NinguĂ©m vai entrar se vocĂȘ nĂŁo tirar os velhos cadeados da porta. As janelas tambĂ©m estĂŁo trancadas. E a bagunça que deixaram? Se vocĂȘ nĂŁo limpar, nĂŁo haverĂĄ visitas. O que Ă© que vocĂȘ quer? De quem vocĂȘ se esconde? Tem medo dos outros ou de vocĂȘ? NĂŁo abaixe a cabeça, olhe nos meus olhos e responda as minhas perguntas. Eu sei que vocĂȘ tem as respostas, vocĂȘ tem resposta para tanta coisa...
VocĂȘ prendeu o anjo e liberou o monstro. Para quĂȘ? Por que mostrar sĂł teu pior lado, como se todo mundo nĂŁo tivesse um lado ruim? Liberte-se. NinguĂ©m mais pode fazer isso por vocĂȘ. Perdoe-se, vocĂȘ Ă© tĂŁo humana quanto os outros. A justiça que vocĂȘ tanto ama, use-a com vocĂȘ. E pare de sentir pena de si mesma. VocĂȘ Ă© tĂŁo merecedora quanto todos os outros. E tuas lutas? Chega de compartilhar perdas e fracassos e vĂĄ lustrar teus trofĂ©us e contar tuas medalhas. SĂŁo muitas, sem falsa modĂ©stia, vocĂȘ sabe disso.
Vai, levante a cabeça, enxergue as respostas, elas estĂŁo dentro de vocĂȘ.
Pare de procura-las em lugares que vocĂȘ sabe que nĂŁo pode encontrar.
NinguĂ©m vai entrar se vocĂȘ nĂŁo tirar os velhos cadeados da porta. E agora vocĂȘ tem as chaves na mĂŁo.