Desculpe o incĂŽmodo, mas preciso falar sobre Lucas...
HĂĄ trĂȘs anos, a simples frase 'menino, me empresta seu long?' me apresentou o amor da minha vida. Ăbvio que naquele momento eu ainda nĂŁo tinha conhecimento deste fato, mas em menos de um mĂȘs isso se tornou a verdade mais forte da minha vida.
Ele nĂŁo tinha nada de demais, mas parecia perfeito pra mim. NĂŁo se encaixava em nenhum desses estereĂłtipos de loiro de olhos azuis, nem de moreno de olhos verdes, mas ele era extremamente lindo pra mim.
No dia em que nos conhecemos, meu irmĂŁo teve uma crise de ciĂșmes por sua namorada ter dançado com o Lucas, e eu atĂ© hoje faço questĂŁo de dizer que 'meu irmĂŁo quase matou ele'.
Ele tem um jeito doce, meigo e carinhoso que eu amo de uma forma que até då um nó na garganta só de pensar, e também que odeio por ser exatamente assim que ele trata a todas ao seu redor.
Eu sempre achei que nunca seria capaz de brigar com ele, que nunca teria vontade de dar um tapa ou de fazer alguma pirraça/vingança, porque, cara, ele era tão perfeito...
Ele me tinha nas mĂŁos e podia fazer o que quisesse comigo, eu confiei nele num ponto onde eu colocaria minha mĂŁo no fogo e me deixaria queimar e ainda sentiria prazer nessa dor se ele estivesse segurando minha outra mĂŁo. Ele me ajudou de formas que nunca serei capaz de explicar, nem agradecer, 'nĂŁo sei o que dizer, sĂł sentir', saca?!
Ele Ă© o prĂncipe da valsa de 15 anos que nunca dancei, o amor da vida que eu sempre sonhei, o pai dos filhos que talvez nunca terei, o companheiro de quarto perfeito, minha vontade de mudar, minha fortaleza nos tempos de tormenta, meu riso alegre nos tempos de calmaria, meu arrepio durante um banho frio, o suor dos dias quentes, o ĂĄlcool da embriaguez, a certeza sobre o amor, o medo de descobertas, a audĂĄcia de chegar sem avisar, a dor da perda, o significado de amor.
Ele Ă© aquele pro qual 'minha porta vai estar sempre de casas abertas'.