"SerĂĄ que eu posso ter mais um beijo? Encontrarei um fim em seus lĂĄbios e irei embora. Talvez tambĂ©m mais um cafĂ© da manhĂŁ, almoço e jantar. Eu ficaria satisfeita e feliz, e poderemos nos separar. Mas entre as refeiçÔes, talvez a gente possa deitar na cama mais uma vez, mais um momento prolongado, em que o tempo se suspende indefinidamente enquanto eu coloco minha cabeça no seu peito. A minha esperança Ă© que se a gente tivesse mais disso seria como ter uma vida inteira, e eu nunca vou chegar na parte em que tenho que te deixar ir. Mas isso nĂŁo Ă© real, Ă©? NĂŁo tem mais momentos. Eu te conheci quando tudo era novo e emocionante, e as possibilidades do mundo eram infinitas e elas ainda sĂŁo, pra vocĂȘ, pra mim, mas nĂŁo pra nĂłs. Em algum lugar entre o antes e o agora, ou aqui ou lĂĄ, a gente nĂŁo sĂł se distanciou, a gente cresceu. Quando alguma coisa quebra, se os pedaços sĂŁo grandes o bastante, dĂĄ pra consertar. Infelizmente, as vezes as coisas nĂŁo quebram, se despedaçam. Mas quando a gente deixa a luz entrar, vidro despedaçado brilha! E nesses momentos, quando os pedaços do que a gente era brilharem ao sol, vou me lembrar de como foi lindo, de como sempre serĂĄ lindo, porque Ă©ramos nĂłs, e nĂłs Ă©ramos mĂĄgicos. Pra sempre."