A humanidade julga, incessantemente, a tudo e a todos sem perceber quão limitado e estreito se tornam seus horizontes pela ato de julgar, até que as insatisfações e angústias acumuladas, na estreiteza dos limites, rompem a barreira da sanidade e como um dique transborda e a tudo destrói; sonhos, ilusões, ideais, minando a fé e a determinação no sustento do poder contido dentro de cada um de vós, o poder que, se reconhecido, permite o exercício das mudanças necessárias para corrigir o caminho a seguir e, assim, ser feliz.
Lembrai-vos que sem perdão a felicidade é mais um objetivo distante, sempre perseguido, nunca encontrado.
O perdão dissolve as ilusões criadas pelo ato de julgar e leva ao reconhecimento da vossa responsabilidade, a responsabilidade por todos os eventos dos quais sois participantes.
A vida vos coloca, a cada dia, frente a frente aos desafios que vos possibilitarão, pela força da compreensão e o exercício do perdão, transformar vossos atos do passado e que se refletem no presente exatamente para que possais crescer.
Aquele que perdoa assume sua parcela de responsabilidade nos eventos vivenciados, aquele que perdoa reconhece os limites que ele mesmo impôs a própria realidade; aquele que perdoa libera as frustrações guardadas no íntimo do seu ser, aquele que perdoa exercita a compaixão que faz dissolver toda densidade de uma falsa realidade, alimentada pela estreiteza do ego, e leva a conquista da alegria daqueles que, ultrapassando os limites da mente, se deparam com a realidade de ser pleno e feliz.
Lembrai-vos, amados, que a vossa felicidade não está no outro, mas dentro de vós.
O outro, lembrai-vos sempre, é apenas alguém que reflete aquilo que devereis reconhecer em vós, que vem da vossa essência e precisa ser experenciado pela vontade da vossa alma.
Quando exercitais a vontade de vossa alma sempre refletireis felicidade, e essa felicidade se materializa através daqueles que aí estão para serem os instrumentos, no mundo da matéria, da revelação da frequência amorosa em que vibrais.
Assim, bem-amados, se não vos sentis felizes deixai de culpar o outro por vosso estado de ser e recordai-vos que devereis, primeiro, buscar dentro de vós o real motivo de vossas inquietações para compreendê-los e resolvê-los exercitando o perdão, vivenciando a compaixão, buscando a energia salvadora do amor que deténs em vossos corações, para transformar o que vos torna infelizes deixando, definitivamente, de colocar no outro o motivo de vossas dores e desilusões.
O outro é o outro, outra centelha que precisa, como vós, encontrar seu caminho, que precisa, como vós, reconhecer sua verdade, que precisa, como vós, concretizar seu plano divino, o propósito maior que o levou ao mundo limitado da matéria.
O mundo hoje vos oferece desafios cada vez maiores, eis que se aproxima o tempo em que a compreensão total do que sois será indispensável para continuardes vossa trajetória de retorno ao Pai.
É preciso, pois, reencontrar a unidade de corpo, mente e coração e consolidar essa unidade que passa, necessariamente, pela limpeza e transformação de vossos pensamentos e atos, do presente e do passado, e isso só se efetiva quando, aceitando os desafios, reconquistardes a oportunidade de exercitar vossa compreensão do que sois efetivamente, eliminando o que não faz parte da vossa essência.
Deixai, pois, de contornar os desafios para enfrentá-los, deixai de vivenciar as frustrações originadas pela vossa impotência perante os eventos da vida, deixai de entregar o vosso poder aos outro, para reconquistardes o poder ilimitado de ser feliz.
Aceitai, pois, vossa verdade, aceitai, pois, vossos limites, aceitai, pois, a realidade que construístes ao longo do tempo, e do qual sois o único responsável, para poder transformar tudo isso pela força do perdão que gera compreensão e leva ao exercício do amor verdadeiro que alimenta vossa fé e determinação de buscar, pelo diálogo com vossa alma, as respostas que precisais para nortear vossa jornada na reconquista do ilimitado que gera a felicidade. fonte