Antes do cinema veio o quadrinho. E tudo era belo e original. Não existiam modelos prontos, formas de, mas caminhos para. Mesmo o cinema sugando mais do que regorjitando, é inegável a sua influência na maneira de fazer quadrinhos. Mas os quadrinhos, arte medieval - compare o horizontalismo românico e os quadrinhos de Colin, sempre se reinventam. É só ver a lista dos últimos blockbusters de Hollywood. No entanto, sem querer romantizar esse perÃodo pré encontro entre quadrinhos e cinema ou demonizar o cinema, e sim apontar escolhas estilÃsticas que foram e são feitas por todos que se dedicam à nona arte como ofÃcio e sacerdócio, trago essas duas leituras de #FlavioColin, artista brasileiro de #quadrinhos que se tornou memoroso pelas escolhas artÃsticas que fez. "Filho do urso" e outras histórias e Fantasmagoriana & outros contos sombrios são obras publicadas depois de 2002, ano da morte de Colin. Na primeira obra mencionada, @goncalojunior2016 apresenta uma seleção de várias fases da carreira de Colin. É muito legal ver o seu estilo ir se refinando ao longo das produções e escolhas feitas. Na segunda leitura vemos a sua parceria mais notória, #WellingtonSrbek, em histórias de terror. Aqui temos o estilo de Colin estabelecido, em grande formato de publicação e textos de Srbek que revelam um pouco mais do artista em suas preferências, dramas e anseios. Viva Colin, talento nacional que tem um desenho e uma narrativa tão vanguardistas que fazem com que possam ser aplicadas em histórias de terror, humor ou amor. #Colin fazia quadrinhos como quem criava uma nova arte para que todos pudessem se expressar. https://www.instagram.com/p/B4XZe9jlGT3/?igshid=dg56hsqx6g0g