UM PEQUENO MUNDO
Nascer pra ver isto. Criminalizam tudo e você não tem opção, será um criminoso, melhor já nasce, se não mustafá. Szkoda. Quem se fez saqueando e matando peles-vermelhas, vai ter pena de quem mais? Adeus arde querida, nunca mais nos deixarão pisar-te, não fomos nós que vos expulsaram daqui, teus inimigos, com quem fizestes alianças, sim. Eroares doutros, pagamo. Dafas, somos, nesta alfurja. Que castigo o nosso. Ficareis sobre esta terra esturricada, em pé, sem sono, sem repouso, sem água e sem pão. Debalde suspireis e chorareis, quem para aqui vos mandou, implacável, vingativo e sanguinolento é, pois, bem teve com quem aprender; cuideis então, em vos consolardes, que daqueles lá, não tereis ouvidos. Condenados a calar, matam-nos por uma palavra, por um retrato e até por um sorriso que tomam por ironia, desprezo. Os mesclados, muitos, frutos de tráfico, os piores. Perdidos no passado, descarregam sua sanha. Aí, ai que vida! Arangaje é o que comemos. Sábios, se dizem. Será? Maior o chicote, maior o gorroto. E clamam, e clamam e batem e batem. Se fazem de ouvido mouco, medo de perderem as rodas, vultuosas, muitas. E nós? Rodas compram cabeças, conquistam mundos. Um curumim grita aqui, uma damosela chora acolá, vale de lágrimas que não estanca o fogo das estrelas. Desigual quibeto, deixa estar com suas marcas, sua empáfia, melhor ri, quem por último faz. A cimitarra tem melhor corte.












