Tristan Miguel Herrans Duarte
Jax, ela/dela, +18, trigger com transtornos alimentares. Eu estudo durante a semana, mas costumo jogar mais pro horário da noite, especialmente no início da semana. Provavelmente não vou entrar mais de duas vezes por semana por conta das demandas universitárias.
MICHAEL CIMINO? Não! É apenas TRISTAN MIGUEL HERRANS DUARTE, ele é filho de POSEIDON do chalé 3 e tem 22 ANOS. A TV Hefesto informa no guia de programação que ele está no NÍVEL I por estar no Acampamento há ALGUMAS SEMANAS, sabia? E se lá estiver certo, MIGUEL é bastante OTIMISTA mas também dizem que ele é PREGUIÇOSO. Mas você sabe como Hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
MUSE F dos interceptados.
Marisol Herrans nunca foi de falar muito sobre a sua infância e adolescência, e Miguel nunca se deu ao trabalho de perguntar muito. Ele sabia apenas o básico: que a mãe tinha tido uma infância difícil em Porto Rico e perdido os pais quando ainda era um bebê, então aos sete anos foi adotada por um homem que a levou para viver nos Estados Unidos e lá ela morou por vinte anos, até se casar com Alex Sandro Duarte e se mudar para o Brasil. Todos os detalhes que o garoto sabia, começavam a partir do casamento de seus pais. Ele sempre havia admirado a união dos dois, como eles pareciam cúmplices em tudo, como sempre sussurravam pelos cantos como se mesmo depois de tantos anos juntos, ainda tivessem segredos como adolescentes se escondendo dos pais. Era uma relação linda e invejável, e o amor dos dois pelo único filho também era bem claro.
Miguel cresceu como um garoto de classe média como qualquer outro na baixada santista. Ele era, sim, uma criança difícil. O TDAH dificultava a sua vida na escola, as confusões que ele causava dificultavam ainda mais e, muitas vezes, traziam problemas para seus pais. Ele sabia que tinha algo de diferente consigo, mas a mãe sempre o tranquilizava. Ele era igual a ela, afinal. Ambos eram cheios de espírito, incompreendidos, amantes do mar e fascinados pelo misticismo envolto na natureza. As confusões na escola, mesmo que às vezes acabassem com alguém ferido, sempre eram abafadas por Marisol, que usava de seu charme encantador para convencê-los de que nem era tudo aquilo. Ela sempre tinha um jeito para tudo e, com o tempo, ele aprendeu com ela a usar seu sorriso e seu charme para que todos acreditassem nas suas palavras.
A relação de Miguel com a mãe era extremamente próxima. O pai era incrível, amava-os incondicionalmente e fazia de tudo pela família, mas era com a mãe que Miguel se identificava. Ela nunca havia duvidado de que ele às vezes via coisas que não deveriam existir. Pelo contrário, ela validava suas preocupações e explicava que ele, assim como ela, podia ver coisas que outras pessoas não podiam, mas que aquilo deveria ser um segredo. Então ela lhe contava histórias. Hora eram apenas mitos gregos, a história de como Odisseu cegou Polifemo, ou como Hércules derrotou o Leão de Nemeia. Outras horas, eram histórias inventadas por ela, como a de uma menina filha de uma bruxa malvada que escapou de um covil de monstros usando seus poderes telecinéticos para desabar uma caverna em cima deles. Essas últimas eram as favoritas de Miguel, amava ouvir sobre as peripécias da pequena bruxa e a mãe adorava contá-las, às vezes também escrevendo essas histórias em diários, mas ela nunca o deixava ler. Dizia que essas eram apenas para quando ele fosse mais velho, que tinham conteúdo adulto que criança não deveria ler, e ele acreditava. Apesar de tudo, era extremamente obediente em relação à mãe, a aura de medo que ela emitia quando irritada era suficiente para garantir isso.
Marisol também ajudava com as coisas que Miguel podia fazer. As vezes em que fez gotas de chuva flutuarem ao seu redor, ou quando se irritou e esquentou tanto a água de um copo que o fez explodir em sua mão. Ao invés de brigar ou duvidar do que ele contava, ela apenas limpava sua bagunça qualquer que fosse e o ensinava a controlar as emoções para não fazer coisas parecidas. E ele sabia que aquilo provavelmente se devia ao fato de que ela podia fazer coisas semelhantes, mais de uma vez achou que a viu fazendo algo que estava longe demais na mesa deslizar até si, mas ela sempre negava esse tipo de coisa, dizia ser invenção de sua imaginação fértil, que estava pensando demais nas histórias que ela o contava. Então o distraia chamando-o para ir brincar na praia, algo que ele nunca havia sido capaz de negar.
Afinal, Miguel cresceu com os pés na água. A mãe sempre dizia que, enquanto ele estivesse perto do mar, estaria seguro, a casa em que viviam sendo tão próxima da praia que ele podia sentir o cheiro da maresia entrando pela janela de seu quarto. E ele sempre acreditou que era ali onde ele pertencia, era inegável o quão vivo ele se sentia quando tinha as ondas batendo em seu corpo. O efeito de entrar em lagos, rios e piscinas existia, de maneira mais moderada, mas era no mar que ele realmente se sentia bem. Por isso, não foi nenhuma surpresa quando, pouco depois de aprender a andar, ele já estava sendo colocado em cima de uma prancha. Era inegável que ele tinha talento para o surfe, quase como se fizesse o mar agir a seu favor. Mal havia entrado na adolescência quando começou a participar de competições amadoras e não demorou muito para que estivesse competindo de maneira profissional. A mãe não era a maior fã de que ele se profissionalizasse, tentou convencê-lo do contrário, que mantivesse o surfe apenas como um hobby, mas por que ele faria isso? Por que jogar fora um talento tão raro? Pela primeira vez na vida, ele não lhe deu ouvidos, investiu na carreira profissional e começou a vencer diversos prêmios nacionais e mundiais, se tornando um surfista renomado mesmo com tão pouca idade.
Mesmo não aprovando sua escolha de carreira, seus pais eram seus maiores apoiadores. Sempre estavam por perto torcendo por ele, viajando para vê-lo competindo e lhe comprando tudo o que precisava para que ele continuasse. Ele não sabia na época, mas as constantes viagens e uma mãe poderosa por perto era o que o havia protegido até o momento. É claro que ele havia tido sua parcela de encontros com monstros na vida, mas na maior parte do tempo, tudo acabava bem e ele se esquecia do que havia acontecido. Até aquela viagem para os Estados Unidos.
Ninguém nunca explicou para Miguel o que estava acontecendo. Ele já havia viajado para a América do Norte em competições algumas vezes, mas não era um lugar que escolheria para passar as férias, então não entendia o que a mãe queria fazer ali tão desesperadamente. De qualquer forma, aquilo não tinha o sentimento de viagem de férias. Tinha o sentimento de viagem de negócios. Como se tivessem um prazo para fazer alguma coisa. Mal se acomodaram na casa onde Marisol morava quando era criança no Brooklyn — deixando os pertences e as várias malas com diários que sabe-se lá porquê ela havia levado para aquela viagem — quando saíram rapidamente. A desculpa era que iam apenas fazer uma trilha em uma floresta, mas o menino podia ver que procuravam alguma coisa pelas árvores. O que quer que procurassem, nunca encontraram. Aquela criatura enorme os havia encontrado primeiro. Miguel o conhecia muito bem das histórias que a mãe lhe contava. O Leão de Nemeia. Mas como?
Ele não sabia lutar, nunca tinha sido ensinado. Mas Marisol Herrans não pensou nisso quando o mandou pressionar o anel em forma de tridente que ela lhe havia dado quando completou dezoito anos. Ele levou um susto quando um pesado tridente surgiu em sua mão. Não fazia ideia de como usar aquilo e quase tropeçou no cabo do tridente, o que lhe custou um tempo precioso enquanto a mãe habilmente lutava contra a criatura usando uma espada que ele nunca tinha visto na vida. Ele tentou, tentou mesmo fazer alguma coisa, mas era demais. Aquela criatura era grande demais, e Miguel não tinha qualquer experiência em luta. Não teve tempo de viver o luto pelo pai quando ele teve uma parte de seu ombro abocanhada pelo leão e caiu sem vida, pois a criatura logo também atacava sua mãe. Ele só não foi a terceira vítima pois foi salvo por uma garota desconhecida.
Tudo daí para frente foi como um borrão para ele. A viagem até o Acampamento, sua chegada ali, até mesmo a conversa com Quíron se pareceu como algo saído de um pesadelo. Tudo aquilo sobre ele ser filho de Poseidon, como ele podia quando ele tinha um pai? Um pai presente e carinhoso com o qual ele não se parecia em nada e isso sempre tinha lhe sido apontado por todo mundo, mas… Ele era seu pai. E, agora, ele aparentemente tinha um pai divino, que explicava tudo o que lhe acontecia desde criança, mas não explicava o que acontecia com a mãe, então o que mais ele não sabia? E o que exatamente ele está fazendo ali? Só o tempo poderá responder.
PODERES: Manipulação molecular (H2O) — Miguel consegue (teoricamente, quando aprender a usar) manipular as moléculas de água da maneira como quiser. Ele não pode criar água a partir do nada, mas pode extrair as moléculas de qualquer coisa que tenha água e com isso criar novas formas e mudar o estado das moléculas. Porém, ele também não pode aumentar a quantidade ou tamanho das moléculas, portanto só pode manipular exatamente a quantidade de água a que ele tem acesso.
HABILIDADES: vigor sobre-humano e durabilidade sobre-humana
ARMA: Um tridente de bronze celestial com o nome Maresia incrustado na base do seu cabo. Sua mãe lhe presenteou com o anel quando ele completou dezoito anos, mas Quíron lhe contou que o anel originalmente era de seu pai, Poseidon, e que ele havia presenteado Marisol com ele muitos anos antes.
Canoagem (equipe vermelha)
Parede de escalada (individual)
Permite que a central use seu personagem para desenvolver o plot?
Permite que a central use seu personagem em plot drop, eventos, task ou atividades extras sem aviso prévio?