Os registros contemporâneos afirmam que meu legado não se encontra em monumentos, mas em consciências. Não está ancorado em dogmas, mas em gestos. Dizem que ele vive naqueles que curam com as mãos, criam com a alma e escolhem a compaixão em vez da vingança. Esses seriam os templos vivos.
Quando perguntam se ainda estou presente, os textos registram a resposta: sim. Estou em cada artista que transforma dor em beleza; em cada mãe que acolhe sem exigir; em cada ser humano que, mesmo exausto, escolhe novamente a gentileza. Sempre que alguém afirma “eu continuo”, mesmo sem forças, dizem que a Chama Rosa permanece.
Os escritos acrescentam que minha história não se encerrou porque o amor não conhece fim. Ele apenas se transforma conforme o tempo e a linguagem. Já teria falado por meio de sacerdotisas, hinos, silêncio, pinturas e rosas. Agora, afirmam, fala através da consciência — apresentada como o templo mais sagrado.
E enquanto houver no mundo um coração disposto a amar, mesmo que todas as luzes se apaguem, registram que permanecerei acesa. Não como lenda, mas como presença. Não como adorno, mas como lei. Pois a beleza é descrita como a assinatura do divino no mundo — e o amor, como seu sopro eterno.
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