Ela não era uma profissional correta, tampouco poderia ser considerada uma pessoa decente, fosse como Sugar Plum ou Michelle Plummie. Enquanto fazia o atendimento naquela tarde com um ex-morador do reino da diversão, que fora arrastado junto pela maldição, ela o ouviu descrever sobre a experiência mágica que tivera num sonho, algo sobre tocar num cristal e vislumbrar um objeto e o rosto de uma mulher cuja descrição encaixava perfeitamente com a de Ginger. Ainda faltavam minutos para a consulta acabar, mas só de pensar em @dcebrah num retrato tão vivido, ela fingiu estar passando mal e correu para fora da sala, às pressas. Em nome de tudo que era cor-de-rosa, a última coisa que Sugar Plum desejava era ter que conferir a situação da mulher: queria continuar longe dela, mas seria obrigada a fazê-lo dadas às manifestações recentes da magia de luz. Ainda que tivesse Hawthorne e Clara debaixo de suas asas, sendo um usado como pupilo e a outra frequentando às consultas, Ginger ainda era a sua maior ameaça. Se acordasse, poderia acabar com Sugar Plum mais uma vez. Isso sem mencionar que, graças às memórias falsas, naquele mundo as duas eram basicamente exes; realmente, Ginger poderia arrasá-la. “Ugh.” Estampou uma careta de desgosto ao descer do carro e entrar no hospital, onde Debrah deveria estar trabalhando àquela hora. Então atravessou os corredores do local, batendo os saltos cor-de-rosa contra o mármore, até que se encontrasse na área da obstetria e tivesse os olhos azuis enfocando a morena. Com os braços cruzados contra o peito, ela esperou que a enfermeira notasse a sua presença ali.