“Eu já disse que posso ir sozinha, eu não preciso de ajuda!” Ela insistiu, dessa vez elevando um pouco a voz na direção de @salvatorexdamiano. Seus olhos caíram sobre Agnes, a senhora que continuava insistindo que não era uma boa ideia que Alexandra fosse sozinha. Era fim da tarde e logo poderia escurecer, era o que ela dizia. Não percebiam que ela não se importava? Era capaz de retornar em segurança e sentia que o homem mais a atrapalharia do que facilitaria as coisas. Havia certa dor pelo ferimento, mas imaginava que talvez o padre sentisse ainda mais o ombro - não porque o ferimento era pior, mas porque ele era muito mais frouxo. Conheciam-se há pouco tempo, mas a mulher carrancuda já tinha uma opinião formada sobre todos ali. Ela tinha excelente memória e não tivera qualquer dificuldade em assimilar nomes e rostos - e o jeito do padre Salvatore a incomodava logo de casa. Além disso, ainda tinha que lidar com sua fiel seguidora, Abigail, o defendendo e o livrando de qualquer problema. Irritante, ela era irritante - talvez até pior que o homem. Quando Gallagher percebeu que não teria como fugir da companhia, se virou para ele, balançando a cabeça negativamente. “Eu não quero que você vá. Mas se você vai, vai fazer o que eu disser, como eu disser e quando eu disser. Se for ficar falando demais ou atrapalhando o processo das coisas, nem precisa vir. Eu já disse que consigo fazer isso sozinha e arrumar comida para todos nós.” Presunçosa, é claro - mas se perguntassem a ela, apenas diria confiante sobre o que dizia. Era teimosa e não queria aceitar ajuda alguma - era uma pessoa que trabalhava muito melhor sozinha do que em parcerias, e aquela era uma das razões para ter acabado se machucando e se aposentando do exército. Prendeu o canivete na calça e colocou o isqueiro no bolso. Pegou a madeira improvisada e colocou uma mochila vazia nas costas para encher de possíveis comidas ali. “Vamos logo, padre”












