso foi um suspense- ela disse... ou melhor, eu tinha mandado um bilhete -sim, eu morri de vergonha por mandar o bilhete- com os seguintes dizeres, "Você gostaria de namorar comigo [ ]sim [ ]nao", ela me devolveu assinalando que [x]sim. O pior nao foi entregar o bilhete, e sim ter esquecido que namorávamos dois dias depois - meu Deus, que tipo de ser humano esquece que namora uma pessoa depois de dois dias? EU,é claro- bom depois de algum tempo eu tentei novamente e é claro que eu levei um fora -afinal a menina nao era trouxa- foi ai que eu tive minha segunda desilusão amorosa de infancia. Foi então, na quarta serie que conheci a Gabi. Descobri que ela gostava de mim através de um amigo, porem ela ja tinha seu "namoradinho" da outra classe - e eu nunca gostei de competição. Imagina. Eu competitivo? Aposto que ninguém ganha de mim em ser menos competitivo- então resolvi jogar meu charme de garotinho inocente nela, pouco tempo depois ela largou seu outro "namoradinho" e então formamos o novo casal da sala. Mas nem tudo sao flores, nao lembro direito como foi, na verdade nem dava tanta importancia naquela época, mas alguém me contou que ela beijou o outro menino, e sim, eu fui traído -completando assim minha terceira desilusão, e essa em menos de um ano-, depois do ocorrido tentei me livrar dela, então com a ajuda de uma amiga comecei a ser grosseiro. Por fim, terminamos o ano e nos separaram, cada um para uma escola diferente. Mas confesso que me arrependo dessa separação de escolas quando a vejo hoje em dia, talvez ela se encaixe como a menina que sempre idealizei e talvez pudéssemos ter tentado de novo na quinta serie né?

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Não procuro alguém para me completar, e sim que me faça transbordar.
Um pingo de chuva, é 100% uma gota d'água, e 100% dos mares e rios sao feitos de gotas d'água. Eu sou 100% de mim, mas eu e você, podemos ser 100% de nós.
Obs:
Bom, desde o útero de nossas mães ouvimos apenas elogios. Acontece que a vida não tem só o seu lado bom, se não provarmos do lado ruim o equilíbrio não existirá e a vida se tornara algo sem graça. Não estou dizendo para sairmos por ai maltratando as pessoas, mas para utilizarmos esses momentos desagradáveis pelos quais passamos como um aprendizado. Como já disse em outro texto, na minha época de escola eu era tratado como CDF, e muitas vezes excluído de grupos. Amigos me deixavam de lado em festas e passeios ou era apenas ignorado, como se ninguém me ouvisse, como se fossem todos surdos. Descobri que realmente as pessoas são surdas, cegas, e de certo modo, mudas. Suas vozes são usadas diariamente para espalhar coisas triviais, e elas só enxergam o que querem ver, sem falar que escutam apenas o que lhes interessa, entrando por um ouvido e saindo pro outro. Mas não é a esse ponto ao qual quero chegar. Depois de muito tempo e de autoconhecimento eu percebo, o quanto estes meus amigos são pessoas vazias. Iludidos procuravam se encher de mais solidão. Eu sempre fui auto-suficiente, só não sabia ainda, e foi ai que estes meus amigos me ajudaram; fizeram com que eu me resgatasse do labirinto de sentimentos e complexidade cultivado dentro de mim. Por isso eu digo, se a vida lhe da limões, atire-os para longe e faça uma laranjada. Ouse e saia de sua zona de conforto, reinvente-se.
Onde tudo começou a dar errado.
Nasci em fevereiro de 95, no Hospital da minha cidade as vinte horas e dez minutos. Estava uma noite chuvosa, e minha mãe já havia sido internada - levada ao hospital por minha tia (de coração) - pois meu pai estava trabalhando no dia e meus outros irmãos ficaram em casa - ao todo somos em cinco.
Um ano depois comecei a ficar na casa da minha madrinha, vizinha da minha mãe na época. Me acostumei com ela e não queria mais voltar.
Quatro anos se passaram e tudo mudou, mas não foi de um dia para o outro, foi consequência de ações e atitudes de todo um conjunto, como aquela brincadeira de dominós, onde enfileiramos um atrás do outro, e depois empurramos a primeira peça, e o restante vai caindo uma depois da outra, pois é, foi assim que aconteceu tudo. Nos últimos anos meu pai começou a chegar em casa bêbado; conforme os dias passavam, isso ficava cada vez pior. Meus pais começavam a discutir e quem levava a pior era minha mãe, ele batia nela, e todo dia essa cena se repetia no fim da tarde. A essa altura eu já não morava mais com eles, tinha escolhido ficar com minha madrinha, e era isolado de todas essas situações, mas lembro de um dia, chegar em casa, e escutar os gritos da minha mãe, no colo da minha madrinha fomos atrás dela, mas as portas estavam trancadas, e não conseguimos entrar. Algum tempo depois ela aparece na porta de casa, estava sangrando com a boca cortada e reclamando de dores. Depois dessa cena não consegui mais esquecer esse dia.
Depois de um tempo veio a separação, e foi ai que a cada dia que passava eu ficava mais longe deles, mau pai se mudou, e minha mãe também. Uma casa após a outra; primeiro eram alguns dias sem se ver, aí ela se mudou para São Paulo, então só nos víamos nos finais de semana, as coisas começaram a ficar difícil então nos víamos a cada quinze dias, algum tempo depois era uma visita de mês em mês, depois disso ela se mudou para Curitiba, só nos víamos nas férias, no fim do ano.
Em 2009, apenas encontrava meu pai na rua, não era um encontro muito agradável pois ele só falava comigo se estivesse bêbado. No fim do ano ele passou alguns meses morando com meus irmãos. Dia 23 de Dezembro minha mãe chegou de Curitiba e se hospedou na mesma casa dos meus irmãos, e no mesmo dia recebi um telefonema estranho e desagradavel. Fui de encontro com minha mãe. Cheguei na casa, abri o portão, subi as escadas, abri a porta, e lá estava ela, parada no corredor me olhando, olhei nos seus olhos, e vi que a ligação era verdade, estava numa confusão de sentimentos, derramei algumas lagrimas e disse que estava tudo bem, meu pai havia falecido no meio de seu trabalho. Havia um bom tempo que não nos falávamos, mas ele era meu pai apesar de todas as coisas ruins; tentei me manter forte e não chorar, mas por dentro eu estava arrasado e meus irmãos piores.
Naquele dia, a noite velamos seu corpo. Não consegui me segurar mais, agarrei minha madrinha com toda força, e comecei a chorar, mais tarde - três da manhã - totalmente exausto peguei no sono. Era véspera de Natal e hora de enterrar meu pai. Simplesmente passei o dia dormindo, sem coragem, sem forças, e totalmente confuso, me sentindo a pessoas mais solitária do mundo. Foi o pior Natal que eu já tive e espero que jamais tenha que passar por algo parecido.