Pacotinho
Ele é uma daquelas caixinhas de surpresa, repleta de emoções. Um presente inesperado. E eu gosto disso, mas também tenho medo. -Gosto de como foi tão fácil ser dele, e eu nem digo apenas de corpo, mas de alma. E é como dizem. Não adianta, o coração não se pode controlar. Foi que nem um estralar de dedos. Eu nem percebi, mas no lugar de "saudade" havia teu nome. Ele é a minha falta de equilÃbrio, quando eu digo que tudo bem, eu não vou me apaixonar, quando já estou. Mas só ele consegue ser o meu ponto de paz, quando tudo parece desabar. E eu chamo de abrigo. Chamo de lar. Eu corro risco, eu sei. Não se pode olhar pra alguém assim? Ou se pode? Mas tudo bem. Não há regra. E eu não posso mudar tudo que sinto. E eu não posso evitar sorrir quando ele diz: -Eu gosto tanto de você, pãozinha.










