a cada novo minuto que passava naquele lugar, somin sentia o estĂŽmago se revirar. eram poucas as coisas que conseguiam deixĂĄ-la nervosa, mas naquela noite, sentia-se saindo de Ăłrbita sempre que os olhos se encontravam com os de @chatmaneeâ. quando aceitou o convite para aquela pequena e reservada festa, na casa de uma de das amigas que faziam parte de seu seleto grupo social e lhe dava tanto engajamento nas redes sociais, a jang nunca imaginaria que a encontraria ali. era a primeira vez que via joo desde... aquilo. sĂł a lembrança lhe provocava um arrepio forte na espinha. por mais que sua maior vontade fosse dar meia volta e voltar diretamente para sua casa, somin ainda era uma pessoa pĂșblica, e aquela dĂșzia de garotas ainda eram pessoas que sĂł conheciam a parte cortĂȘs e divertida da loira. elas estavam alheias de toda a tensĂŁo que tomava conta da aura daquelas duas peças da noite, que, ela notou, pareciam fazer esforço mĂștuo para ficarem o mais afastadas possĂveis. sempre de lados opostos da mesa, nunca conversando diretamente, com contatos visuais que perduravam menos de meio segundo antes de serem cortados. era cansativo. por baixo do figurino caro que lhe cobria o corpo, somin suava frio. tentava ingerir a maior quantidade de ĂĄlcool que podia, da forma mais discreta que conseguia, mas ainda assim, nĂŁo era o suficiente. as mĂŁos pegajosas entregavam o nervosismo da abstinĂȘncia, cada vez mais sedenta por qualquer coisa que fosse capaz de tornar aquele momento mais fĂĄcil para si. deixando ir para o ralo, mais uma vez, a falĂĄcia de que nĂŁo era um vĂcio, de que nĂŁo precisava daquilo, de que pararia quando quisesse. que fosse para o inferno aquele controle.
assim que teve a chance, a jang espreitou-se para os cĂŽmodos mais adentro da casa, seguindo por um corredor cumprido enquanto fingia admirar os vĂĄrios quadros que enfeitavam as paredes do caminho. entrou no primeiro quarto que encontrou com a porta aberta. se fosse pega em flagrante, poderia mentir que estava procurando um banheiro. uma vez dentro do cĂŽmodo, a loira sentou-se sobre a cama, bem prĂłxima da mesa de cabeceira, da qual acendeu o abajur, e caçou na bolsa o zip lock que abrigava o pĂł branco que lhe era tĂŁo familiar. a primeira nota de dinheiro que raspou os dedos fora puxada para fora tambĂ©m, sendo enrolada habilidosamente em um canudo que logo fora usado para aspirar para dentro a droga da fileira que havia feito sobre a superfĂcie de madeira. foi com tanta avidez que na primeira inspirada jĂĄ havia consumido toda a carreira, e estava prestes a ir para a prĂłxima quando um barulho tirou-a de sua pequena bolha. olhando por sobre o ombro tĂŁo logo quanto ouviu a porta do quarto sendo aberta, vislumbrou uma silhueta sendo empurrada para dentro do cĂŽmodo, pouco antes da porta ser fechada com força atrĂĄs desta, com o som da tranca sendo girada. âvocĂȘs sĂł vĂŁo sair daĂ depois que se resolverem!â, escutou, seguido de risadas do lado de fora. somin franziu o cenho, ficando em pĂ© de imediato. âque porra Ă© essa?!â









