breaktime ☕
@bcu-jjihoon
Quando entrava em modo automático era difícil dizer o que tinha feito ou não, de acordo com os emails e históricos bancários, Emi podia afirmar que tinha feito tudo que deveria naquele dia. Assistiu a uma palestra, anotou o que tinha para anotar dela, conversou com um físico experiente e tirou sorrisos dele, mas nenhum de seu pai. Acompanhá-lo em um dia era mais exaustivo do que várias semanas seguidas de provas, no entanto ali não havia o alivio com o termino, somente a angustia da pressão do olhar, as memórias estragadas e o sentimento de derrota. No final das contas, esforçar-se para agradá-lo a destruía lentamente e não tinha nada que pudesse fazer para sentir-se melhor.
Naquele exato momento tinha comprado dois cafés e, de certo modo, aquilo não era um bom sinal. Respirou fundo, negando com a cabeça e tentando afastar o semblante arrasado que surgiu em sua face. Ninguém havia morrido e tudo estava bem. Comprou dois cafés como se tivesse alguém para dar, mas não tinha mais. E estava tudo bem. Caminhou todo o trajeto de volta para o dormitório, guardou suas coisas e trocou de roupa. Ainda existia o café. Dois copos de cafés em cima da mesa. Pensou em todas as possibilidades do que devia fazer com ele e, de repente, lembrou que estudantes assíduos precisam de café. Emi precisava de café também. Calçou os sapatos e direcionou-se para a biblioteca, esperava que os copos permanecessem quentes e fechadinhos. Felizmente não derrubou, ninguém esbarrou consigo e tudo de errado que podia acontecer já tinha acontecido e o resto do dia só tendia a melhorar. Encontrou o rosto conhecido que queria no local e então sorriu, aproximando-se sem fazer muito barulho. Sentou-se ao lado de Jihoon certificando que esse já tinha notado sua presença para não assustá-lo. — Você gostaria de um café, huh? Eu pensei exclusivamente em você para trazer. Nós não conversamos muito, mas passamos varias horas juntos. Acho que passou o tempo de eu ser simpática. — Disse em um tom doce e sussurrado para não atrapalhar o resto das pessoas que estavam ali. — Espero que não esteja atrapalhando, também. — Torceu o nariz, finalmente abrindo o seu café e deixando a fumaça sair dele. — É Latte. Você não odeia, odeia? — Fez uma careta com aquela possibilidade.









