Moisés construiu um altar e chamou-lhe "o Senhor é minha bandeira".
A polarização entre as bandeiras ideológicas, a meu ver, é o maior problema social e político do Brasil hoje, seguindo uma tendência internacional deflagrada pela enorme influência das redes sociais no comportamento humano. O algoritmo das redes organiza o acesso às informações de acordo com o engajamento: quanto mais se curte e comenta determinado assunto, mais o sistema registra esse posicionamento como a preferência absoluta do usuário.
Com essas informações, o algoritmo seleciona para aquela pessoa apenas notícias e opiniões que confirmem o que ela já pensa. Se o usuário não tiver o cuidado de buscar fontes diversas e confiáveis, ele acaba sendo levado pela maré de suas próprias convicções. Sem acesso ao contraditório, radicaliza sua opinião e passa a ser alimentado por intrigas que só acirram os ânimos na defesa do "seu lado" e no ataque ao "lado contrário". Com isso, os conflitos políticos são potencializados e, como vemos hoje, separam amigos e familiares numa polarização esdrúxula e destrutiva.
Essas bandeiras ideológicas tomam o lugar de Deus no coração de todo aquele que age por paixão partidária. Qual é o problema disso? A falta de amor. A falsa deusa "ideologia" não nos manda amar; ao contrário, manda-nos defender com parcialidade o seu ponto de vista. Nesse contexto, o seguidor da "deusa" quer ganhar discussões a todo custo: "quando faltar argumento, derrube a mesa, jogue cadeiras, provoque o caos". Entre os mandamentos implícitos da ideologia, encontra-se a ilusão de superioridade moral. Dessa arrogância, inevitavelmente, nascem os atos de violência.
Tudo isso acontece porque muitos não consideram o Senhor a sua bandeira, a exemplo de Moisés, o líder justo que libertou os hebreus da escravidão do Egito. Quando a nossa bandeira é o Senhor, nosso coração se compromete com o amor, e isso frutifica em justiça. Um bom líder não coloca seus seguidores contra ninguém, pois, ao fazer isso, está servindo aos interesses das potestades do mal — alimentando a intriga, que é a maior arma de Satanás.
Salvador, 21/01/2026, 7h27