E mais uma vez aqui estou, encarando uma página em branco, tentando escrever para mim mesma a minha tristeza, como se eu precisasse saber mais dela. Não, estou mentindo. Não sei muito sobre a minha tristeza, por mais que ela seja uma companhia já inseparável. Já estou com ela há tanto tempo que já nem sei qual foi a última vez que estive sozinha com a alegria. Esse nunca foi um sentimento que quis para mim e nem para ninguém, dizem que a tristeza existe para sabermos apreciar a felicidade. Mas o que acontece quando a tristeza não me deixa aproveitar os momentos bons? Ou se meus momentos bons são arruinados por algo ou alguém, o que eu faço? Eu ainda não aprendi a levantar a cabeça quando algo me destrói, mas eu invento um sorriso e disfarço o olhar, porque assim é mais fácil evitar os questionamentos. Sendo sincera, está sendo bem complicado ultimamente, tento não demonstrar tanto para não incomodar as pessoas ao meu redor, guardo para mim as minhas amarguras já que ninguém as compreende, já não sei mais desabafar e quando perguntam o que tenho apenas digo que está tudo bem e coloco o sorriso mais aberto que consigo. Queria que alguém percebesse o quão falso e doloroso é esse sorriso. Quando estou no meu pior momento sempre procuro um abraço, e se eu peço por um é porque estou à beira do abismo e sinto que estar com os braços de alguém em volta de mim, irá me impedir de saltar. Eu não quero saltar.
Por favor, me abrace...












