É uma honra apresentar a talentosa Elana Peterson, mas, permita-me lhe dizer que a diretora/produtora de 32 anos prefere ser tratado como Lana pelos mais íntimos. Muitos dizem por aí que ele se parece com Gemma Arterton , mas, ela prefere ser conhecida como The cold heart.
“Eu não sou uma pessoa sentimental. Provavelmente nunca vou ser.”
Elana Peterson nunca amou muitas coisas na vida. Assim, família nunca significou muito para a moça. Sempre foi simplesmente uma palavra que poderia lhe ajudar num futuro próximo, considerando seu nascimento em um pequeno berço de ouro na cidade de Nova York. Sempre teve todos os mimos e todas as vontades a sua disposição, tendo todas as suas vontades cumpridas de imediato por seus pais e funcionários. Mesquinha e indiferente desde que se entende por gente, o temperamento de Lana conseguia afastar até mesmo a doce Marlee, sua mãe, que sempre teve como sonho ter um filho a quem pudesse amar, proteger e dedicar o resto da sua complicada vida ao lado do banqueiro Thomas Peterson.
Ninguém entendia de onde vinha tanta indiferença, nem ela mesmo preocupava-se em saber porque não era capaz de sentir absolutamente nada quando ouvia o choro de desespero de sua mãe quando Thomas chegava bêbado em casa e a agredia. E se com a família indiferença era o sentimento que predominava, com o resto do mundo, não agia de maneira muito distinta. Porém, se seu jeito afastava as pessoas interessadas em lhe dar afeto, seu belo rosto atraía as mais estúpidas pessoas, fazendo com que Lana se divertisse às custas de outras pessoas. A única coisa que a mãe de Elana teve a felicidade de ter passado ao mesmo, foi a paixão pelas artes. Escritora conhecida, Marlee foi responsável por passar para a filha a felicidade da escrita, fazendo com que a moça seguisse para uma área que ele jamais pudera imaginar: O Cinema.
Formou-se pela UCLA e logo, graças ao seu dinheiro e nome, conseguiu entrar em uma companhia de sucesso, dirigindo a princípio alguns curtas, e logo alcançando uma posição de maior conforto no local. Foi ao dirigir o filme ganhador do Oscar: Onde vivem os mortos que Lana teve a sua genialidade reconhecida, fator que serviu apenas para acentuar o ego do homem, tornando-o uma pessoa de ainda mais difícil convivência, levando aos filmes subsequentes e consequentemente, ao sucesso.
Lana, no entanto, havia se tornado uma pessoa tão difícil que nem a sua mãe aguentava mais, na verdade, a mulher não aguentava mais nada. O desgaste emocional que o rapaz causava associado a complicada vida ao lado do marido, acabou fazendo com que a mulher simplesmente esgotasse sua paixão pela vida e cometesse suicídio, deixando apenas uma carta ao marido e a filha.
O mundo de Elana caiu aquele dia. Por seus olhos finalmente passaram todos os anos perdidos e as coisas ruins que fizera com a mulher. A mulher se condenou a um exilio de anos, fora inclusive dado como desaparecida pela polícia. Porém, fora esse tempo que servira para a mulher assimilar melhor a vida e então preparar o seu retorno triunfal ao mundo das artes cênicas. Retornou aos Hamptons para gravar sua mais nova produção.











