informações
Nome completo: Kitty Bang
Data de nascimento: 29 de abril de 2000
Local de nascimento: Essex, Inglaterra
Entrou no complexo: 2020
Esporte: Patinação Artística
Pavilhão: Aurum
Perfil: @hdckitty
Faceclaim: Chaewon (Le Sserafim)
entrevista
Vamos começar pelo início. Conte-nos, brevemente, sobre sua família, sua infância e adolescência. Em que momento percebeu que queria ser atleta? Foi algo específico ou um desejo que cresceu em você?
Minha mãe era bailarina, então meio que esperavam que eu seguisse pelo mesmo caminho. Ela me colocou no balé quando eu mal sabia andar direito. Mas eu gostava? Não. Eu tentava gostar, tentava ser boa o suficiente para fazer minha mãe feliz, mas não era eu ali. Aí um dia, quando eu tinha uns nove anos, fui patinar no gelo com uns amigos. Foi a primeira vez que senti que eu podia ser livre de verdade.
Tive que esconder por um tempo, patinar às escondidas, fingir que ainda ligava para os pliés e grand jetés. Mas não dava. Quanto mais eu patinava, mais eu sentia que era isso que eu queria fazer. Então, uma hora ou outra, tive que tomar uma decisão. Não foi bonita. Mas foi minha.
Qual sua lembrança mais marcante, seja como espectador ou em sua carreira, relacionada ao seu esporte? E ainda sobre lembranças marcantes, existe alguém que te inspirou e inspira até hoje? Por quê?
Meu primeiro campeonato sério. Eu não era ninguém, não tinha nome, não tinha apoio, não tinha nem patins bons. Só tinha aquele desejo cego de estar ali. Lembro que, quando entrei no gelo, meu coração estava disparado, mas assim que dei o primeiro impulso… silêncio. Paz. Como se o mundo todo tivesse ficado para trás.
Sobre inspiração… Bom, pode soar meio clichê, mas nunca tive um ídolo de patinação. Eu admirava muita gente, claro, mas não cresci assistindo grandes nomes do esporte. Então acho que minha maior inspiração foi sempre a versão de mim que queria ser livre. Eu patino por ela.
Pode nos contar, brevemente, sobre sua trajetória no esporte até o momento? E como é o seu reconhecimento dentro do cenário esportivo?
Comecei a treinar sério por conta própria, metendo a cara em qualquer pista de gelo que me deixassem entrar. Aos poucos, fui conseguindo apoio, treinadores, competindo aqui e ali. Quando entrei no Hamdeok, finalmente pude me dedicar 100% sem precisar me preocupar se teria ou não tempo de treinar.
Sobre reconhecimento… Bem, eu ainda sou ‘a menina de Essex que deveria estar dançando balé’. Mas, sinceramente? Que falem o que quiserem. Eu só me importo com o que faço no gelo.
Como atleta, quais as maiores dificuldades que você enfrenta no dia a dia? Como você lida com elas?
Ah, existem várias. A pressão, as lesões, os dias em que nada dá certo. Mas acho que minha maior dificuldade sempre foi comigo mesma. Sempre tive essa voz na cabeça dizendo que eu não sou boa o suficiente, que eu não deveria estar aqui, que nunca serei como as outras.
Como lido com isso? Eu danço. No gelo. E lembro que, no fim do dia, a única coisa que realmente importa é o que sinto quando estou ali.
O que torna o Hamdeok Complex diferente para você em comparação aos outros Centros de Treinamento Olímpico?
A liberdade. Aqui ninguém tenta me encaixar em uma caixinha, ninguém quer me fazer ser algo que eu não sou. Eu patino no meu ritmo, no meu estilo. E isso, pra mim, faz toda a diferença.
atributos
dedicação: 1
determinação: 2
equilíbrio: 2
sorte: 0
versatilidade: 3
qualificações
Jogos Nacionais de Inverno (2014) - 7º lugar (Outro Complexo)
Olimpíadas de Inverno (2014) - 16° lugar (Korean Team)
Jogos Asiáticos (2015) - 4º lugar (Korean Team)
Jogos Mundiais (2017) - 5º lugar (Outro Complexo)
Jogos Nacionais de Inverno (2018) - 4º lugar (Outro Complexo)
Olimpíadas de Inverno (2018) - 3º lugar (Korean Team)
Jogos Asiáticos (2019) - 3º lugar (Korean Team)
Jogos Mundiais (2021) - 1º lugar (Hamdeok Complex)
Jogos Nacionais de Inverno (2022) - 3º lugar (Hamdeok Complex)
Olimpíadas de Inverno (2022) - 6º lugar (Korean Team)
Jogos Asiáticos (2023) - 4º lugar (Korean Team)










