healing with love+tea
kim mingyu x leitora
nada como um noivo atencioso equipado com muito carinho, amor, remédios e habilidades culinárias para sumir com uma crise alérgica antes que ela te derrube por completo.
gênero: fluff, um pouquinho sugestivo
pt-br
conteúdo: leitora fem; insinuação sexual leve; mingyu noivo!!! muito preocupado, mas pronto pra tudo; leitora tá com alergia (obviamente) e mingyu ajuda muito.
avisos: !conteúdo sugestivo! (bem no final, carÃcias e afins, mas não muito detalhado pois não sou boa descrevendo mesmo); uso de apelidos carinhosos (bebê, amor, etc); menções a sintomas de alergia.
contagem: 2050 palavras (aproximadamente)
notas: olá! eu tenho o hábito estranho de postar muito tarde, desculpem. enfim, aqui vai um pouquinho de mingyu, pois ele é todo meu amorzinho. fiquei com isso guardado e não consegui postar ontem. revisei, mas pode ter errinhos, então peço desculpar de antemão.
a rotina doméstica ao lado de mingyu era uma das melhores coisas do mundo. e isso vindo de alguém que se negava a ter relacionamentos extensos ou aprofundar suas paixões. muitos encontros aqui, longos diálogos ali, um toque de amor sendo demonstrado de tantas formas que tornava difÃcil distinguir à quela altura qual exatamente era a tal "linguagem de amor" do seu noivo te levaram a atual situação.
kim mingyu era expert em presentear; expressar seu carinho com palavras, mensagens ou bilhetes; tinha o melhor abraço de todos e um beijo delicioso também, ele deve ter sido a inspiração pra quem inventou o beijo, seja lá quem tenha sido; cada segundo livre para estar com você seria muito bem aproveitado; e, é claro, ele sabia fazer de tudo, quase se sentia ofendido quando era você quem tomava a iniciativa de limpar, cozinhar ou qualquer outra coisa — parte se dava pela rotina dele ser um pouco mais flexÃvel do que a sua, parte por ele realmente querer fazer as coisas.
em falta de palavras mais adequadas para descrever, viver com mingyu era um sonho.
naquele dia, contudo, com a pressão persistente na sua cabeça, a dor que parecia se espalhar por cada músculo e a dificuldade de respiração devido à s vias aéreas parcialmente comprometidas, sua realidade quase onÃrica havia sido tomada por uma crise — muito possivelmente de sinusite ou qualquer outra coisa com "ite" que insistia em te perturbar.
mingyu soube que você estava doente no segundo que te viu abrir os olhos. ou ouviu, pois o simples processo de acordar tirou de você lamúrias e gemidos.
— ei, linda. tá sentindo o quê?
— tudo. tá tudo ruim, gyu — você choramingou, tentando achar uma posição confortável na cama.
— eu sei, bebê. mas pra eu cuidar de você, tem que me dizer o que tá ruim.
se ele tivesse que depender da sua comunicação restrita a resmungos para obter respostas concretas sobre o que te afligia, mingyu teria problemas. por sorte — ou muita prática e observação —, não era tão difÃcil desvendar o que estava te perturbando.
sua respiração estava esquisita, mal manteve os olhos abertos desde que acordou, seus movimentos arrastados. mingyu deduziu ser alguma crise alérgica. ele poderia dizer mais tarde, quando você melhorasse, que devia escutá-lo quando fala que frequentar um alergista era uma ótima solução. naquele momento, no entanto, recorrer à caixa de medicamentos era o mais indicado.
— vou pegar seus remédios e você pode dormir mais um pouco, ok?
— o trabalho... — você tentou formular uma frase sobre ter que avisar no trabalho que estava doente.
— eu sei, eu sei. vou mandar uma mensagem pra avisar, não se preocupa.
ter um noivo inteligente e atencioso era uma benção a qual te faria agradecer eternamente ao universo por ter sido afortunada.
em seu estado de semi inconsciência, você não soube quanto demorou para que mingyu voltasse com o remédio e um copo de água, mas ficou grata em tê-lo te ajudando, colocando-a numa posição melhor e te lembrando de dar pequenos goles para não se engasgar. ele dispensou seu agradecimento com um beijinho na sua cabeça, dizendo que sempre estaria ali para cuidar de você.
mingyu cumpriu fielmente o que disse, ficando ao seu lado até que você caÃsse no sono. durante o tempo em que você esteve desacordada, ele precisou fazer o sacrifÃcio de te deixar ali — claro que muito bem acomodada, coberta e com travesseiros o suficiente — para realizar a pequena lista de tarefas que elaborou em sua mente nos últimos minutos.
✓ verificar sua temperatura ✓ enviar mensagem para o seu trabalho ✓ organizar tudo para um chá quentinho ✓ preparar uma sopa leve e nutritiva
ele sabia que corria o risco de precisar lidar com suas reclamações sobre "comida de doente" — sabia também que a lamentação cessaria depois das primeiras colheradas —, porém era uma consequência aceitável para acelerar sua melhora. com tudo pronto, mingyu voltou ao seu posto, agora com o notebook para que pudesse trabalhar perto de ti.
instintivamente, ele parou periodicamente para colocar uma das mãos na sua testa e garantir que você não tinha ficado com febre, como costumava acontecer com frequência.
numa dessas vezes, o toque gentil bastou para te acordar, apesar de não tê-lo feito nas anteriores.
— desculpa, linda. não quis te acordar.
— tudo bem, já devo estar dormindo faz tempo — você observou, enquanto se arrastava para uma posição mais sentada, mingyu deixar o notebook na mesinha ao lado da cama.
— quase duas horas. se sentindo melhor? — ele segurou seu rosto com ambas as mãos, averiguando cada centÃmetro seu.
— tô sim.
— ok, mas só pra garantir, tem um pouco daquela sopa e tenho tudo preparado pra um chá.
como o esperado, você resmungou, mas não negou.
foi o bastante para deixar mingyu satisfeito, porém ele ficou radiante quando você não só agradeceu, como disse que estava realmente delicioso. não tomar aquilo com frequência não quer dizer que as habilidades culinárias de seu noivo não devam ser devidamente valorizadas.
elogiar cada pequena coisa que mingyu fazia com constância era gratificante, ele sempre receberia cada enaltecimento com um sorrisinho fofo que te fazia enchê-lo de beijos. ele agiria como se não fosse uma grande coisa, mas para ti, ele merecia todo o reconhecimento.
o que se tornava mais do que um incentivo para mingyu. ver seus olhinhos encantados quando ele aparecia com algum novo projeto finalizado, um novo prato que aprendeu, fotos tiradas no caminho para casa. ele queria te mostrar e contar cada acontecimento, pois você transformava todas as pequenas coisas em algo importante, fazendo-o se sentir não no topo do mundo, mas como se ele fosse o único nele. da mesma forma que você sempre seria para ele.
portanto, o homem levou como seu dever oficial fazer aquela alergia ir embora o mais rápido possÃvel. mingyu até tentou evitar que chegasse a isso, tendo coberto você com algo mais quente durante a madrugada, quando o próprio acordou com frio devido à queda brusca na temperatura. mesmo com seus cuidados, isso acabou te afetando. porém nada que mais cuidados de kim mingyu — e talvez um pouco de persuasão para te levar à uma consulta quando se sentisse mais disposta — não pudessem resolver.
depois que ele garantiu que você não estava se sentindo fraca nem tão dolorida, mingyu te acompanhou num banho quente. no seu antigo apartamento, era uma missão impossÃvel dividir o box com ele e todo o seu tamanho. você jamais falaria em voz alta, embora tenha certeza que ele saiba, porém o box mais amplo te fez gostar muito mais da moradia atual. vocês tinham espaço o bastante para que pudessem esfregar um ao outro sem baterem na porta ou na parede — nem mesmo a cabeça de mingyu batia na ducha.
no entanto, mesmo com todo espaço, você acabaria agarrada à mingyu em algum momento. talvez ele mesmo tenha te puxado pra perto, quem sabe. era necessária muita consciência sobre o consumo de água para que seus banhos não se estendessem demais. contudo, mingyu alegou que "o vapor do banho ajuda na sinusite" como justificativa para uns minutinhos a mais.
depois de estar muito bem seca — seu quase enfermeiro também garantiu que esse processo fosse bem executado porque "o vento gelado pode te fazer piorar" — e quente, seu noivo continuou seus zelos com você.
— você não precisa ajudar nisso, amor. é fácil — você tentou convencê-lo, mostrando que podia sim fazer uma massagem facial em si mesma.
— foi minha ideia, e eu quero fazer — mingyu insistiu naquele tom dengoso.
— eu sei, e foi uma ótima ideia. mas pode ser meio nojento, sabe?
dessa vez, ele pareceu ter levado isso como uma ofensa. você mal teve chances quando ele afastou suas mãos do rosto, usando agora os próprios dedos cheios do creme que você aplicou antes, para tomar seu lugar e massagear toda a região indicada pelo tutorial do especialista que assistiram minutos atrás.
você teve que admitir que mingyu fez aquilo muito melhor do que você, o equilÃbrio perfeito entre movimentos delicados e pressão ideal. e acabou não sendo tão nojento quanto o esperado. no mais, aliviou a sensação incômoda de antes. devendo um pedido de desculpas, você encheu o bico ainda consternado de mingyu com selinhos, transformando-o rapidamente num sorriso
— te amo e obrigada, você fez isso muito bem.
— sou ótimo com tudo que é manual — você fingiu não notar o leve tom insinuativo, se virando de costas para voltar pra cama.
pouco adiantou, pois depois de meio passo você foi puxada para trás e atacada com selares e mordidinhas no pescoço
— mingoo... — hmm — ele murmurou, sem tirar a boca de perto de você. — deita comigo? — não, senhorita. vou pegar uma infusão pra você, você vai gostar muito dessa.
então ele te deixou ali, sumindo de sua vista. quando você o seguiu, realmente o encontrou concentradÃssimo fazendo exatamente o que disse.
— kim mingyu. — oi, bebê — aquele timbre manso, olhos brilhantes e a boca mal contendo o sorriso. o combo de kim mingyu bancando o sonso. — você me paga, viu. — eu só lembrei do chá, amor. — besta.
notando que, como de costume, você não estava realmente chateada, mingyu riu.
— eu te pago depois, não se preocupa. isso, é claro, depois que você estiver se sentindo melhor — então, como se nada tivesse acontecido, seu noivo voltou a prestar atenção no cuidadoso processo de infusão.
foi um tanto fofo vê-lo dar toques minuciosos para que não somente as ervas te ajudassem, como para que o sabor estivesse do jeito que te agradava. e, como sempre, mingyu acertou perfeitamente.
ele não tirou os olhos de você enquanto bebia o lÃquido quente, nem depois disso, quando você insistiu em adiantar pelo menos parte do que podia do trabalho. mingyu lutou para te convencer, porém conseguiu te tirar da frente do notebook, com a promessa de que te daria toda a atenção, carinho e o que mais você quisesse — ele já tinha te convencido, mas não fazia mal algum querer um pouco mais de mingyu para si.
ao final do dia, você teria dado ao mingyu, se pudesse, um diploma com honrarias pelas habilidades. ainda havia um incômodo aqui ou ali, afinal o clima ainda estava daquela maneira que castigava seu sistema imunológico, contudo tê-lo cuidando de ti tornou tudo muito mais suportável. pois, além de te confortar como ninguém, cada conhecimento — antigo ou recém adquirido durante aquele dia — pôde afastar algum dos sintomas que mais te perturbavam.
— obrigada por cuidar muito bem de mim, dr. mingoo — ele riu, te trazendo mais uma vez para deitar sobre ele, depois de te fazer tomar mais uma dose de medicamentos.
— você foi uma paciente muito fofa. meio carente, mas adorável demais pra eu negar qualquer coisa.
— mas você já negou coisas pra mim hoje — levou alguns segundos para mingyu compreender, rindo quando se lembrou.
— eu disse que você tinha que estar se sentindo melhor.
— mas eu to — você choramingou.
então mingyu cedeu, incapaz de dizer não pra você o olhando assim.
— tudo bem, mas você tem que continuar quietinha me deixando cuidar de tudo, pode ser?
você perdeu um pouco da capacidade de raciocÃnio para elaborar uma resposta quando os beijos dele trilharam do seu rosto até seu colo, passando por aquele lugarzinho especÃfico no seu pescoço que te deixava com as pernas fracas.
as mãos dele sob sua roupa deixaram um rastro de arrepios, mesmo sem encostarem nos locais que você mais queria.
embora tenha demorado para que você entendesse que ele realmente queria ouvir uma resposta de você, bastou que mingyu parasse de descer suas mãos e beijos pelo seu corpo para obter a confirmação verbal de ti. não foi nada além de um "sim, continua, por favor", antes que mingyu voltasse a tocar cada pedacinho em você — com um sorrisinho convencido nos lábios, pois ele sabia exatamente quais te faziam suspirar e se contorcer em êxtase.
antes, durante e depois, mingyu foi absolutamente gentil e suave, colocando seu conforto e prazer acima do dele, assegurando que cada parte de você recebesse a devida atenção e carinho.
da mesma maneira que te limpou e vestiu — apesar de você insistir, mais uma vez naquele dia, que eram umas das coisas que poderia fazer sozinha —, ele te acolheu em seu abraço, desta vez tendo total certeza de que nenhuma brisa fria iria alcançar você.











