Não gosto disso. Pronto, falei. Não gosto dessas verdades que me são impostas, dessas regras sem fundamento que eu tenho de seguir. Não pode ser certo aprisionar aquilo que deveria ser livre. Lutam para abrir as gaiolas dos pássaros, lutam para que os peixes saiam daqueles aquários… e nós? E nós que estamos em uma gaiola subjetiva? Fomos aprisionados pelas grades mais resistentes já criadas. Fomos aprisionados por ideias que não são nossas.
Dói. Dói fundo ver que nos vendemos por tão pouco. Nos deram uma meia-dúzia de respostas mudas, conceitos cegos a perder de vista e o pior: nos venderam essa felicidade adoentada. Aprisionamos a nós mesmos com as grades dos conceitos, o cadeado das respostas e a chave da felicidade.
Será que é assim tão difícil de ver que, quando verdadeiros, conceitos, respostas e felicidade nos libertam?