JENNY ZHANG
FACE CLAIM Hye Sunee (Instagrammer) D.O.B 7 de agosto de 1998 / 17 anos. ALTURA 1,62m. ANO Quarto ano.
INSTITUTO Dean Close. CLUBES ... ESPORTES Taekwondo – Capitã. BOLSISTA Não. TWITTER @ 98GLCJN
PERSONALIDADE
Jenny desde criança é dona de um caráter impulsivo, nunca fora orgulhosa sobre isso, mas em situações das quais não dominava era iminente falar o que não devia e talvez se arrepender disso, não só nesse contexto, mas em atitudes, como sair andando em meio a raiva e talvez demonstrar uma arrogância não voluntária. Sua infância havia sido um tanto quanto solitária, mesmo em meio as pessoas, então passara a não saber ao certo como se expressar, não fora de seu modo ‘automático’. Apesar de tudo era amigável e extrovertida, independentemente de ser um processo lento. A chinesa poucas vezes se apegava as pessoas, mas quando acontecia certas coisas mudavam, como sua gentileza em excesso e a necessidade que tinha de cuidar de quem gostava, em forma de agradecê-los por estar consigo ou algo parecido. Uma garota determinada da qual muitas vezes esconde suas qualidades por temer ser deixada para trás, mas que no fundo apenas quer ter com quem contar sem se sentir aflita com esse sentimento inacabável.
BIOGRAFIA
O nome ‘Zhang’ carregava consigo uma respeitável impressão aonde quer que fosse. Tanto os comerciantes membros de clãs da elite inglesa-chinesa quanto aqueles vindos de famílias simples e comuns reconheciam o valor ligado ao sobrenome e em como a família produziu homens e mulheres virtuosos ao longo dos séculos. Para os parentes próximos, tudo aparentava ser tão certo, mas na visão de Jenny tudo levava a ser tão errado. Desde pequena ouvia falar que um dia se casaria com alguém que seus pais escolhessem e que, por meio dessa união, ela levaria o nome deles para outras gerações juntamente de um ainda maior, e aquilo aborrecia a chinesa de maneira colossal, julgando o pensamento que tinha, visando como prioridade a construção de caráter independente e não mais ter de se casar com um estranho para que pudesse suceder a grande companhia de sua família, afinal, estavam em pleno século XXI, até quando aquela situação se arrastaria?
Jenny havia nascido em Xangai, na China, mas fora criada e naturalizada em Hong Kong. Não por seus pais, aliás, nem ao menos poderia dizer que os conhecia bem, já que o casal Zhang morava na Inglaterra para supervisionar a matriz comercial desde que fizera seus 7 anos de idade. Desde então a chinesa estava sob os cuidados de sua avó, Li Chang, uma doce senhora que mais agia como sua mãe do que a própria. Indiscutível, já que a matriarca mais se preocupava com o dinheiro, joias e posição social do que sua própria filha. Mesmo assim, jamais reclamaria, sua avó fora e sempre seria a melhor figura materna que poderia ter tido, além de viver em riqueza, sempre tivera acesso ao dinheiro, viajava em seus trabalhos como modelo e fazia compras como uma escapatória de como se sentia em relação aos pais, todavia era grata por tudo que havia aprendido com Zǔmǔ, ou avó, como preferirem, afinal, nem ao menos teria se importado em estudar se não fosse por aquela mulher que jaz agora em um caixão enfeitado.
A garota estava mais fria agora que sua avó falecera, mas não que aquilo influenciasse em algo pois apesar do colegial ter sido tranquilo em questão de sociabilidade, Zhang não continha o costume de se apegar as pessoas, talvez por medo, ou simples trauma, pois havia sofrido muito quando seus pais lhe deixaram para trás. Um dia tinha uma família, até mesmo reunida, e em outro aquilo não mais existia, para qualquer um seria um baque e tanto, ainda mais para uma criança que mal sabia quem chamar de mãe. O casal ressurgira das cinzas assim que sua avó falecera; voltaram para Hong Kong apenas para o enterro da velha Li Chang e se já não fosse um grande fenômeno vê-los, ainda vieram avisar, nem mesmo indagar, de que dessa vez eles voltariam para Inglaterra a três. Seu pai, se assim poderia chama-lo, simplesmente depositou a ideia sobre a mesa de que agora Jenny deveria se preparar em uma escola súpera aonde seu ‘noivo’ –filho, ou quase, de um de seus melhores amigos- estaria, e fora naquele momento que a chinesa se lembrara de que ainda teria de se casar com um estranho. Não ousaria negar a ideia de ir para Inglaterra, já que era o único lugar que não havia visitado em um golpe de orgulho, afinal das contas, não iria para um país que simbolizava abandono. Porém a situação havia mudado e por fim aceitara voltar com sua teórica família.
A única coisa com a qual teria que lidar, no entanto, era o casamento e Jenny torcia para que o rapaz fosse dos bons ou jamais cairia de cabeça naquilo.
TURNO DEMONSTRATIVO
Jenny transcorreu o atlântico em uma viagem de pelo menos 72 horas e céus, como estava exausta. Mal acabara de chegar e já deleitava do colchão enorme e macio do qual haviam preparado para o quarto que agora seria seu. Era evidente que seus pais mandaram preparar o cômodo a algum tempo, mas aquilo não comoveu tanto os sentimentos que tinha, já que qualquer um poderia ter sido pago para aquilo. Se esquecera de que nada feito ali fora com carinho, muito mesmo com amor e assim a expressão tomou certo rancor. Queria viver como uma família, mas infelizmente sentia desconfiança demais daqueles que a pouco voltara a chamar de pai e mãe. “Deixa pra lá” sussurrou consigo mesma à medida que rolava de um lado para o outro assim como se fosse uma criança perdida em pensamentos, e realmente estava, de acordo com o casal, suas aulas começariam amanhã e apenas a ideia de um novo colégio, novas pessoas, enfim, faziam com que a chinesa balbuciasse sobre como lidaria com aquilo. Não se precipitaria, muito menos sofreria por antecedência, apenas tornaria a pensar que tudo correria bem assim como sua avó dizia, e fora nesse momento que uma pontada colidiu em seu peito, a saudade. Como sentia falta daquela velha, -riu- não a teria mais por perto fisicamente, mas a levaria para a vida toda, pensou consigo. Nesse momento adormeceu em cansaço, de bruços e com a roupa da viagem, nem ao menos havia se importado em retira-las, julgando que no momento tudo que importava era o mundo dos sonhos, lugar aonde nada poderia dar errado.

















