ok, isso vai parecer mega clichê e juvenil e utópico, mas sabe aquela música da miley cyrus, em que ela diz que sempre haverá montanhas para se mover?
então, é assim que me sinto com você.
sinto que entre nós sempre haverá uma montanha a ser movida, escalada, atravessada.
o que é bem louco, porque a ideia que a gente tem do amor é que ele sempre deve ser plano, tranquilo e calmo. e aí você vem e me mostra um mundo completamente diferente. e estando dentro dele, não sei mais se consigo lidar com amores calmos.
queria que você se sentisse pertencido o suficiente pra me contar do teu medo, pra me dizer por que sempre quer me afastar, me colocar a 1km de distância, e por que você não consegue manter as promessas que faz a si mesmo, e no final do dia sempre acaba me buscando do outro lado da rodovia.
sabe?
é engraçado como a parte complicada disso tudo é você, e como eu sou quem te desanuvia a neblina.
gosto de você porque tu me faz de porto seguro. e eu nunca fui o porto seguro de ninguém, sempre precisei que fossem pra mim. só que são justamente essas nossas montanhas que fazem com que eu me sinta firme.
não sei se me entende,
mas você tem cheiro de casa.
e eu nunca tinha sentido esse cheiro em ninguém.
você cheira a casa, café da manhã, coca-cola e beijo na testa.
essa conexão toda faz com que eu sinta o sexo muito menor, sabe? em segundo plano. porque ele é importante, eu sei, mas o que importa agora é o café da manhã e jorge ben dando bom dia.
foi o momento, eu acho.
aquele momento em que te vi pela primeira vez: você chegando, a atendente medindo sua temperatura, você dizendo boa noite e obrigada, levantando a cabeça e olhando pra mim: tudo isso em câmera lenta.
foi nesse momento em que me dei conta de que seria você, apesar de tudo.
naquele minuto senti teu cheiro de paz.
(iraque)














