Eu não queria morrer. Meus pais me disseram que eu não morreria de verdade, não o meu eu real: que ninguém que morre morre de verdade, que meu gatinho e o minerador de opala tinham apenas adquirido um novo corpo e logo, logo voltariam a viver. Eu não sabia se isso era assim mesmo ou não. Só sabia que estava acostumado a ser eu, e que gostava dos meus livros e dos meus avós e da Lettie Hempstock, e que a morte ia tirar todas essas coisas de mim.
O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman










