Ciclos da Vida: Reflexões Sobre o Ninho Vazio
No aconchego do lar, onde o tempo se aninha,
Todos estĂŁo em casa, em uma sinfonia divina.
Papai na poltrona, na TV imerso em seu mundo,
MamĂŁe na cozinha, um aroma profundo.
Os irmĂŁos, cada qual em suas prĂłprias jornadas,
Mas juntos, sob o mesmo teto, em almas entrelaçadas.
Você, então criança, no quarto a sonhar,
Com o futuro incerto, a crescer e a alçar.
Ansiava ser grande, voar por conta prĂłpria,
Mas agora, nos trinta, na nostalgia fria,
Deseja o retorno ao conforto de outrora,
Onde a casa era lar, cada riso e cada hora.
Os cabelos tingidos pela prata do tempo,
Recordam histĂłrias de um passado que nĂŁo se esquece.
Pois o ninho agora vazio, ressoa a saudade,
De tempos idos, de amor e cumplicidade.
Para onde foi o tempo, indaga-se em desatino,
Na busca vĂŁ por um instante perdido no destino.
Percebe então, com pesar, que jamais será igual,
O eco da infância, a casa onde era o seu portal.
Mas no coração, o lar perpetua-se em canção,
Em cada lembrança, em cada emoção.
E ainda que o tempo se esgueire entre as mĂŁos,
O lar, eternizado, habitará em seus refrãos.