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Nirvana - Dave Fruit
Dezoito
 [Daveâs pov]
 Ela bateu na minha cara Ă© isso? Ela pede pra ser tratada com uma puta e quando eu faço isso ela enche a porra da mĂŁo na minha cara.  Eu nunca levei um tapa na cara antes sem que fosse de alguĂ©m tentando me acordar bĂȘbado, e agora uma mulher com praticamente metade da minha idade se sente no direito de fazer isso. Porra! Por que sou eu quem estĂĄ se sentindo culpado?  Ela pediu, ela Ă© Ășnica culpada nesse caralho,  eu nĂŁo vou ser quem vai voltar atrĂĄs e tentar salvar tudo de novo.
    Depois de terminar o jantar eu como sozinho novamente, engulo na verdade, pois sequer sinto o gosto da comida, logo em seguida começo a arrumar a cozinha tentando me manter longe daquele quarto o måximo que eu posso. Ou as coisas são como eu acho que devem ser ou as coisas não são, e eu tenho tentado pra caralho fazer isso funcionar, mas  pra que? Pra que porra eu quero levar isso adiante?  Eu não sou muito bom com sentimentos e nunca os coloquei como prioridade na minha vida, por mais que eu esteja apaixonado por Daniele, eu sei, eu sempre soube, não hå mais pra onde ir.
  Eu estou prestes a bater na porta do quarto quando percebo que estĂĄ aberta, ela girou as chaves fora do trinco. Empurro-a devagar e logo a vejo deitada na cama, abraçada a um travesseiro num sono tranquilo.  Depois de um longo banho, eu deito ao seu lado tomando cuidado para nĂŁo acordĂĄ-la, ela parece tĂŁo doce e delicada enquanto dorme, mas nenhum pouco menos sexy. Mesmo estando nu a poucos centĂmetros dela, agora, sĂł por agora, eu apenas quero ficar parado ali, olhando pra ela.  Porra como ela Ă© linda! Eu amo como o seu cabelo preto contrasta perfeitamente com sua pele clara, e como seus lĂĄbios sĂŁo cheios e bem delineados, e o nariz arrebitado digno de quem tem o mundo debaixo dos pĂ©s, mas nĂŁo suporto como essa merda toda soa completamente romĂąntica.   Eu abaixo meus olhos para o seu corpo, a camisa fora do lugar me permite ver algumas marcas que as minhas mĂŁos deixaram em seus quadris, e uma maior na sua bunda. Eu odeio perder o controle, e nĂŁo vou deixar isso acontecer novamente.
Eu não sei em que parte da noite senti uma mão deslizar em meu peito, e um beijo suave em meu pescoço, eu não precisei abrir os olhos para reconhecer aquele toque, puxo a perna dela em volta da minha cintura por instinto.
 _Desculpa... Desculpa... Desculpa... â ela diz intercalando beijos em meu ombro entre cada palavra. Abro meus olhos surpreso e afasto os cabelos do seu rosto para olhar em seus olhos e ter a certeza que estĂĄ realmente acordada, ela levanta os olhos e me olha intensamente._Estar com vocĂȘ sempre foi o meu sonho, e agora que Ă© real, eu estou fodendo tudo de novo. â ela confessa e abaixa os olhos para a tatuagem no meu peito, mesmo sabendo que ela me ama, eu nĂŁo esperava ouvir aquilo.
_Hey, olhe pra mim. â peço levantando seu queixo. _VocĂȘ nĂŁo fodeu nada, EU fiz isso no momento em que me apaixonei por vocĂȘ.  â assumo e enxugo com o polegar a lĂĄgrima que acaba de cair dos olhos dela, percebendo sĂł agora o quanto fui egoĂsta me mantendo tĂŁo perto quando eu sabia que nĂŁo poderia ficar. _Eu nĂŁo sou esse cara nos seus sonhos baby,  eu nĂŁo tenho mais trinta anos, sabe... as coisas mudaram â pauso sentindo as palavras falharem em minha garganta e inspiro o ar com força antes de continuar _Eu estou mais velho.  â Ela pisca os olhos lentamente fazendo mais lĂĄgrimas caĂrem.
_Eu nĂŁo me importo... â sua voz nĂŁo passa de um sussurro. Giro meu corpo por cima do dela apoiando meu peso nos braços, meu coração parece uma bomba prestes a detonar no meu peito, eu nunca senti essa porra antes. Encosto minha testa na dela e fecho os olhos tentando acalmar aquilo.
_Eu nĂŁo posso mais fazer isso com vocĂȘ.  â as palavras saem como se antes estivessem presas em minha garganta. Eu sinto suas mĂŁos se apoiarem em meu rosto, e ela levanta minha cabeça para olhar em meus olhos.
_Eu nĂŁo me importo Dave...
_VocĂȘ sabe que se importa, droga! â quase grito. Percebendo que estĂĄ sendo impossĂvel controlar o que quer que seja aquela porra que nĂŁo me deixa raciocinar. Giro meu corpo pra longe dela, e sento na borda da cama despencando sobre os meus joelhos. ApĂłs alguns instantes de silĂȘncio, eu avisto as roupas que joguei mais cedo sobre a cadeira de sofĂĄ no canto do quarto e consigo ter um Ășnico pensamento sensato. Me levanto e vou atĂ© lĂĄ, as vestindo logo em seguida.Â
_O que estĂĄ fazendo? â ela pergunta atrĂĄs de mim. Deslizo a camisa rapidamente pela minha cabeça e viro em sua direção.
_Eu estou fazendo o que jĂĄ devia ter feito a muito tempo, saindo da sua vida. â confesso olhando para qualquer lugar naquele quarto menos nos olhos dela enquanto caminho em direção a porta. Estou prestes a alcançar a maçaneta quando sinto sua mĂŁo me puxar pelo ombro.
_VocĂȘ perdeu a porra do seu juĂzo? â Ela diz em pĂąnico me virando de frente pra ela. _ VocĂȘ nĂŁo pode simplesmente sair por ai uma hora dessas. â ela parece mais preocupada com a minha segurança do que com a decisĂŁo que estou tomando. NĂŁo consigo evitar o sorriso decepcionado no meu rosto.
_Eu sei me cuidar. - aviso e me viro novamente para a porta.
_Dave, fica. â ela pede com voz partida sem me tocar dessa vez. _Eu nĂŁo quero que vocĂȘ saia da minha vida, Por favor, fica. â  eu sinto meu coração saltar no meu peito e meus pĂ©s se recusam a dar se quer mais um passo pra frente, mas eu tenho certeza que se eu nĂŁo fizer isso agora, serĂĄ apenas uma questĂŁo de tempo antes que tudo desmorone novamente.
_Eu nĂŁo posso ficar quando eu sei que nĂŁo tenho nada pra te oferecer depois, desculpe. â digo sem ousar olhar pra trĂĄs e abro a porta me afastando rapidamente sentindo medo de ouvir ela chamar meu nome mais uma vez, eu nĂŁo seria capaz de ignorar isso novamente.
     Minha cabeça gira completamente vazia enquanto vou automaticamente atĂ© a saĂda do prĂ©dio, como um robĂŽ, reconheço um taxi passando e estendo minha mĂŁo, ele para a alguns metros de mim.
_Pra onde vai?
Eu nĂŁo entendo porra nenhuma do que ele diz enquanto sento no banco de trĂĄs do carro.
_Do you speak english? â pergunto. Ele faz uma careta pra mim e diz mais alguma porcaria incompreensĂvel. _Wait... â aviso com um gesto de mĂŁo e procuro a porra do iphone no meu bolso. Um beijo na boca de quem inventou o Google, essa Ă© uma das poucas coisas Ășteis que a porra da tecnologia pode criar.Â
âDrive around the city until I tell you to stop...â digito no tradutor e exibo a tradução na tela para o motorista. Ele resmunga alguma coisa com cara de poucos amigos e dĂĄ partida no carro.
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     VocĂȘ tenta puxa o ar pelos seu pulmĂ”es mas Ă© como se eles se recusassem aceitar, ao invĂ©s disso o pouco fĂŽlego preso neles começa a se esgotar nos soluços que atravessam a sua garganta.  Isso dĂłi, isso machuca, isso estĂĄ te matando por dentro. VocĂȘ passou anos tentando tirar Dave da sua vida, e agora ele decide ir embora ele mesmo, vocĂȘ deveria estar feliz, nĂŁo? Ele fez o que vocĂȘ nunca iria conseguir fazer, porque no fundo vocĂȘ sempre soube, que sem ele nĂŁo te resta nada.
    Finalmente o choro vem, liberando seus pulmĂ”es para puxar o ar novamente apenas pra fazer vocĂȘ sentir toda aquela dor de novo, e de novo, e de novo...
Treze
       VocĂȘ estĂĄ prestes a parar um taxi quando percebe que esqueceu sua bolsa no quarto e Ă© tarde demais para voltar lĂĄ pra cima pegĂĄ-la, Dave jĂĄ deve ter notado a sua ausĂȘncia e vocĂȘ nĂŁo quer ter que explicar para onde estĂĄ indo numa hora daquelas, na verdade, nem mesmo vocĂȘ sabe. EntĂŁo vocĂȘ senta ali mesmo, no topo da escadaria da entrada do hotel, apĂłia os cotovelos nos joelhos e segura a cabeça forçando-a a procurar uma solução imediata para os seus problemas e o fato de nĂŁo encontrĂĄ-la te desespera, entĂŁo vocĂȘ começa a chorar incontrolavelmente e permanece assim por longos minutos. NĂŁo te surpreenderia que alguĂ©m te jogasse algumas moedas, mas te surpreende a voz feminina extremamente calma ao seu lado.
_VocĂȘ estĂĄ bem querida? â pergunta uma senhora de cabelo grisalho e os olhos mais azuis que vocĂȘ jĂĄ viu na vida.
_Sim... â vocĂȘ mente enxugando as lĂĄgrimas. _Estou no caminho?
_NĂŁo, Â nĂŁo. â ela responde rapidamente e senta-se ao seu lado. VocĂȘ acha estranho, mas nĂŁo pode simplesmente gritar um âDĂĄ o fora daqui!â quando ela estĂĄ se mostrando realmente preocupada com vocĂȘ, entĂŁo apenas respira fundo em meio ao silĂȘncio que se segue.
_VocĂȘ nĂŁo Ă© americana? â ela mais afirma do que pergunta, provavelmente deve ter notado o seu sotaque.
_NĂŁo. â vocĂȘ Ă© curta em sua resposta, nunca foi muito boa em compartilhar informaçÔes pessoais.
_VocĂȘ Ă© muito bonita, deveria estar sorrindo.Â
_NĂŁo, eu nĂŁo deveria.
_Mas hĂĄ tantos motivos para sorrir. â tudo o que vocĂȘ queria era uma senhora filosofando ao seu lado... NOT
_Estou tendo um caso com um homem casado, ele tem quase o dobro da minha idade e eu posso estar grĂĄvida dele. â vocĂȘ desabafa sem muita paciĂȘncia. _Talvez nĂŁo sejam tantos motivos assim.
_Oh... Uhm... Ele Ă© rico? â ela pergunta de repente e vocĂȘ olha pra ela atĂŽnita. O que? O mundo agora resolveu conspirar contra vocĂȘ? VocĂȘ se levanta e pensa em se afastar, mas lembra que o mĂnimo que vocĂȘ pode fazer Ă© ajudar aquela senhora a levantar.
_NĂŁo , nĂŁo obrigada, vou ficar aqui mais um pouco. â ela se recusa e sorri pra vocĂȘ.
     VocĂȘ vĂȘ no espelho do elevador a pĂ©ssima situação em que se encontra, talvez vocĂȘ esteja fazendo uma tempestade em um copo d'ĂĄgua, cinco dias nem Ă© tanto tempo assim, vocĂȘ deveria guardar um pouco desse desespero para quando tiver certeza dos fatos, se Ă© que existe algum. Logo vocĂȘ imagina Dave nisso, o que ele iria pensar sobre suas suspeitas, o que ele iria dizer? NĂŁo querendo adivinhar a resposta, vocĂȘ decide que isso Ă© mais uma coisa para adiar. Dave Ă© o tipo de cara que quer certezas e nĂŁo hipĂłteses.
       Assim que entra no quarto, vocĂȘ avista ele na varanda fumando um cigarro, ele estĂĄ de frente pra vocĂȘ, mas seu olhar estĂĄ na paisagem em volta, vocĂȘ admira o perfil que vocĂȘ tanto adora e tudo o que vocĂȘ consegue sentir, sĂŁo seus sentimentos por ele gritarem no seu peito. Ele olha em sua direção enquanto solta a fumaça. VocĂȘ desvia o olhar, nĂŁo querendo que ele note toda a bagunça psicolĂłgica estampada na sua cara, e vai atĂ© o banheiro tentar amenizar um pouco aquilo.
      VocĂȘ prende os cabelos com um nĂł, para que ele nĂŁo caia em seu rosto enquanto escova os dentes, percebendo que apenas isso nĂŁo era o suficiente, vocĂȘ lava o rosto com ĂĄgua fria tentando apagar os sinais de que esteve chorando. InĂștil, Dave provavelmente deve ter notado.  Desistindo, vocĂȘ levanta a cabeça e vĂȘ no reflexo do espelho a enorme banheira atrĂĄs de vocĂȘ, Ă© exatamente disso que vocĂȘ precisa.
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 [Dave's pov]
      Fresh pot!  Concluo desistindo de gastar minha criatividade tentando imaginar o que se passa na cabeça de Daniele, quando ela prefere conversar com uma estranha na rua do que comigo. Eu devia estar usando isso para escrever uma musica, mas nĂŁo, eu continuo me comportando como se nĂŁo tivesse uma vida ali fora.  Ainda me sentindo nocauteado pela quantidade de ĂĄlcool que tomei o dia todo, apago o terceiro cigarro em poucos minutos e vou em busca do bom e velho fresh pot.Â
  Eu não sei por que, mas ao contrårio dela, sempre tenho o bom senso de avisar que estou saindo e para onde estou indo.
_Olha, estou indo pegar um cafĂ©, vocĂȘ quer que eu lhe traga alguma... - começo a dizer antes mesmo de atravessar a porta do banheiro que ela deixou aberta, mas assim que faço isso nĂŁo consigo terminar a frase. Ela estava completamente submersa na banheira, mas ao ouvir minha voz levantou metade do corpo exibindo os seios perfeitos em meio a espuma. Minha pequena visĂŁo do paraĂso.
_O que vocĂȘ disse? â ela pergunta abrindo os olhos.
_Nada. â minto. AtravĂ©s da sua voz percebo que  esteve chorando, e mesmo sem convite me aproximo e sento ao lado da banheira. _Quer conversar? - pergunto. Ela balança a cabeça negativamente e se deita novamente recostando o pescoço na borda da banheira dessa vez. NĂŁo vou insistir, apenas começo a brincar com as bolhas de sabĂŁo. _Eu nĂŁo consigo ler vocĂȘ. â confesso apĂłs um instante, e aproximo minha mĂŁo do seu busto para estourar mais uma bolha. NĂŁo resisto e deslizo meus dedos displicentemente dedilhado o espaço entre seus seios.
_O que esta fazendo? â ela questiona o novo tipo de carĂcia.
_Eu estou tentando achar o seu tom. â respondo e ela ri. Ă a primeira vez que a vejo sorrir no dia.
_Agora eu sou sua guitarra? â ela pergunta com uma ponta de diversĂŁo em sua voz.
_Talvez tocar vocĂȘ seja mais fĂĄcil... â respondo descendo meus dedos para âdedilharâ sua barriga. Ela sente cĂłcegas e ri sonoramente. _Esse Ă© um bom tom, mas nĂŁo o que eu quero. â comento enquanto continuo a descida atĂ© meus dedos tocarem um lugar especialmente sensĂvel. Seu sorriso se ameniza, e eu ouço sua respiração pesar, ela apenas fecha os olhos sentindo meu toque. Logo eu estou seguro o suficiente para deslizar meus dois dedos facilmente dentro dela. Ela deixa escapar um gemido baixo entre os lĂĄbios. _I got it! Â
Sim... TocĂĄ-la Ă© bem mais fĂĄcil. Aquilo soou perfeito. Â
  Aproximo minha boca da dela e sinto seus låbios urgentes nos meus, não hå nada romùntico na forma em que ela me beija, é sexo... seu beijo é puro sexo, mas hå algo mais, eu não sei explicar mas é como se ela sentisse necessidade daquilo.
   Me afasto para tirar minha camisa, e logo em seguida me levanto, ela abre os olhos e me assiste descer o zĂper e me livrar da minha calça. Depois de chutar a calça pro lado, entro na banheira puxando-a pra cima de mim. Com uma perna de cada lado do meu corpo, ela afasta os cabelos do meu rosto e me olha nos olhos enquanto desliza em mim, o prazer em seus olhos me faz puxar ela com força contra mim por instinto. Ela joga a cabeça pra trĂĄs e encontra seu ritmo, me dando a visĂŁo privilegiada do seus seios.
_Dave?! â ela sussurra meu nome em um certo momento aumentando o meu tesĂŁo, puxo-a com força contra mim novamente fazendo sua respiração pesar. _Essa loucura tem que acabar. â continua por baixo do fĂŽlego.
 _Não... Não agora. - passo meus braços em volta dela puxando-a ainda mais perto, o movimento me coloca inteiro dentro dela. Eu poderia ficar ali pra sempre.
_VocĂȘ e eu... â ela sussurra entre nossos lĂĄbios e me beija. _Essa Ă© a Ășltima vez que ficamos juntos,  preciso colocar um ponto final nisso.
AÂ porra da conversa sem nexo sĂł me deixa ainda mais excitado.
_NĂŁo... â sussurro de volta. _NĂŁo atĂ© eu dizer quando.
    Desço minhas mĂŁos de volta para o seus quadris e interrompo seus movimentos substituindo-os pelos meus. Invisto com força contra ela atĂ© ouvir ela gemer alto de prazer, esse som Ă© o suficiente para me fazer acabar com toda âaquela loucuraâ dentro dela. NĂŁo era isso o que ela queria? Â
    Pouco a pouco nossas respiraçÔes vĂŁo voltando ao normal, ainda por cima de mim, ela levanta a cabeça para me olhar, tem feito isso de forma mais intensa nos Ășltimos minutos do que durante toda a semana, principalmente agora enquanto aproxima a boca da minha.
_Eu te amo! â sussurra entre nossos lĂĄbios antes de me beijar. _Essa Ă© ultima vez que eu digo isso tambĂ©m. â conclui e se levanta, voltando a ser toda aquela bagunça em forma de mulher.
    Eu nunca senti aquelas emoçÔes antes, palavras cheias de sentimentos que perdem todo o sentido assim que são ditas me fazendo ter duvidas se a vontade de lutar pelo que quer que nós tenhamos, é maior do que a de começar a desistir dela.
        Mesmo assim, sem palavras de nenhum tipo, ela dormiu em meus braços a noite toda, para na manhĂŁ seguinte fazer as malas e dizer irredutĂvel âEstou indo embora.â Cansado de ser o Ășnico ali tentando salvar tudo o tempo todo, eu apenas respirei fundo e disse âOk!âÂ
I started giving you up!Â