E um dia meu caminhar ficou pesaroso, e fiquei com medo de tudo estar perdido. Senti um arrepio, ouvi um gargalhar, senti um pano passar por mim. O pano era da saia de uma moça linda. Tão linda que nunca vi beleza tão exuberante quanto a Dela.
Ela olhou para mim com olhos de paixĂŁo, olhou para mim com olhos de sorriso. Seu sorriso era tĂŁo largo e tĂŁo apaixonante, ao mesmo tempo tĂŁo debochado. Ela me olhou nos olhos e eu senti como se estivesse lendo minha alma. E ela disse as seguintes palavras: "Moça, quem anda com vocĂȘ sou eu. Quem eu guardo na barra da minha saia, nĂŁo cai. Para quem eu sorrio, eu nunca desamparo. Quem eu abraço, passa a ser meu. E protegido meu, nĂŁo tomba. Moça, sorria! Meu sorriso depende do teu. Chorar eu nĂŁo vou, mas quem lhe fez mal, vai. O que me pedes sorrindo, eu dou com gosto. O que me pedes chorando eu lhe faço justiça. Eu nĂŁo sou mĂĄ. Eu sou justa. Vem moça! Pode continuar, o seu tapete de rosas estĂĄ feito, pode caminhar." Â
- Por Paula CorrĂȘa