Will Dornan | D03 | Ds3
Alguns caminhos precisamos seguir sozinhos. Pode parecer complicado, ainda mais quando vocĂȘ tem opçÔes e precisa escolher entre elas. Matar ou morrer? Lutar ou esconder? Temer ou nĂŁo temer? NĂŁo adianta dizer que vocĂȘ jĂĄ fez todas as escolhas, pois caso isso aconteça vocĂȘ passa a se questionar âSerĂĄ que vai dar certo?â.
***
Queria poder dormir até tarde. Acordar a hora que eu julgasse necessårio. Mas, como não é surpresa, não foi bem assim. Antes do sol nascer fui acordado pela voz irritante de Giulinda, que pelo nome não se pode esperar tanta coisa, dizendo que devi tomar um bom café da manhã e me vestir com a roupa que Darnel traria.
Pouco tempo depois chamei minha mentora estava pronta.
-Vamos? â disse ela apontando para o elevador.
-Tem que ser assim.
-O que aconteceu com vocĂȘ, hoje? Dornan, vocĂȘ estĂĄ doente? VocĂȘ atĂ© que foi educado!
-Cale a boca e vĂĄ cuidar da sua menopausa.
-Parece que estava enganada. Vamos que hoje começa o treinamento.
-Poxa que legal. Quantos dias vou ter que acordar cedo?
-TrĂȘs para o treinamento grupal e um para o individual. Tente nĂŁo se mostrar muito nĂŁo use suas habilidades e o resto vocĂȘ se vira.
As portas se abriram e consequentemente a minha conversa com Giulinda acabou. Fui levado a um imenso galpĂŁo revestido de metal escuro. No centro os tributos ouviam uma mulher explicar o que eles podiam fazer nos prĂłximos trĂȘs dias. A sala estava repleta de mesas com facas, arcos, flechas, espadas, lanças, machados e outras armas que eu mal sabia o nome, no outro lado se encontravam alvos, bonecos, redes, paredes de escaladas e as estaçÔes de sobrevivĂȘncia. Os G.Makers tambĂ©m tinham um espaço, como uma sala particular onde eles conseguiam ver tudo que os tributos estavam fazendo. Sentei-me em um canto enquanto esperava a mulher acabar de falar.
-Desejo a todos boa sorte! â concluiu ela.
Até que não tive que ouvir muito do seu discurso chato, que provavelmente ela repetia todos os anos.
Definitivamente aquele era o primeiro dia de treinamento. Giulinda pediu para eu nĂŁo chamar atenção. Era o que estava fazendo. Estava cansado e sem motivação me sentei em um dos cantos e fiquei observando os outros tributos. Poderia ter ficado o dia inteiro ali, era uma boa forma de descansar, ninguĂ©m precisa treinar para matar. Ou vocĂȘ sabe ou nĂŁo sabe. E com certeza isso eu sabia fazer muito bem. JĂĄ havia passado metade do dia. EntĂŁo resolvi fazer algo que fosse Ăștil. Passei em algumas estaçÔes que pudessem me ajudar na arena como fazer uma rede, diferenciar plantas venenosas de nĂŁo venenosas, como fazer uma fogueira. NĂŁo achava que usaria isso para nada, mas precisava parecer com um tributo normal.
O segundo dia do treinamento começou cedo e desta vez nĂŁo ia ficar sentado. Precisava treinar meu forte fĂsico. Usei as redes, os pesos e as paredes de escaladas. Estava muito calor, realmente nĂŁo era normal aproveitei para tira minha camiseta, aquilo podia chamar a atenção e era exatamente o que eu queria, fazer o que Giulinda havia me proibido. Acho que funcionou por diversos momentos vi algumas tributos e Idealizadoras comentarem e olharem para mim. O dia foi cansativo mais produtivo, consegui treinar atĂ© dizer chega. Finalmente as coisas começavam a ser mais divertidas.
O terceiro e o quarto dia foram os mais divertidos, resolvi treinar com armas, o que era muito mais interessante que aprender sobre sobrevivĂȘncia ou ficar levantando pesos. Usei um pouco as adagas para treinar a mira, que estava um pouco ruim devido ao longo tempo sem praticar. Peguei uma espada e voltei a golpear e decapitar alguns bonecos precisava recuperar minhas habilidades.
O quarto dia estava acabando, o treinamento chegava ao fim. Muitos tributos jå se encontravam no chão recuperando as energias. Peguei um arco de madeira simples e algumas flechas de prata, queria ver se minha habilidade com o arco continuava a mesma. Mirei no centro, respirei fundo e soltei a flecha. Ela acertou o centro em cheio. Depois de alguns minutos alguém lançou outra flecha, essa de madeira, que estilhaçou a minha.
- Quem vocĂȘ pensa que Ă©? â disse virando pra trĂĄs.
-Sou May do distrito cinco. Por que vocĂȘ Ă© tĂŁo assim Dornan?
-NĂŁo Ă© da sua conta.
-Tenho que dizer vocĂȘ nĂŁo tem educação, mas Ă© muito bom com o arco â disse ela arregalando os olhos.
-Isso eu jĂĄ sabia, nĂŁo precisava que vocĂȘ me falasse â falei em desdĂ©m.
-Convencido.
-Me deixa em paz. NĂŁo vou me preocupar com vocĂȘ por vocĂȘ ter vindo conversar comigo, alias vocĂȘ pode ser uma das minhas primeiras adversĂĄrias. NĂŁo vim aqui pra socializar. Muito menos pra arrumar amigos ou aliados. Vim para ser solitĂĄrio, vencer e voltar para o meu distrito. Para ser mais um.
Um sinal tocou avisando que o treinamento havia acabado. Joguei o arco em cima da mesa. AtĂ© que nĂŁo tinha sido tĂŁo ruim, tirando a hora que precisei acordar durante os trĂȘs dias.
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Espera que meu nome fosse chamado o quanto mais rĂĄpido possĂvel, queria voltar para minha cama. A merda da Capital acordou todos os tributos praticamente de madrugada durante trĂȘs dias consecutivos. E via que por essa manhĂŁ nĂŁo seria diferente. Quando me acordaram, o sol mal havia nascido.
E a Capital faz isso tudo para quĂȘ? SĂł para os tributos se apresentarem para alguns G.Makers que irĂŁo avaliar suas habilidades. Se nĂŁo bastasse tudo isso, para âalegrarâ ainda mais meu dia e melhorar o meu humor, enquanto esperava que a porra do meu nome fosse chamado para entrar na sala, os outros tributos, principalmente os carreiristas faziam o favor de gritarem, gargalharem e contarem para todos os outros que estavam presentes o que eles iriam fazer para impressionar os Idealizadores, como se isso fosse mudar as nossas vidas. Seria bem legal se pudesse coloca-los como meus alvos dentro da sala, ou talvez, pudĂ©ssemos começar os Jogos ali mesmo, na sala de espera, quem eu mataria primeiro? Tanto importa a ordem, no final todos estariam jogados ao chĂŁo.
-Pode entrar Will Dornan â disse alguĂ©m que provavelmente sabia de minha histĂłria, era perceptĂvel o receio da coitada ou do coitado ao pronunciar meu sobrenome. Foi uma pena, pois nĂŁo tive tempo suficiente para matar a primeira vĂtima.
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[Aqui Ă© a parte onde ficaria o treinamento individual]
Ă nesse momento, em que vocĂȘ toma todas as escolhas que vocĂȘ passa a se perguntar âSerĂĄ que vai dar certo?â. Era bem provĂĄvel que os Idealizadores fiquem com raiva e farĂŁo o possĂvel e impossĂvel para me matar na arena, entretanto muitos dizem que: âAventura sem perigo nĂŁo tem graçaâ. E felizmente tenho que concordo com isso.
















