Uma vez me falaram que tal pessoa era o "amor da minha vida". Não, nunca foi. Já me envolvi diversas vezes e me apaixonei algumas vezes, porém nunca foi amor. Hoje eu amo, eu a amo. Neguei por um tempo, não soube lidar com as emoções afetadas pelo medo, o medo daquele sentimento novo, indecifrável, ilógico. Minhas manhãs ao lado dela foram calmos ao passar horas dormindo, a lua observava nossas noites onde vÃamos séries, na madrugada as estrelas cintilavam ao vê-la. O companheirismo sem segundas intenções é uma forma sublime de intimidade. Descrevo mais um pouco sobre ela que têm o sorriso mais tÃmido que já vi, têm a lÃngua macia, o toque mais delicado, o corpo mais excitante e a alma perfeitamente viciante. O cheiro, meu Deus!, sinto o cheiro dela ao fechar os olhos. Ela possui uma vontade de ter e de ser. Na carne há marcas de lutas, desafios e conquistas, já seu coração é imenso e cheio de compaixão. Por que é amor? Porque sinto tudo e nada ao mesmo tempo, é amor por não conseguir explicar com palavras, por não conseguir expressar com os sons. E qual meu erro? Meu erro foi me afastar, fugir do que é bom, do que me faz bem. Nesse distanciamento pude perceber que tudo que sinto não é somente paixão, é algo maior, algo indefinido. Amar é também deixar livre, é libertar, é ir ao perceber que minha "confusão" não à faz bem. Amar é entender que, "mesmo de longe", vê-la feliz ao alcançar seus objetivos é algo indescritÃvel. Sei que não me lerás, mas sou eu que digito cada letra: é você o tal amor da minha vida. Por fim, nunca tive a oportunidade de dizer, então escrevo: eu amo você!