Send me âGrow old with meâ for a short drabble on our characters getting together romantically and growing older together.
Foi algo gradativo, natural. Reencontraram-se, e desde entĂŁo nĂŁo se afastaram mais. Sobreviveram. Ă Praga. Ao resto. Juntas. E, pouco a pouco, Lyanna foi percebendo que queria ela consigo para o que quer que viesse a seguir tambĂ©m. Seus âfique mais um poucoâ ou âfique essa noite tambĂ©mâ se convergiram em um definitivo âfiqueâ. E Malrin ficou.
Eventualmente, desenvolveram uma espĂ©cie de rotina juntas, interrompida volta e meia por suas viagens, seus trabalhos. No entanto, apesar da saudade, intensificada pelo quĂŁo fĂĄcil era se acostumar novamente com ela a seu lado, aquilo a fazia confortĂĄvel. Era familiar. Lembrava-a de seus pais, da melhor forma possĂvel. Sempre saĂa com a certeza de que voltaria para ela. Sempre a assistia sair com a certeza de que ela retornaria.
Eventualmente, memorizou cada pedaço de sua pele. Memorizou as cicatrizes que a encobriam. Memorizou o que ela gostava de tomar pela manhĂŁ, e como. Memorizou o som de sua risada, a aparĂȘncia de seu sorriso quando era falso. Sua aparĂȘncia quando era verdadeiro.
Eventualmente, Malrin também lhe contou sobre o Chamado. Que seus dias estavam contados pelo Taint. E ela se acostumou à ideia. O dia parecia distante quando ela lhe contou. Ainda teriam muito tempo juntas.
Quando a elfa se virou para ela e disse que tinha de partir, no entanto, percebeu que todo aquele tempo nĂŁo fora o bastante. NĂŁo para facilitar em algo. Sabia que, daquela vez, ela nĂŁo retornaria.
Tentou nĂŁo chorar quando a beijou pela Ășltima vez, mas chorou pela semana que se seguiu. E por alguns dias depois dela.Â
Agora, entendia o que sua mĂŁe sentira depois da morte de seu pai. Agora, anos depois, compreendia exatamente porque fizera o que fizera.