Ele morde os lábios e os olhos de Carmen se voltam para ele. Ela se sente atraÃda como um Ãmã, puxada pela porta. Cada vez que se aproxima ela consegue sentir a respiração de Henry mais próxima.
"Henry..."
Ele se aproxima. A pele dele cheira a algodão. Carmen sente que em qualquer momento irá se afogar nos olhos azuis de Henry.Â
Â
Henry se inclina e seus lábios se aproximam da janela. Carmen percebe que estão a centÃmetros de se tocarem.
"Preciso que você seja muito forte, Carmen. Sinto muito."
"O quê? Como assim? Do nada?"
Os guardas entram no corredor. Henry se senta na beirada da cama em silêncio e Carmen fecha a janela. Um dos guardas se aproxima com uma expressão preocupada.
"Carmen, acho melhor você ir pra casa..."
"O que está acontecendo?"Â
"Conseguimos afastar os jornalistas, vá rápido."
"Por favor, posso ligar pra minha irmã pelo seu celular? Meus celular descarregou e...bem meu carregador tava lá dentro..."
Ela aponta pra casa carbonizada. A mentira funciona e o policial empresta o celular. Ela liga pra Tess, que atende imediatamente. Carmen por um segundo não acredita no sucesso de seu plano e fica em silêncio.
Tess: Alô?Â
Carmen: A mamãe morreu.
Carmen escuta um barulho alto, como se algo tivesse caÃdo no chão.
Carmen beija Henry novamente. Ela enfia levemente a lÃngua dentro da boca de Henry, suspirando. Nenhuma imagem aparece. Ela continua, aumentando a intensidade dos beijos. Henry desliza as mãos nos quadris de Carmen, puxando-a para sentar em seu colo. Carmen fricciona os quadris em Henry, que geme levemente.Â
"Carmen..."
Ela continua beijando Henry, na esperança de obter alguma imagem, mas tambem tomada por um desejo antigo. Henry empurra os quadris pra cima, fazendo com que a ereção por baixo do macacão de cadeia friccione na entrada de Carmen, que geme, rebolando lentamente.
"Carmen... eu..."
Ela rebola mais rápido e Henry geme mais alto.
"Por favor, Carmen..."
"Me diga onde está o Ra's Al Ghul, eu não consigo ver..."
Carmen parece envergonhada. Claro que ela queria informações, mas ela não consegue negar os sentimentos que nutre por Henry.
"Não, Henry...eu..."
"Sabe, você poderia simplesmente ter perguntado, não precisava me usar...eu não acho que você deva ir atrás dele sozinha, mas ele está em um evento da prefeitura hoje. Agora me deixe em paz."
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TW: menção a crimes, violência, crimes, flerte, menção a infidelidade.
Carmen. Nascida em 27/06/2002. Interna em Arkham. Supervisor: Hugo Strange.
Carmen analisa o cartão. Sua foto de identificação precisou ser tirada seis vezes pois ela não conseguia parar de sorrir. Trabalhar em Arkham sempre foi seu sonho. Ela acreditava que uma simples música e um pouco de tinta eram capazes de transformar caras tristes em sorrisos alegres. Seu maior defeito sempre foi seu otimismo. Precisariam de toneladas de tinta para colorir a cidade de Gotham, sorrisos se tornaram cada vez mais raros com o passar dos anos.
Ela utiliza o cartão para acessar a sala dos funcionários, localizando o escaninho onde apoia a mochila enquanto guarda o walkman e os fones de ouvido. Carmen gosta de antiguidades, sempre foi fascinada por músicas dos anos 20 e romances policiais.
Professor Strange entra na sala sem fazer muito contato visual.
"Senhorita Carmen? Me acompanhe por favor."
Ela tenta acompanhar o ritmo do supervisor.
"Preciso chegue dez minutos mais cedo a partir de amanhã, não tolero atrasos."
Ela concorda rapidamente com a cabeça.
"Claro, desculpe."
"Sabe, Carmen, poucas pessoas optam por esse internato..."
Eles continuam andando, passando pela sala de arteterapia, onde Carmen vê pacientes com uniformes brancos sentados. Ela vira levemente a cabeça tentando entender o motivo de não terem parado naquela sala.
"...Acho que a maioria das pessoas têm medo de trabalhar aqui, sendo bem sincero..."
Ao chegarem no subsolo Carmen vê outro portão, ainda mais reforçado que o anterior. O professor passa o cartão de acesso novamente, fazendo com que o portão abra. Guardas coletam as informações de Strange e abrem um segundo portão, menos reforçado mas igualmente intimidador.
Carmen vê diante de si um corredor cinza com travas grandes em todas as celas.
"Vem, vou te mostrar onde você vai ficar."
Os olhos de Carmen se arregalam mais. Essa não era a ala de arteterapia.
"Fale presidiário, Carmen... não se preocupe, não terá contato com o 808."
"O que ele fez?"
"Serial Killer."
Os olhos de Carmen se arregalam.
"Fique longe dessa cela, ok?"
"E a segurança máxima?"
"Só...fique longe."
Carmen assente com a cabeça.
Ao fim do turno Carmen está fazendo suas anotações sentada em sua mesa no corredor. Professor Strange precisou atender um chamado nas alas superiores e se retirou.
Ela folheia as anotações, os olhos percorrendo as palavras escritas com rapidez, na intenção de memorizar cada informação.
Ela escuta algo e ignora pensando que pode ser o cansaço.
"Não, Tess fugiu da cidade, seu pai está definitivamente preso em Arkham...pergunte ao seu supervisor querido o que ele faz no subsolo 4"
Carmen fecha a janela com raiva e volta para a mesa. Como ele sabia o nome do pai dela, de Tess...? Ela pensa que deve ter mencionado alto para o professor no dia anterior.
As portas se abrem e ela vê um laboratório digno de um filme de terror. Furadeiras, instrumentos de tortura, serrotes, tesouras, amarras, jarras com pedaços não identificáveis. Celas.
"...preciso da sua ajuda para documentar minha pesquisa para a cura das enfermidades mentais."
"Bem...alguns são presidiários... outros estão aqui a mais tempo do que eu, por decisão do Dr. Arkham...essa pesquisa partiu dele.."
Carmen lê as fichas dos pacientes e vê uma descrição que bate com a de seu pai. Seus olhos se enchem d'água.
Professor Strange abre uma cela e um homem se arrasta pedindo ajuda.
"Por favor, me tire daqui, moça...por favor! Eu-"
Strange injeta um lÃquido no homem que para de falar. Ele percebe o terror nos olhos de Carmen.
"Isso vai revolucionar o mundo, confie em mim..."
"Confio no senhor."
Carmen força um sorriso. Ela documenta o processo, com muita dificuldade, coletando toda informação possÃvel. Professor Strange parece realmente confiar nela ou na ingenuidade que ele pensa que ela possa ter.
Ela olha para o paciente torturado, como uma promessa de dias melhores.
Chegando em casa Carmen junta toda sua coragem e liga para Tess, após um ano de sua última conversa. Caixa de mensagem.
Dias se passam e nada da resposta de Tess. Carmen liga outras vezes sem sucesso.
No trabalho, faz um bom tempo desde a vez em que desceram para o subsolo 4. Strange estava ocupado com uma ação da prefeitura para garantir a segurança de Arkham e seu sistema anti-fuga.
"Princesa, você deveria procurar a Katie... nós temos um histórico..."
"'Carmine Falcone serial killer?', 'assassinatos ligados ao centro de proteção a mulher da famÃlia Falcone'?"
Carmen arregala os olhos em terror. Ela envia todos seus registros dos experimentos humanos para o email de Katie, que estava disponÃvel no site do jornal.
"Filha, sei que eu deveria ter contado isso a muito tempo...me desculpe...vou deixar o seu almoço de amanhã pronto."
Ela se retira e Carmen vai dormir com lágrimas nos olhos.
No dia seguinte ela pega o almoço e vai para Arkham. Na entrada, jornalistas se concentravam com câmeras e microfones.
"Senhorita, o que pode nos contar sobre a prisão do Professor Hugo Strange?"
Os olhos de carmen se arregalam e ela anda com pressa.
"Nada a declarar."
Carmen entra no asilo e todos a olham. Ela era a única interna aos cuidados de Strange. Na televisão dos funcionários ela vê um rosto conhecido: Matthew Waters.
"...Eu passei vinte anos trancado em uma cela, mas conheci professor Strange em 2006 após sua transferência...quem me prendeu lá foi a famÃlia Falcone e deixe-me dizer: eu preferia ter morrido..."
Carmen se espanta. Tudo se encaixa. Matthew estava investigando a famÃlia falcone, que estava prestando serviços para Ra's Al Ghul. Ra's se envolveu com a Mãe dela ao investigar Matthew. A famÃlia falcone tira Matthew da jogada, prendendo-o no subsolo 4. Tudo passa como um filme na mente de Carmen.