os aliens de toy story nunca fariam isso @timedicar
Suree tinha prazeres bastante. . . estúpidos. Mas pelo menos eram também inocentes, ainda que alguns pudessem dizer que pendia ao vício quase como o dos jogos de azar. É que no fim das contas, de pouquinho e pouquinho, o quanto Suree gastava em fliperamas podia chegar a um valor nada pouquinho. Ela sabia que aquelas máquinas eram um roubo; que eram feitas para te encher de esperança e acabar com você com as garras que soltavam bonecos no último segundo. Ela sabia. Mas a vontade de soltar um ‘HA!’ era mais forte. E ela tinha dinheiro. Era possível encontrar fliperamas com várias máquinas de gancho em cada esquina de Seoul, foi onde seu hobby começou. Era difícil ignorar os ursinhos adoráveis que a encaravam pelo vidro todas as vezes em que passava por eles. Em Jeju a quantidade de arcades era incomparavelmente menor, mas a ilha não havia escapado da cultura de jogos - logo, Suree também não. Normalmente, eram ela, um grupinho de garotos fardados ou um casal e outro, onde um deles sempre estava tentando pegar um bonequinho bonitinho que o parceiro torcia para conseguir. Suree já estava a um tempinho mais longo que o normal do lado de fora namorando a ideia de ir ou não ir. Daquela vez, o grupinho de estudantes estava maior e nenhum casal tinha surgido ainda. Dinheiro trocado ela já tinha, mas não seria problema: eles tinham máquinas na entrada para quem quisesse trocar as notas ou mesmo sacar. Foi com um pé já dentro do fliperama que ela reconheceu um cheirinho de. . . de trufa de maracujá. Bom, não exatamente isso, mas a lembrava disso e fazia a boca salivar. “Você!” Suree exclamou depois de puxar o ar. Bom, ela não podia dizer com certeza que era a mesma mulher do baile, mas já sabia como fugir se fosse uma gafe. “Tem exercitado viver sem arrependimentos?”










